Revisado em: 03/02/2026
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Sintomas, tratamento e como é conviver com leucemia linfocítica crônica

A leucemia linfocítica crônica é uma condição que afeta o sangue e a medula óssea, local responsável pela produção das células sanguíneas. Diferente de outras formas de câncer, costuma avançar devagar e, por isso, muitas pessoas descobrem o problema em exames de rotina, antes mesmo de sentir qualquer sintoma.
Como a LLC pode evoluir lentamente, o oncologista tem papel fundamental tanto no acompanhamento contínuo quanto na decisão sobre quando iniciar o tratamento, sempre considerando o histórico e as necessidades de cada paciente.
Oncologistas são os médicos que podem acompanhar esse tipo de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A leucemia linfocítica crônica, conhecida pela sigla LLC, é um tipo de câncer do sangue em que algumas células de defesa passam a se acumular no organismo. Essas células não funcionam como deveriam, ocupando o espaço das saudáveis.
Com o tempo, isso pode afetar a imunidade e outras funções do corpo. Esse é o tipo mais comum de leucemia em adultos e aparece com mais frequência em pessoas mais velhas.
Um dos pontos que mais chama atenção na leucemia linfocítica crônica é que nem sempre ela exige tratamento imediato. Muitos pacientes ficam apenas em acompanhamento médico por anos, realizando exames periódicos e consultas regulares.
Algumas pessoas também raramente apresentam piora significativa, enquanto outras precisam de intervenção ao longo do tempo.
O diagnóstico costuma começar com um exame de sangue simples. Mudanças na quantidade de células de defesa costumam chamar a atenção dos médicos. A partir disso, outros exames podem ser solicitados para confirmar o quadro e entender melhor o estágio da doença.
Os exames laboratoriais mais detalhados ajudam a diferenciar a LLC de outras condições do sangue. Esse cuidado evita erros e direciona o acompanhamento correto desde o início.
Muitas pessoas não apresentam sintomas no começo. Quando surgem, eles tendem a ser leves e fáceis de confundir com outros problemas comuns do dia a dia. Entre os sinais mais relatados estão:
A presença desses sintomas não indica gravidade imediata, mas serve como alerta para buscar avaliação médica.
O tratamento depende de vários fatores, como idade, sintomas e evolução da doença. Em muitos casos, não há necessidade de iniciar medicação logo após o diagnóstico.
Quando o tratamento se faz necessário, existem medicamentos que ajudam a controlar a multiplicação das células doentes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nos últimos anos novas opções terapêuticas, conforme noticiado pela CNN Brasil em 2023, o que ampliou as alternativas para os pacientes.
De modo geral, os médicos avaliam sempre os benefícios e possíveis efeitos de cada abordagem, respeitando o ritmo e a condição de cada pessoa.
O prognóstico costuma ser positivo, especialmente quando há acompanhamento regular. Muitas pessoas vivem por décadas com a doença controlada e mantendo boa qualidade de vida. O cuidado contínuo faz diferença no controle da leucemia linfocítica crônica.
A doença não é contagiosa e não está relacionada a hábitos recentes da pessoa. Em geral, o que as pesquisas sobre o tema indicam é que as alterações no funcionamento das células ao longo da vida podem estar relacionadas.
O Ministério da Saúde também informa que, na maioria dos casos, não é possível identificar um fator específico que explique o surgimento da doença.
O diagnóstico passa por exames de sangue e pela avaliação clínica. Em alguns casos, exames complementares ajudam a confirmar o tipo exato da leucemia. A identificação precoce permite acompanhar a evolução com mais segurança, mesmo quando não há necessidade de tratamento imediato.
Viver com esse tipo de leucemia exige adaptação, mas não impede uma vida ativa. Muitas pessoas continuam trabalhando, viajando e mantendo sua rotina. O apoio da família também tem papel importante no bem-estar emocional.
De acordo com o INCA, alguns fatores podem estar associados a uma chance maior de desenvolver a leucemia linfocítica crônica. A doença é mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, pode ocorrer com maior incidência em quem tem histórico familiar de LLC e também tem relação com a exposição prolongada a determinadas substâncias químicas.
É importante esclarecer que a presença de um ou mais desses fatores não significa que a pessoa irá desenvolver a doença, apenas indica uma probabilidade maior em comparação à população geral.
Não existe uma forma comprovada de prevenir a leucemia linfocítica crônica, mas alguns cuidados podem contribuir para a saúde de forma geral e ajudar na redução de riscos. Entre eles estão:
Como vimos, para pessoas com histórico familiar, o aconselhamento genético pode ser útil, e a realização de exames de sangue periódicos ajuda a identificar alterações de forma precoce, mesmo antes do surgimento de sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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