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O que causa o câncer de colo do útero? Veja os principais agentes

A infecção persistente pelo HPV é o fator central, mas hábitos de vida e a saúde do sistema imunológico também desempenham um papel crucial.

Resumo
  • A causa de quase 99% dos casos de câncer de colo do útero é a infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV).
  • A maioria das infecções por HPV é temporária e eliminada pelo próprio organismo, sem causar problemas.
  • Fatores como tabagismo, sistema imunológico enfraquecido e início precoce da vida sexual aumentam o risco da infecção persistir e evoluir.
  • A vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção primária contra a doença.
  • O exame Papanicolau (preventivo) é fundamental para detectar lesões precursoras antes que se tornem câncer.
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A rotina de ir ao ginecologista é uma realidade para milhões de mulheres. Durante a consulta, exames como o Papanicolau são frequentemente mencionados como essenciais para a prevenção do câncer de colo do útero. Mas você sabe exatamente qual é a conexão entre esse exame e a causa principal da doença?

Entender essa relação é o primeiro passo para uma prevenção eficaz. A informação clara e correta permite tomar decisões conscientes sobre saúde, vacinação e acompanhamento médico regular. Vale ressaltar que o câncer de colo do útero é uma doença evitável, que exige prevenção e o fortalecimento do sistema imune.

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Qual é o principal agente causador do câncer de colo do útero?

A resposta da ciência é direta: a causa primária do câncer de colo do útero é a infecção persistente por certos tipos do Papilomavírus Humano, mais conhecido como HPV. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o HPV está presente em mais de 99% dos casos diagnosticados.

Isso significa que, sem a presença do vírus, o desenvolvimento desse tipo de câncer é extremamente raro. O HPV é um vírus muito comum, transmitido principalmente por via sexual, e estima-se que uma grande parcela da população sexualmente ativa entrará em contato com ele em algum momento da vida.

O que é o HPV e como ele age?

O HPV não é um único vírus, mas uma família com mais de 200 tipos diferentes. A maioria deles não causa problemas de saúde graves, sendo responsáveis por verrugas comuns na pele ou genitais. Contudo, cerca de 14 tipos são classificados como de alto risco oncogênico, ou seja, com potencial para causar câncer.

Dentre eles, os tipos 16 e 18 são os mais perigosos, sendo responsáveis por aproximadamente 70% de todos os casos de câncer cervical, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quando o vírus de alto risco infecta as células do colo do útero, ele pode inserir seu material genético no DNA da célula hospedeira. Esse processo, que ocorre com tipos agressivos de HPV, interfere no controle normal do ciclo celular, fazendo com que as células se multipliquem de forma desordenada e gerando lesões. Com o tempo, se não tratadas, essas lesões podem evoluir para um tumor maligno.

Leia também: Veja os sintomas de câncer do colo do útero

Ter HPV significa que terei câncer?

Não, de forma alguma. Esta é uma dúvida muito comum e um ponto crucial para entender a doença. Na grande maioria dos casos, o sistema imunológico consegue combater e eliminar o vírus do organismo em um período de até dois anos, sem que a pessoa sequer saiba que foi infectada.

O risco real surge quando a infecção por um tipo de HPV de alto risco se torna persistente. É a permanência do vírus por anos ou décadas que permite as alterações celulares progressivas que podem levar ao câncer. Por isso, a vigilância através de exames preventivos é tão importante.

Quais outros fatores aumentam o risco de desenvolver a doença?

Embora o HPV seja a causa necessária, ele nem sempre é a causa suficiente. Outros fatores, conhecidos como cofatores, podem aumentar a probabilidade de a infecção por HPV persistir e progredir para câncer. Eles estão ligados principalmente a hábitos de vida e à condição do sistema imunológico.

