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Obesidade grau 1: o que é, quais os riscos e como reverter o quadro

Este é o primeiro estágio da obesidade, um sinal de alerta importante para a saúde que, com orientação, pode ser revertido.

Resumo
  • A obesidade grau 1 é definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34,9 kg/m².
  • É considerada uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e exige atenção.
  • Aumenta o risco de desenvolver condições como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
  • O tratamento se baseia em mudanças no estilo de vida, incluindo reeducação alimentar e atividade física.
  • O acompanhamento com uma equipe de saúde é fundamental para reverter o quadro com segurança.
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Você sobe na balança, faz o cálculo online ou recebe o resultado durante uma consulta médica. O diagnóstico é obesidade grau 1. Para muitas pessoas, esse momento gera uma série de dúvidas e preocupações sobre o que esse termo realmente significa e quais os próximos passos a seguir.

É importante ressaltar que identificar a obesidade grau 1 precocemente permite adotar mudanças de hábito a tempo de reduzir riscos e evitar o agravamento da saúde. Entender essa condição é o primeiro passo para tomar decisões informadas e cuidar da sua saúde de forma proativa. Longe de ser apenas um número, o diagnóstico serve como um ponto de partida para adotar hábitos mais saudáveis e prevenir complicações futuras.

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O que define a obesidade grau 1?

A obesidade grau 1 é o estágio inicial da obesidade, uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. A classificação é feita com base no Índice de Massa Corporal (IMC), uma medida internacional adotada pela OMS. Uma pessoa é diagnosticada com obesidade grau 1 quando seu IMC está na faixa de 30 a 34,9 kg/m².

É importante destacar que, embora o IMC seja uma ferramenta de triagem útil, ele não avalia a composição corporal. Assim, um profissional de saúde pode utilizar outras medições, como a circunferência abdominal e exames de sangue, para ter um panorama completo do seu estado de saúde.

Leia também: Veja o que é a obesidade mórbida

Calculando o seu Índice de Massa Corporal (IMC)

O cálculo do IMC é simples e pode ser feito por qualquer pessoa. A fórmula consiste em dividir o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) elevada ao quadrado.

Fórmula: IMC = Peso (kg) / [Altura (m) x Altura (m)]

Por exemplo, uma pessoa com 1,70 m de altura e 90 kg de peso teria um IMC de aproximadamente 31,1 kg/m², o que a classifica com obesidade grau 1.

Tabela de classificação do IMC

Para contextualizar, o Ministério da Saúde do Brasil (2020) estabelece as seguintes faixas de IMC para adultos:

Classificação

IMC (kg/m²)

Abaixo do peso

Menor que 18,5

Peso normal

18,5 – 24,9

Sobrepeso

25,0 – 29,9

Obesidade Grau 1

30,0 – 34,9

Obesidade Grau 2

35,0 – 39,9

Obesidade Grau 3

Maior ou igual a 40,0

Quais são os principais riscos associados?

Ainda que seja o estágio inicial, a obesidade grau 1 já representa um risco significativo para a saúde. O excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, está associado a um estado inflamatório crônico que pode levar ao desenvolvimento de diversas doenças. Além disso, a obesidade grau 1 prejudica a defesa do corpo contra infecções e aumenta os níveis de inflamação, tornando vital a mudança de hábitos para evitar danos graves aos órgãos.

Entre as principais condições associadas, destacam-se:

  • Diabetes tipo 2: o excesso de peso pode levar à resistência insulínica, um precursor da doença. A obesidade grau 1, especificamente, já pode desregular hormônios relacionados à fome. Por isso, controlar a circunferência abdominal é fundamental para reverter o risco de desenvolver diabetes.
  • Hipertensão arterial: a obesidade sobrecarrega o coração, que precisa trabalhar mais para bombear o sangue.
  • Doenças cardiovasculares: aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições.
  • Dislipidemia: alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue.
  • Apneia do sono: paradas respiratórias durante o sono, que prejudicam o descanso e a oxigenação. A obesidade grau 1 favorece a ocorrência tanto de inflamações quanto de apneia, o que torna ainda mais importante adotar novos hábitos para evitar o agravamento da doença.
  • Problemas articulares: o peso extra sobrecarrega joelhos, quadris e coluna, causando dor e desgaste (osteoartrite).
  • Esteatose hepática: acúmulo de gordura no fígado, que pode evoluir para quadros mais graves.
  • Complicações cirúrgicas e de tratamento: A obesidade grau 1 pode atrasar a realização de cirurgias e outros tratamentos médicos. Por isso, começar mudanças na rotina é crucial para reverter esse risco e evitar complicações.

