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Avalie o bem-estar do bebê durante a gestação, especialmente em casos de risco

O acompanhamento da saúde do bebê ao longo da gestação envolve diferentes exames de imagem e monitoramento clínico. Entre eles está o perfil biofísico fetal, uma avaliação que reúne dados do ultrassom obstétrico e, em alguns casos, da cardiotocografia.
Esse exame costuma ser solicitado pelo ginecologista obstetra quando há necessidade de observar, de forma mais detalhada, como o feto está se desenvolvendo dentro do útero e se apresenta sinais adequados de vitalidade.
Ele é relevante em gestações de maior risco, quando existe suspeita de sofrimento fetal ou alterações no crescimento.
Além de ajudar na tomada de decisão clínica, o exame contribui para reduzir riscos e orientar condutas médicas mais seguras. O ginecologista obstetra é o especialista indicado para acompanhar a gestação.
A Rede Américas conta com ginecologistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros, preparados para avaliar cada caso e orientar sobre exames como o perfil biofísico fetal e com quantas semanas ele pode ser indicado.
O perfil biofísico fetal tem como principal objetivo avaliar o bem-estar do feto ainda dentro do útero. Ele analisa sinais indiretos de oxigenação e funcionamento do sistema nervoso central, que costumam se alterar precocemente em situações de sofrimento fetal.
Essa avaliação auxilia na identificação precoce de riscos e na definição do melhor momento para intervenções médicas, quando necessárias.
O exame considera diferentes parâmetros observados durante o ultrassom, podendo ser complementado pela cardiotocografia. A soma dessas informações gera uma pontuação que orienta o médico sobre a vitalidade fetal naquele momento.
Os movimentos corporais do feto refletem a integridade do sistema nervoso e a adequada oxigenação. Durante o exame, o profissional observa se o bebê realiza movimentos amplos do corpo ou dos membros dentro de um período determinado. A presença desses movimentos costuma indicar boa vitalidade fetal.
O tônus muscular avalia a capacidade do feto de realizar movimentos de flexão e extensão, como abrir e fechar as mãos ou dobrar os braços e pernas. A manutenção do tônus é um sinal importante de bem-estar e costuma ser preservada até fases mais avançadas de sofrimento fetal.
Mesmo antes do nascimento, o feto realiza movimentos respiratórios, que consistem em movimentos rítmicos do diafragma. Esses movimentos não significam respiração com ar, mas indicam maturidade neurológica e boa oxigenação. A ausência prolongada desses movimentos pode exigir uma avaliação mais cuidadosa.
O líquido amniótico protege o feto, permite seus movimentos e contribui para o desenvolvimento pulmonar. Alterações no volume, tanto para mais quanto para menos, podem estar associadas a problemas placentários e fetais. Esse parâmetro é sempre analisado no perfil biofísico fetal.
A cardiotocografia avalia a frequência cardíaca fetal e sua relação com os movimentos do bebê. Em muitos serviços, ela complementa o ultrassom biofísico, especialmente quando há dúvidas sobre a vitalidade fetal. A associação desses métodos aumenta a sensibilidade na detecção de sofrimento fetal.
O exame é feito por meio de ultrassom, geralmente com a gestante deitada em posição confortável. O profissional observa os parâmetros biofísicos durante um período que pode variar de 20 a 30 minutos.
Em alguns casos, se o bebê estiver em repouso, o tempo pode ser um pouco maior. A cardiotocografia, quando indicada, é realizada com sensores posicionados no abdome materno, sem causar dor nas partes íntimas e barriga.
Uma das principais indicações do perfil biofísico fetal é a suspeita de sofrimento fetal, condição em que o bebê pode não estar recebendo oxigênio e nutrientes de forma adequada. Também é comum em casos de restrição de crescimento intrauterino, quando o feto apresenta peso abaixo do esperado para a idade gestacional.
Em gestações que ultrapassam 40 semanas, o exame pode ser solicitado com maior frequência. Após esse período, há um aumento gradual do risco de insuficiência placentária. O monitoramento ajuda a decidir se é seguro aguardar o início espontâneo do trabalho de parto.
De forma geral, o perfil biofísico fetal costuma ser solicitado a partir do terceiro trimestre, especialmente após a 28ª semana de gestação.
Esse período coincide com maior maturidade do sistema nervoso fetal, o que torna os parâmetros avaliados mais confiáveis. Antes dessa fase, alguns critérios podem não estar plenamente desenvolvidos, o que dificulta a interpretação.
A decisão sobre perfil biofísico fetal com quantas semanas ele deve ser realizado depende do contexto clínico. Em gestações de alto risco, o ginecologista obstetra pode indicar o exame mais cedo ou repeti-lo com maior frequência, sempre avaliando riscos e benefícios.
Cada parâmetro avaliado recebe uma pontuação, geralmente zero ou dois pontos. A soma total pode variar e indica se o exame está dentro da normalidade ou se há necessidade de investigação adicional. Pontuações mais altas costumam indicar bom estado fetal, enquanto escores baixos exigem atenção imediata e, em alguns casos, antecipação do parto.
A interpretação deve ser feita exclusivamente por um profissional capacitado, considerando também outros exames, a idade gestacional e o quadro clínico da gestante. Não se trata de um resultado isolado, mas de uma ferramenta integrada ao acompanhamento c.
O acompanhamento com um ginecologista é fundamental para definir o momento certo do exame e interpretar corretamente seus resultados, sempre priorizando a segurança da gestante e do bebê.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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