Revisado em: 16/01/2026
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O lenacapavir é um medicamento injetável de longa duração que p ode ser usado na prevenção e no tratamento do HIV

Com os avanços da medicina na prevenção e no tratamento do HIV, novas opções têm ampliado as estratégias de proteção contra o vírus. Entre elas, surge o lenacapavir, um medicamento inovador que chama atenção por sua longa duração e forma de aplicação.
Entender para que serve o lenacapavir é fundamental para compreender como a nova abordagem pode beneficiar tanto a prevenção da infecção quanto o cuidado de pessoas que já vivem com o HIV. Ela oferece maior adesão ao tratamento.
O cuidado começa com informação e acompanhamento médico. Agende sua consulta em um hospital da Rede Américas e saiba mais sobre o uso do lenacapavir.
O lenacapavir injetável é um novo medicamento aprovado pela Anvisa, em janeiro de 2026, como uma opção adicional de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. O medicamento é considerado uma alternativa às pílulas orais diárias.
A sua formulação é considerada inovadora, já que é injetável e de longa duração. Assim, ele pode ser administrado duas vezes ao ano, a cada seis meses. De acordo com o Ministério da Saúde, a PrEP deve ser tomada antes da relação sexual.
Ela ajuda a proteger o organismo caso haja exposição ao vírus. Durante o uso, a pessoa realiza acompanhamento médico periódico, com exames para detectar a infecção pelo HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
O novo fármaco é da classe dos inibidores do capsídeo do HIV-1. Atuando em múltiplas fases do ciclo de vida do patógeno, impedindo que ele se replique de forma eficaz. Esse fator mostra para que serve o lenacapavir.
Além de atuar na prevenção da exposição de pessoas que não tiveram contato com o microrganismo (soronegativas), a medicação também serve para o tratamento de pessoas que já vivem com o HIV.
Ele pode ser utilizado principalmente em organismos de indivíduos que apresentaram resistência a outras classes de antirretrovirais. Ainda na fase dos ensaios clínicos, o remédio demonstrou uma eficácia próxima de 100% na prevenção da infecção.
Apesar do medicamento ter sido aprovado pela ANVISA, a sua disponibilização no SUS ainda tem que ser avaliada pelo Ministério da Saúde e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
O mecanismo de ação do lenacapavir é diferente daquele observado nas classes tradicionais de antirretrovirais. A maneira como o medicamento funciona minimiza o risco de resistência cruzada.
Ele atua como um inibidor do capsídeo do HIV-1, uma estrutura proteica que envolve o material genético do vírus. A medicação se liga a partes específicas do patógeno, promovendo alterações que comprometem a sua estabilidade e funcionalidade.
A fórmula é administrada por via subcutânea (camada de gordura sob a pele), geralmente no abdômen. Após a aplicação, o medicamento forma uma espécie de depósito local que garante uma liberação lenta e constante do princípio ativo. O que permite que a sua ação protetora se estenda por pelo menos seis meses.
A recomendação é de que o esquema inicial comece com doses orais nos primeiros dias, para atingir os níveis adequados no sangue. Logo após deve ser aplicada a primeira injeção. A partir disso, a manutenção da PrEP passa a ser feita exclusivamente com a aplicação semestral do lenacapavir.
Fazer dessa forma é importante para resolver o problema da ‘fadiga do comprimido’, garantindo que a proteção não seja interrompida por esquecimentos.
A indicação do lenacapavir é para adultos e adolescentes a partir de 12 anos. Eles precisam ter o peso mínimo de 35 kg. O principal foco são indivíduos com alto risco para contrair o HIV. O que inclui as populações vulneráveis e pessoas que têm dificuldade em manter a rotina de medicamentos orais, seja por esquecimento ou rotina.
Para começar a fazer o uso da PrEP, a pessoa precisa realizar um teste de HIV antes de iniciar o medicamento e confirmar o resultado negativo. O uso deve ser sempre orientado e acompanhado por um médico infectologista.
O médico é responsável por avaliar o perfil de risco e a saúde geral do paciente, direcionando ele da melhor maneira possível.
Assim como qualquer medicação, o lenacapavir pode apresentar efeitos adversos. Os eventos são considerados leves e os mais comuns costumam estar restritos ao local de aplicação da injeção.
Por isso o paciente pode ter dor e vermelhidão no local da injeção, inchaço ou endurecimento na área aplicada e coceira temporária. As reações costumam ser autolimitadas e desaparecem em alguns dias.
Nos ensaios clínicos, a medicação apresentou também alguns efeitos colaterais sistêmicos: cefaleia, diarreia, náusea e infecções respiratórias. Também foram relatadas IST’s como a clamídia e gonorreia. A frequência na qual ocorreram foi igual àquela observada em quem já faz uso da PrEP oral.
Eventos adversos de maior gravidade foram raros, com taxas parecidas com aquelas observadas em outros esquemas de PrEP.
A injeção representa um avanço importante nas estratégias de prevenção e tratamento do HIV, ao oferecer uma alternativa eficaz e de longa duração à PrEP oral diária.
Ao compreender para que serve o lenacapavir, fica claro que o medicamento amplia o acesso à profilaxia. Principalmente para pessoas com maior risco de exposição ao vírus ou dificuldade em manter o uso contínuo de comprimidos.
Apesar dos benefícios, seu uso deve sempre ocorrer com prescrição e acompanhamento médico. O que garante segurança, monitoramento adequado e melhores resultados na prevenção da infecção pelo HIV.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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