Quais são os sinais e sintomas mais comuns?

Muitas vezes, a obesidade grau 1 pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas claros. No entanto, alguns sinais podem estar presentes e servem como alerta para a necessidade de buscar uma avaliação médica.

Os mais comuns incluem:

  • Cansaço e fadiga frequentes;
  • Falta de ar ao realizar esforços leves, como subir escadas;
  • Dores nas costas e nas articulações;
  • Dificuldade para realizar certas atividades do dia a dia;
  • Alterações de humor e autoestima.

Como reverter o quadro de obesidade grau 1?

A boa notícia é que a obesidade grau 1 é um quadro totalmente reversível. O tratamento é focado na mudança de hábitos e na adoção de um estilo de vida mais saudável. É crucial que esse processo seja acompanhado por uma equipe de saúde para garantir segurança e eficácia.

Acompanhamento médico e nutricional

O primeiro passo é procurar um médico nutrólogo para uma avaliação completa. Ele poderá solicitar exames para verificar glicemia, colesterol, pressão arterial e outras métricas de saúde. 

Além disso, um nutricionista é o profissional habilitado para criar um plano alimentar individualizado, que respeite suas preferências e necessidades, focando na reeducação alimentar e não em dietas restritivas e passageiras.

Reeducação alimentar

A reeducação alimentar é a base do tratamento. Não se trata de cortar alimentos, mas de aprender a fazer escolhas mais inteligentes e equilibradas. As diretrizes gerais, como as do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, recomendam:

  • Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras e sódio.
  • Manter uma boa hidratação, bebendo água ao longo do dia.
  • Fracionar as refeições para evitar picos de fome e exageros.

Leia também: Veja os benefícios de se ter uma alimentação saudável

Prática regular de atividade física

A atividade física é outro pilar essencial. Ela auxilia na perda de peso, melhora a saúde cardiovascular, fortalece os músculos e contribui para o bem-estar mental. A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, como caminhada, ciclismo ou natação.

Antes de iniciar, converse com um profissional de educação física para receber orientações sobre os exercícios mais adequados e seguros para você.

Leia também: Entenda a importância da atividade física para a saúde

Saúde mental e gestão do estresse

O aspecto emocional não pode ser ignorado. A ansiedade e o estresse podem levar a comportamentos alimentares inadequados, como a busca por conforto na comida. Ter apoio psicológico pode ser fundamental para identificar e tratar esses gatilhos, promovendo uma relação mais saudável com a alimentação e com o próprio corpo.

A cirurgia bariátrica é uma opção neste estágio?

cirurgia bariátrica é um procedimento complexo, geralmente indicado para casos de obesidade grau 3 (IMC ≥ 40 kg/m²) ou grau 2 (IMC ≥ 35 kg/m²) associada a comorbidades graves que não responderam ao tratamento clínico. Para a obesidade grau 1, as mudanças no estilo de vida são a abordagem mais segura e eficaz.

Leia também: Veja quando a cirurgia bariátrica é indicada

É possível prevenir a progressão para outros graus?

Sim, totalmente. A obesidade grau 1 deve ser vista como uma oportunidade para agir. Ao adotar hábitos saudáveis de forma consistente, com o suporte profissional adequado, é possível não apenas reverter o quadro, mas também prevenir a progressão para graus mais severos da doença e suas complicações, garantindo mais qualidade de vida e bem-estar a longo prazo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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