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A condição é uma doença autoimune, não infecciosa. Saiba por que não há risco de contágio e como apoiar quem convive com ela

Um amigo próximo ou familiar recebe o diagnóstico de lúpus e, em meio à preocupação, uma dúvida silenciosa pode surgir: "será que eu posso pegar?". Essa pergunta, embora comum, nasce da falta de informação e do medo do desconhecido.
A resposta direta é não. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), popularmente conhecido como lúpus, não é transmissível. Entender o porquê é fundamental para quebrar estigmas e oferecer o apoio correto a quem precisa.
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O lúpus é classificado como uma doença autoimune crônica. Para entender por que ele não é contagioso, é preciso saber o que significa "autoimune".
É um distúrbio complexo em que o sistema de defesa do corpo, que normalmente protege contra invasores como vírus e bactérias, passa a produzir anticorpos que atacam os próprios tecidos e órgãos. Por essa razão, a condição não é transmissível entre pessoas.
Em uma doença autoimune, esse sistema de defesa se confunde e passa a atacar as células e tecidos saudáveis do próprio organismo, como se fossem inimigos. Essa agressão gera um processo inflamatório que pode afetar diversas partes do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.
Portanto, a origem do lúpus é interna, uma disfunção do sistema imunológico, e não um agente infeccioso externo. Não existe um vírus ou bactéria do lúpus que possa ser transmitido de uma pessoa para outra.
Leia também: Lúpus eritematoso: o que é, tipos e principais sintomas
A ciência ainda não identificou uma causa única para o lúpus, mas sabe-se que é uma doença multifatorial. Ela resulta de uma combinação de fatores, que incluem fatores genéticos e disfunções do sistema imunológico, e não de contágio por vírus ou bactérias.
A principal fonte de confusão vem dos sintomas visíveis da doença. Muitos pacientes desenvolvem lesões na pele, sendo a mais característica a "asa de borboleta", uma mancha avermelhada que cobre as bochechas e o nariz.
Essas manifestações cutâneas podem ser erroneamente associadas a infecções de pele contagiosas. No entanto, são apenas o resultado da inflamação causada pelo ataque do sistema imunológico à pele, sem qualquer risco de transmissão para outras pessoas por meio do toque ou do contato.
Para eliminar qualquer dúvida, é importante desmentir diretamente as formas de contágio que não existem. O lúpus não pode ser transmitido por:
O convívio com uma pessoa que tem lúpus é totalmente seguro e não representa nenhum risco para amigos, colegas de trabalho ou familiares.
Além da transmissibilidade, outras questões geram dúvidas e precisam de esclarecimento para combater a desinformação. Veja as respostas para algumas delas.
O tratamento do lúpus é individualizado, dependendo dos órgãos afetados e da intensidade dos sintomas. O objetivo é controlar a atividade da doença, minimizar os danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida do paciente.
O acompanhamento é feito principalmente por um médico reumatologista, que pode solicitar a colaboração de outros especialistas, como dermatologistas ou nefrologistas, conforme a necessidade. A adesão ao tratamento e as consultas regulares são fundamentais para manter a doença sob controle.
O mais importante é reforçar que o apoio emocional e o combate ao preconceito são partes essenciais do cuidado. A informação correta é a melhor ferramenta para garantir que pessoas com lúpus vivam de forma plena e sem o peso do estigma social.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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