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A compra do famoso comprimido azul gera dúvidas. Esclarecemos a legislação brasileira e os motivos para nunca usá-lo sem orientação.

Você está no balcão da farmácia ou talvez com uma aba do navegador aberta, prestes a finalizar uma compra. A dúvida surge: é possível simplesmente comprar Viagra ou seu genérico, o citrato de sildenafila, sem passar por uma consulta médica? A facilidade de acesso pode levar a crer que sim, mas a realidade é mais complexa e envolve riscos significativos à saúde.
Urologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O Viagra, cujo princípio ativo é o citrato de sildenafila, é classificado no Brasil como um medicamento de tarja vermelha. De acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), isso significa que sua venda está condicionada à apresentação de uma prescrição médica.
Por outro lado, existe uma particularidade que causa confusão. A legislação não exige que a farmácia retenha a receita após a venda. Na prática, isso faz com que alguns estabelecimentos vendam o medicamento sem solicitar o documento, o que não anula a exigência legal nem os riscos clínicos da automedicação.
É importante ressaltar que produtos comercializados sem o devido controle médico podem conter doses excessivas de sildenafila ou até substâncias experimentais não aprovadas. Esses componentes representam riscos cardiovasculares sérios e imprevisíveis para a saúde do consumidor.
Essa prática difere de medicamentos de tarja preta ou de antibióticos, por exemplo, nos quais uma via da receita fica obrigatoriamente retida. A regra para a sildenafila visa garantir que um médico avaliou o paciente, mas confia na responsabilidade do consumidor e do estabelecimento para seguir a recomendação.
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A necessidade de uma prescrição vai muito além de uma simples formalidade burocrática. Ela é uma barreira de segurança essencial para proteger sua saúde. A disfunção erétil, muitas vezes, não é um problema isolado, mas sim um sintoma de condições médicas que precisam de atenção.
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A dificuldade de ereção pode ser um dos primeiros sinais de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, desequilíbrios hormonais ou até mesmo estresse e ansiedade.
Usar o medicamento sem investigar a origem do sintoma é como silenciar um alarme de incêndio sem apagar o fogo. Um médico, geralmente um urologista, pode diagnosticar a causa e indicar o tratamento mais adequado e completo.
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O citrato de sildenafila não é seguro para todos. Homens com certas condições de saúde não devem utilizá-lo. É fundamental saber que o sildenafila modifica a circulação sanguínea e processos químicos celulares em todo o organismo, o que exige avaliação médica rigorosa para evitar danos graves à saúde.
As principais contraindicações incluem:
Este é um dos pontos mais críticos. O Viagra pode interagir de forma perigosa com outros medicamentos, potencializando ou anulando seus efeitos. O consumo de sildenafila em doses inadequadas, sem controle médico rigoroso, oferece riscos fatais ao coração e pode levar a interações medicamentosas perigosas.
A receita é indispensável para prevenir interações potencialmente fatais. O uso de sildenafila, especialmente quando contida em produtos sem orientação médica, apresenta um risco grave ao interagir com remédios para o coração e a pressão arterial.
A combinação mais arriscada é com medicamentos à base de nitratos, comumente usados para tratar dor no peito (angina). Essa interação pode causar uma queda súbita e severa da pressão arterial, levando a tonturas, desmaios e até mesmo à morte.
Ignorar a necessidade de avaliação médica e optar pela automedicação expõe o usuário a uma série de perigos que vão de efeitos colaterais desconfortáveis a complicações que ameaçam a vida.
Mesmo quando usado corretamente, o medicamento pode causar reações adversas. As mais comuns são dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal e alterações visuais. No entanto, efeitos graves podem ocorrer, como o priapismo, uma ereção dolorosa e prolongada que pode causar danos permanentes ao pênis se não for tratada com urgência.
O uso sem supervisão médica pode intensificar esses riscos e causar ereções prolongadas. Há relatos de danos físicos graves, como a fratura do pênis, após priapismo devido à ingestão de sildenafila sem prescrição. Isso torna a receita médica indispensável para a segurança do paciente.
A busca por comprar Viagra sem receita, especialmente online, aumenta drasticamente o risco de adquirir produtos falsificados. Esses comprimidos podem conter a dose errada, nenhum princípio ativo ou, pior, substâncias tóxicas como tinta, gesso ou anfetaminas. O uso de produtos de origem duvidosa é uma ameaça imprevisível à saúde.
Principalmente entre homens mais jovens que usam o medicamento de forma recreativa, sem necessidade clínica, pode se desenvolver uma dependência psicológica. O usuário passa a acreditar que só consegue ter um bom desempenho sexual com o auxílio do comprimido, o que pode gerar ansiedade e insegurança, transformando uma questão inexistente em um problema real.
O citrato de sildenafila, versão genérica do Viagra, segue exatamente as mesmas regras e recomendações. A necessidade de prescrição e os riscos da automedicação são idênticos, pois o princípio ativo e o mecanismo de ação são os mesmos.
Existem outros medicamentos da mesma classe (inibidores da enzima PDE5), como a Tadalafila (Cialis) e a Vardenafila (Levitra). Eles funcionam de maneira semelhante, mas podem ter diferenças na duração do efeito e nos efeitos colaterais.
A Tadalafila, por exemplo, é conhecida por seu efeito prolongado, que pode durar até 36 horas. A escolha entre eles deve ser feita por um médico, com base no seu perfil de saúde e estilo de vida.
Conversar sobre disfunção erétil pode ser desconfortável, mas é um passo fundamental para cuidar da sua saúde. Procure um clínico geral ou, de preferência, um urologista. Seja honesto sobre seus sintomas, histórico de saúde e quaisquer medicamentos que você já utilize.
O profissional fará uma avaliação completa, que pode incluir exames de sangue e outras investigações, para entender a causa do problema. Com um diagnóstico claro, ele poderá prescrever o tratamento mais seguro e eficaz para você, seja com medicamentos, mudanças no estilo de vida ou outras terapias.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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