Revisado em: 05/02/2026
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A dengue é uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti; Alguns medicamentos podem agravar o quadro e causar hemorragias

A dengue, uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Seus sintomas, que variam de febre alta e dores no corpo a manifestações mais graves, exigem atenção e manejo adequados.
A automedicação pode ser perigosa, principalmente quando se trata de quais remédios não pode tomar com dengue. O uso inadequado de determinados medicamentos pode interferir na coagulação sanguínea, agravar a queda das plaquetas e aumentar o risco de complicações graves.
Por isso, compreender as restrições medicamentosas ajuda a impedir o surgimento de complicações sérias e garantir um tratamento seguro e eficaz. Não se automedique. Procure atendimento médico especializado.
A dengue é uma infecção viral aguda causada por um dos quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, e pode apresentar manifestações clínicas clássicas.
A febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço e manchas vermelhas na pele são os sintomas clássicos. Em alguns casos a doença pode evoluir para formas graves.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda chamar a ‘dengue hemorrágica’ de ‘dengue grave’. ‘Dengue grave com fenômenos hemorrágicos’ ou ‘síndrome do choque da dengue’. O tipo é caracterizado por sangramentos e pode levar à morte caso não seja tratada de forma rápida e adequada.
O uso de certos medicamentos em casos de dengue é perigoso devido aos seus efeitos na coagulação sanguínea e na resposta imunológica do paciente. A dengue por si só pode causar uma diminuição no número de plaquetas e fragilizar os vasos sanguíneos. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue.
Medicamentos que interferem nessas funções podem agravar o quadro, aumentando o risco de hemorragias e outras complicações graves. É o caso dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e salicilatos.
Eles inibem o funcionamento das plaquetas, o que pode levar a sangramentos. Já os corticosteroides podem aumentar o risco de sangramento gástrico e dificultar o combate ao vírus. Alguns outros fármacos podem mascarar sintomas importantes e causar efeitos adversos que confundem o diagnóstico e o tratamento.
Existem remédios que não devem ser utilizados em caso de suspeita ou confirmação da dengue. Isso porque podem agravar a condição do paciente. Veja a seguir:
Medicamentos como o ácido acetilsalicílico (AAS), conhecidos popularmente como aspirina devem ser evitados. Assim como os derivados do ácido salicílico (diflunisal, salicilato de sódio, metilsalicilato).
Eles interferem no mecanismo de ação das plaquetas. Pacientes que utilizam a medicação para tratar condições cardíacas devem procurar orientação médica em caso de suspeita de dengue. O atendimento médico é necessário, pois a interrupção abrupta do remédio pode ser prejudicial, mas o uso contínuo pode agravar a doença.
Dentro desta categoria estão remédios como ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno, nimesulida, piroxicam, indometacina, sulfinpirazona e fenilbutazona. Assim como os salicilatos, os AINEs também prejudicam a função plaquetária e podem aumentar consideravelmente o risco de hemorragias.
É possível também que causem acidose no sangue, deixando o sangue mais ácido e podendo resultar em sintomas como fadiga, confusão mental e respiração rápida. Os fármacos também podem gerar aumento na acidez gástrica.
São contraindicados remédios dessa classe como a prednisona, prednisolona, dexametasona e hidrocortisona. Além de não possuírem eficácia comprovada contra o patógeno da dengue, podem enfraquecer o sistema imunológico.
O que diminui a eficácia no combate à condição de saúde. Também podem aumentar o risco de sangramento gastrointestinal.
A ivermectina não possui eficácia comprovada no tratamento ou prevenção da dengue. O seu uso é desaconselhado, e pode elevar o risco de sangramento, já que não trata o problema. Sendo ela utilizada para o tratamento de parasitas como piolhos e carrapatos.
De acordo com o instituto butantan, alguns estudos demonstraram que a medicação até conseguiu diminuir a carga viral, mas não foi suficiente para reduzir o tempo dos sintomas e das complicações graves.
Por isso ela entra no escopo de quais remédios não pode tomar com dengue. Também porque pode causar efeitos colaterais que podem agravar o quadro clínico e dificultar o diagnóstico correto. Dentre os possíveis eventos adversos estão: náuseas, vômitos, diarreia e erupções na pele.
A dengue é uma doença viral, e antibióticos são eficazes apenas contra infecções bacterianas. Por isso os medicamentos dessa classe não são recomendados nesses casos, pois não tratam a dengue. E podem levar à resistência bacteriana e outros efeitos colaterais.
Pacientes que fazem uso de anticoagulantes (como varfarina) ou fitoterápicos com ação anticoagulante (como Ginkgo biloba) devem ter atenção redobrada e buscar orientação médica.
A utilização das substâncias, combinadas com os efeitos da dengue, podem elevar bastante o risco de hemorragias.
Não existe uma substância antiviral específica para combater o vírus. O tratamento é voltado é focado no alívio dos sintomas e na hidratação adequada dos pacientes.
A dengue pode causar a perda de líquidos dos vasos sanguíneos, tornando a hidratação fundamental. A orientação geral é de 60 a 80 ml de líquido por quilo de peso corporal por dia.
Recomenda-se a ingestão de líquidos como água, soro de reidratação oral, sucos de frutas naturais e água de coco. O descanso também é essencial para a recuperação do organismo.
A dipirona é um dos fármacos que podem ser utilizados para aliviar a febre e a dor. Sendo considerada uma opção segura por não interferir na coagulação sanguínea como anti-inflamatórios.
É possível sim tomar dipirona, mas seu uso deve ser feito com cautela. O Centro de Informação em Saúde para Viajantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomenda que a administração do medicamento sem prescrição médica seja evitada.
A medicação pode causar a diminuição da pressão arterial e provocar manchas na pele que podem ser confundidas com as lesões da dengue. O que pode dificultar o diagnóstico.
Leia também: Pode tomar dipirona para dengue? Saiba o que pode ou não tomar
O paracetamol é outro fármaco seguro e amplamente recomendado para o alívio da febre e da dor nos pacientes. Ele não afeta a coagulação sanguínea, o que o torna uma alternativa viável e mais segura em comparação com os anti-inflamatórios e salicilatos.
É preciso utilizá-lo nas doses e intervalos prescritos pelo médico, pois doses elevadas podem causar lesão hepática grave. Sendo ele uma alternativa para controlar os sintomas para aqueles com alergia à dipirona.
Evitar a automedicação e seguir as orientações médicas é importante. Esses fatores, assim como a hidratação adequada são determinantes para evitar complicações e garantir uma recuperação segura.
O primeiro a se fazer em caso de suspeitas é evitar a automedicação e buscar atendimento médico. Os primeiros sintomas podem ser inespecíficos e semelhantes aos de outras infecções virais.
Durante o atendimento, o médico poderá fazer uma avaliação clínica, solicitar exames e orientar sobre o tratamento adequado. É importante informar ao profissional de saúde sobre qualquer medicamento de uso contínuo, principalmente se forem anticoagulantes.
Também é preciso ficar atento aos sinais de alarme que indicam um agravamento da doença. Entre eles estão:
Crianças, gestantes e idosos são considerados os grupos mais vulneráveis. Saber quais remédios não pode tomar com dengue é tão importante quanto saber quais são seguros, como o paracetamol e a dipirona. A hidratação intensa e o repouso são as bases do tratamento, e a busca imediata por atendimento médico ao primeiro sinal de suspeita é indispensável.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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