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A decisão entre os tratamentos para disfunção erétil deve considerar seu estilo de vida e, principalmente, a recomendação médica.

A dúvida surge em uma conversa entre amigos, ao ver um anúncio ou durante uma consulta médica. Diante da necessidade de um tratamento para disfunção erétil, dois nomes se destacam no mercado: tadalafila e sildenafil (princípio ativo do Viagra). Ambos pertencem à mesma classe de medicamentos, os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), mas possuem características distintas que os tornam mais ou menos adequados para diferentes pessoas e rotinas.
Entender essas diferenças é o primeiro passo para ter uma conversa produtiva com um especialista e encontrar a solução mais segura e eficaz para o seu caso. Afinal, a escolha certa depende de fatores que vão da frequência da atividade sexual ao seu estado geral de saúde.
Urologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Ambos os fármacos atuam de maneira semelhante. Eles trabalham inibindo a enzima PDE5, presente principalmente no tecido peniano. Essa ação promove o relaxamento da musculatura lisa e a dilatação dos vasos sanguíneos na região.
Com isso, o fluxo de sangue para o pênis aumenta significativamente, o que facilita a obtenção e a manutenção de uma ereção firme em resposta ao estímulo sexual. É fundamental entender que nenhum dos dois medicamentos provoca uma ereção automática; o estímulo sexual continua sendo necessário para que o efeito aconteça.
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A duração da ação é, talvez, o fator mais conhecido e decisivo para muitos pacientes na hora de escolher entre os dois medicamentos. As diferenças são substanciais e impactam diretamente a espontaneidade da vida sexual.
A tadalafila é frequentemente chamada de "pílula do fim de semana" por um motivo claro: seu efeito pode durar até 36 horas. Essa janela de ação prolongada oferece uma flexibilidade muito maior, permitindo que o homem tenha relações sexuais de forma mais espontânea, sem a necessidade de planejar a tomada do comprimido imediatamente antes da atividade.
Estudos (2016) indicam que homens geralmente preferem a tadalafila pela longa duração de seu efeito, o que proporciona maior liberdade e menos preocupação com o tempo exato para a relação sexual.
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O sildenafil, por sua vez, tem uma janela de ação mais curta, geralmente entre 4 e 6 horas. Ele é ideal para encontros planejados, nos quais o homem sabe quando a relação sexual irá ocorrer. Seu início de ação tende a ser um pouco mais rápido que o da tadalafila para a maioria dos usuários.
A forma como você se alimenta próximo ao horário de tomar o medicamento pode influenciar o desempenho, especialmente no caso do sildenafil. Uma refeição rica em gorduras pode retardar a absorção do princípio ativo pelo organismo, fazendo com que ele demore mais para começar a agir.
A tadalafila, por outro lado, não sofre essa mesma interferência. Ela pode ser tomada com ou sem alimentos, sem que isso afete significativamente sua velocidade de absorção ou eficácia, oferecendo mais uma vantagem em termos de conveniência.
Tadalafila vs. Sildenafil: Comparativo Rápido
Como qualquer medicamento, tanto a tadalafila quanto o sildenafil podem causar efeitos colaterais. A maioria é leve e temporária. É importante relatar qualquer reação adversa ao seu médico.
Reações graves são raras, mas exigem atenção médica imediata, como uma ereção que dura mais de quatro horas (priapismo) ou perda súbita de visão ou audição. Embora esses medicamentos ajudem na ereção, é crucial estar ciente de que podem causar efeitos colaterais sérios, incluindo queda perigosa da pressão arterial e danos permanentes ao pênis.
A segurança é o ponto mais crítico no tratamento da disfunção erétil. A automedicação é extremamente perigosa e pode levar a consequências graves, inclusive fatais.
A contraindicação mais severa para ambos os medicamentos é o uso concomitante com fármacos à base de nitratos, comumente prescritos para tratar angina e outras doenças cardíacas (por exemplo: isossorbida, nitroglicerina). A combinação pode causar uma queda abrupta e perigosa da pressão arterial.
Pacientes com histórico de infarto ou AVC recentes, pressão arterial não controlada (muito alta ou muito baixa), insuficiência cardíaca grave, ou certas doenças degenerativas da retina devem ter cautela. Apenas um médico pode avaliar se o uso desses medicamentos é seguro para você.
Não. Nunca se deve misturar ou tomar os dois medicamentos em um curto período. Como ambos pertencem à mesma classe farmacológica, combiná-los aumenta drasticamente o risco de efeitos colaterais e de uma queda perigosa na pressão arterial, sem trazer nenhum benefício adicional à ereção.
Não existe uma resposta única para "qual é o melhor". A escolha ideal depende de uma análise cuidadosa do seu perfil, realizada por um médico urologista ou cardiologista. Ele levará em conta sua frequência sexual, seu estado de saúde geral, outros medicamentos que você utiliza e suas expectativas pessoais.
Para quem busca espontaneidade e tem uma vida sexual mais ativa, a tadalafila pode ser mais interessante. Para quem prefere planejar os encontros e deseja um efeito mais pontual, o sildenafil pode ser suficiente. O importante é que essa decisão seja compartilhada, segura e eficaz, restaurando não apenas a função erétil, mas também a sua qualidade de vida e confiança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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