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Saiba por que a dipirona é indicada para tratar dor e febre na dengue e quais medicamentos aumentam o risco de complicações graves.

A febre alta chega sem avisar. O corpo todo dói, até os olhos. A suspeita logo vem à mente: pode ser dengue. Nesse momento, a primeira reação de muitas pessoas é buscar um analgésico na gaveta para aliviar o mal-estar. Mas, em caso de dengue, essa escolha precisa ser muito cuidadosa, pois um remédio errado pode agravar a doença.
Infectologistas podem acompanhar esse tipo de quadro e avaliar o grau da doença. Não se automedique. Procure atendimento médico especializado.
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Seus sintomas costumam aparecer de forma súbita e podem variar em intensidade.
Os sinais mais frequentes incluem:
Como não existe um tratamento específico para eliminar o vírus, a abordagem terapêutica foca em aliviar esses sintomas e manter o corpo hidratado para uma boa recuperação.
A principal preocupação com a dengue é o risco de evolução para formas mais graves, como a dengue hemorrágica. A doença pode progredir para quadros sérios e até mesmo fatais, como a febre hemorrágica e a síndrome do choque da dengue, o que exige cautela no manejo dos sintomas.
É importante saber que a segunda infecção pelo vírus da dengue é o fator de maior risco para o desenvolvimento da doença em sua forma grave e para a necessidade de internação hospitalar. O vírus pode causar uma queda no número de plaquetas, que são células sanguíneas essenciais para a coagulação.
Quando as plaquetas estão baixas, o risco de sangramentos aumenta. Em casos graves, a doença pode evoluir para sangramentos clinicamente significativos, choque e risco de morte, exigindo um tratamento de suporte altamente eficaz.
Alguns medicamentos muito comuns, especialmente os anti-inflamatórios, interferem diretamente na função das plaquetas ou na coagulação sanguínea. Assim, seu uso durante a infecção por dengue pode potencializar o risco de hemorragias graves.
Diante do quadro de dor e febre, o Ministério da Saúde e outras organizações de saúde indicam principalmente dois tipos de medicamentos sintomáticos, por não afetarem a coagulação.
A dipirona é um analgésico e antitérmico eficaz. Ela atua no sistema nervoso central para reduzir a sensação de dor e regular a temperatura corporal, diminuindo a febre. Sua principal vantagem na dengue é que ela não interfere na coagulação do sangue nem na função das plaquetas, sendo uma escolha segura.
O paracetamol também age como analgésico e antitérmico, sendo outra opção segura para o manejo dos sintomas. Contudo, é fundamental ter atenção à dosagem correta, pois o uso excessivo pode causar danos ao fígado, órgão que já pode estar sobrecarregado pela própria infecção viral.
A lista de medicamentos contraindicados é extensa e inclui alguns dos analgésicos e antitérmicos mais populares. O uso de qualquer um deles sem orientação médica pode levar a complicações sérias.
É essencial evitar toda a classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
Essa é uma dúvida muito comum. Medicamentos compostos, como Dorflex (dipirona + relaxante muscular + cafeína) ou Neosaldina (dipirona + mucato de isometepteno + cafeína), contêm dipirona em sua fórmula.
Embora o componente principal seja seguro, a presença de outras substâncias exige cautela. A automedicação com esses produtos não é recomendada. O ideal é sempre optar pela substância pura (dipirona ou paracetamol) e, principalmente, seguir a prescrição de um profissional de saúde.
O manejo da dengue vai muito além dos remédios para dor e febre. O tratamento de suporte é, na verdade, o mais importante para evitar a desidratação e complicações. As principais recomendações são:
É fundamental monitorar os chamados "sinais de alarme", que podem indicar a evolução para um quadro grave da doença. Casos graves de dengue podem evoluir rapidamente para choque circulatório e hemorragias intensas, tornando essencial a busca imediata por atendimento médico apropriado.
As consequências mais severas da infecção, que demandam atenção médica imediata, incluem choque, sangramento e falência de órgãos. Procure atendimento médico de urgência se apresentar:
Mesmo em casos sem esses sinais, o acompanhamento médico é indispensável para um diagnóstico correto e para receber orientações seguras sobre o tratamento dos sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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