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A dúvida surge em um momento de intimidade e preocupação. Entenda a relação entre hipertensão, sildenafila e a saúde do seu coração.

A preocupação é compreensível. Você convive com a pressão alta, toma seus medicamentos diariamente e se esforça para manter a saúde em dia. Quando a disfunção erétil se torna uma questão, o primeiro nome que vem à mente é Viagra. Logo em seguida, porém, surge o receio: será que a mistura entre o estimulante e a minha condição cardíaca é segura?
Essa é uma das perguntas mais comuns em consultórios de cardiologia e urologia. A boa notícia é que, para a maioria dos homens com hipertensão bem controlada, a resposta é sim, é possível usar a sildenafila. Contudo, essa afirmação vem com ressalvas importantes que exigem atenção e, acima de tudo, orientação médica.
Urologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Para entender a segurança do medicamento, primeiro é preciso saber como ele funciona. A sildenafila, princípio ativo do Viagra, pertence a uma classe de fármacos chamada inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Sua principal função é ser um vasodilatador, ou seja, ele relaxa e alarga os vasos sanguíneos.
No pênis, essa ação aumenta o fluxo de sangue para a região, o que facilita a obtenção e a manutenção de uma ereção diante de um estímulo sexual. No entanto, esse efeito vasodilatador não se restringe apenas à área genital. Ele ocorre em todo o corpo.
O Viagra, ao dilatar os vasos sanguíneos, pode, de fato, diminuir a pressão arterial em todo o corpo. Por essa razão, é fundamental que pessoas com hipertensão busquem orientação médica para garantir um uso seguro do medicamento.
Este relaxamento ocorre tanto nos vasos quanto no músculo cardíaco, tornando a avaliação médica indispensável para garantir que o tratamento da impotência seja seguro em pacientes hipertensos.
Como resultado, a sildenafila pode causar uma pequena e transitória queda na pressão arterial em todos que a utilizam, tenham eles pressão alta ou não. Em um indivíduo saudável ou com hipertensão controlada, essa queda geralmente não é perigosa e passa despercebida.
É importante notar que a hipertensão pode até mesmo alterar as enzimas que o Viagra utiliza em sua ação. Isso pode não só diminuir a eficácia do remédio, mas também exigir um ajuste médico cuidadoso para proteger a saúde do coração.
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Um médico, geralmente um cardiologista, avaliará diversos fatores antes de autorizar o uso de sildenafila por um paciente hipertenso. A liberação costuma ocorrer quando o quadro clínico do paciente inclui:
Mesmo com a capacidade de dilatar os vasos, estimulantes como o Viagra, quando usados por hipertensos, exigem acompanhamento médico rigoroso. Isso se deve ao risco de efeitos colaterais e possíveis complicações cardíacas.
O risco real não está na hipertensão em si, mas em condições associadas a ela ou em interações medicamentosas. O sinal vermelho é absoluto em algumas situações.
Pessoas com pressão alta descontrolada ou que fazem uso de medicamentos da classe dos nitratos devem evitar o Viagra sem a liberação de um cardiologista. Essa combinação pode causar quedas pressóricas muito severas, com riscos importantes à saúde.
Esta é a regra mais importante. Pacientes que usam medicamentos à base de nitratos, comumente prescritos para tratar angina (dor no peito), como a isossorbida ou a nitroglicerina (presente em adesivos e sprays), jamais podem tomar sildenafila.
A combinação dos dois tipos de vasodilatadores causa uma queda abrupta e severa da pressão arterial, podendo levar a tonturas, desmaios, infarto e até à morte.
Se a sua pressão arterial está frequentemente acima dos níveis recomendados pelo seu médico, o uso de qualquer medicamento que afete o sistema circulatório, como a sildenafila, é desaconselhado. O primeiro passo é focar no controle da hipertensão com seu cardiologista.
Como mencionado, quem sofreu um infarto ou AVC nos últimos seis meses deve evitar o medicamento. O coração e o sistema circulatório precisam de tempo para se recuperarem, e a atividade sexual em si já representa um esforço para o sistema cardiovascular.
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Viagra (sildenafila), Cialis (tadalafila) e outros medicamentos da mesma classe agem de forma semelhante. A principal diferença entre eles está no tempo de ação e na duração do efeito. A escolha não deve ser feita pelo paciente, mas sim pelo médico, que considerará o quadro clínico completo.
A segurança para pacientes hipertensos controlados é similar entre eles, mas a decisão final depende de uma avaliação individualizada.
Muitos anti-hipertensivos, como Losartana, Anlodipino ou Hidroclorotiazida, são geralmente seguros para uso concomitante com a sildenafila, desde que sob supervisão médica. O médico pode precisar ajustar doses ou monitorar a pressão mais de perto, pois pode haver um efeito somado na redução da pressão arterial.
Uma classe que exige atenção especial são os alfabloqueadores, usados tanto para hipertensão quanto para problemas de próstata. A combinação pode aumentar o risco de hipotensão postural (tontura ao se levantar). Nesses casos, o médico indicará a forma mais segura de utilizar os dois medicamentos.
A saúde sexual é parte da saúde geral. Não hesite em levar essa preocupação ao seu cardiologista ou urologista.
Para uma consulta produtiva, prepare-se:
A disfunção erétil pode, inclusive, ser um sintoma inicial de que o controle da pressão ou a saúde dos vasos sanguíneos não vai bem. Por isso, a avaliação médica é uma oportunidade de cuidar da sua saúde de forma integral. Apenas um profissional pode garantir que o tratamento para a disfunção erétil seja seguro e eficaz para você.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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