Esses fatores podem ser divididos da seguinte forma:

  • Tabagismo: fumar é um dos principais cofatores. A infecção por HPV é a causa principal do câncer de colo do útero, mas o fumo aumenta os riscos da doença. Substâncias presentes no cigarro são encontradas no muco cervical de mulheres fumantes e podem danificar o DNA das células, facilitando a ação do HPV.
  • Imunossupressão: um sistema imunológico enfraquecido tem mais dificuldade para eliminar o vírus. Condições como a infecção por HIV ou o uso de medicamentos imunossupressores (em casos de transplantes, por exemplo) aumentam significativamente o risco. A baixa imunidade aumenta os riscos da doença.
  • Início precoce da atividade sexual: iniciar a vida sexual cedo aumenta o tempo de exposição potencial ao vírus ao longo da vida.
  • Múltiplos parceiros sexuais: ter diversos parceiros sexuais (ou um parceiro que teve múltiplas parceiras) eleva a chance de exposição a diferentes tipos de HPV.
  • Infecções Sexuais Anteriores: além do HPV, infecções sexualmente transmissíveis anteriores podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de colo do útero.
  • Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais: alguns estudos apontam que o uso de contraceptivos orais por mais de cinco anos pode aumentar ligeiramente o risco, embora os mecanismos não sejam totalmente claros. É fundamental discutir os riscos e benefícios com seu médico.
  • Múltiplas gestações: ter tido muitos filhos (multiparidade) também aparece como um fator de risco em algumas pesquisas, possivelmente por alterações hormonais ou imunológicas durante a gravidez.

Leia também: Veja motivos para usar camisinha nas relações sexuais

Como a prevenção pode interromper essa cadeia de causa e efeito?

A boa notícia é que o câncer de colo do útero é considerado altamente prevenível. As estratégias de prevenção atuam em diferentes pontos da cadeia de eventos que leva ao desenvolvimento da doença, desde evitar a infecção inicial até detectar lesões precursoras.

Vacinação: a principal barreira contra o HPV

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção primária. A vacina contra o HPV protege contra os principais tipos do vírus que causam câncer. 

No Brasil, ela está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além de outros grupos com condições de imunossupressão.

Vacinar antes do início da vida sexual oferece a maior proteção, pois evita o contato inicial com o vírus. Mesmo quem já iniciou a vida sexual pode se beneficiar da vacina, pois ela protege contra tipos de HPV com os quais a pessoa ainda não teve contato.

Rastreamento: a importância do exame Papanicolau

A prevenção secundária é feita pelo rastreamento regular. O exame Papanicolau, também conhecido como preventivo, é capaz de detectar as alterações celulares causadas pelo HPV muito antes de se tornarem um câncer. 

A infecção pelo vírus HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, sendo essencial realizar exames preventivos para identificar o risco precocemente. O diagnóstico precoce dessas lesões pré-cancerígenas permite um tratamento simples e eficaz, evitando a progressão da doença.

As diretrizes do Ministério da Saúde recomendam que o exame seja feito por mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual. Após dois exames anuais com resultado normal, a frequência pode passar a ser a cada três anos, conforme orientação médica.

Hábitos saudáveis e uso de preservativo

Adotar um estilo de vida saudável, incluindo não fumar e manter uma dieta equilibrada, ajuda a fortalecer o sistema imunológico, tornando-o mais apto a combater infecções, incluindo o HPV. Além disso, o uso de preservativos (camisinha) em todas as relações sexuais é importante. 

Embora não elimine completamente o risco de transmissão do HPV, que pode ocorrer pelo contato com a pele não coberta, ele reduz significativamente a chance de contágio e previne outras infecções sexualmente transmissíveis.

Quando devo procurar um médico?

O câncer de colo do útero em estágio inicial geralmente não apresenta sintomas. Por isso, o acompanhamento ginecológico e a realização do Papanicolau são essenciais mesmo que você não sinta nada de diferente. Os sintomas costumam aparecer em fases mais avançadas da doença.

Procure um profissional de saúde se notar:

  • Sangramento vaginal anormal (após a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa).
  • Dor durante a relação sexual.
  • Secreção vaginal incomum ou com odor forte.
  • Dor persistente na região pélvica ou lombar.

Lembre-se que esses sintomas podem ser causados por diversas outras condições, mas apenas um médico poderá fazer o diagnóstico correto.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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