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A predisposição genética é um fator de risco conhecido, mas não é o único elemento que determina o desenvolvimento da síndrome

Aquela dor que parece caminhar pelo corpo, um cansaço que não melhora mesmo após uma noite de sono e uma sensibilidade que torna um simples abraço doloroso.
Esses são relatos comuns de quem convive com a fibromialgia, uma síndrome que afeta milhões de pessoas, principalmente mulheres. Não espere os sintomas se intensificarem. Procure avaliação com os médicos especialistas da Rede Américas.
A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor crônica e generalizada no corpo, frequentemente acompanhada de fadiga, alterações de sono, memória e humor. A condição está ligada a uma amplificação da percepção da dor pelo sistema nervoso central.
Isso significa que o cérebro de pessoas com fibromialgia interpreta estímulos que normalmente não seriam dolorosos, como o toque, de forma muito mais intensa. Além da dor, outros sintomas são comuns, como rigidez muscular, dores de cabeça e a chamada "névoa mental" (dificuldade de concentração).
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A ciência ainda não identificou uma causa única para a fibromialgia. A compreensão atual é de que a síndrome é multifatorial, ou seja, resulta de uma combinação de diferentes fatores que interagem entre si.
A predisposição genética é um dos componentes mais estudados da fibromialgia. Estudo publicado na MDPI, em 2024, confirma que a condição possui componentes hereditários, onde variações no DNA podem determinar a predisposição de um indivíduo a desenvolver dores musculares crônicas.
Genes relacionados à regulação de neurotransmissores como serotonina e dopamina, que modulam a dor e o humor, parecem estar envolvidos. Essa herança genética prepara o terreno, mas não garante o desenvolvimento da doença.
Variações em genes específicos podem influenciar diretamente a intensidade de sintomas como a ansiedade e até mesmo o ganho de peso em pessoas com fibromialgia.
Para que a doença se manifeste em alguém com predisposição genética, geralmente é necessário um evento desencadeador. Entre os principais gatilhos, destacam-se:
A fibromialgia não é considerada uma doença hereditária da mesma forma que condições como a hemofilia ou a fibrose cística, em que um gene específico é passado de pai para filho. Contudo, existe uma clara agregação familiar, indicando um forte componente genético.
A genética é responsável por aproximadamente metade da predisposição de uma pessoa para desenvolver a dor crônica generalizada característica da doença. Isso significa que o risco de desenvolver a condição tem um forte componente hereditário.
A mesma pesquisa publicada na MDPI, em 2024, mostra também que o risco de desenvolver fibromialgia é significativamente maior em famílias com histórico da doença. Ela indica que, entre irmãos de pacientes, esse risco pode ser até treze vezes maior. Essa forte predisposição familiar destaca a influência genética.
A predisposição é considerada poligênica, o que significa que múltiplas variações genéticas, cada uma com um pequeno efeito, se somam para aumentar a sensibilidade do sistema nervoso à dor. Assim, não existe um "gene da fibromialgia" isolado, mas sim um conjunto de genes que tornam o indivíduo mais suscetível.
O modelo mais aceito hoje é o de interação gene-ambiente. Uma pessoa pode carregar por toda a vida os genes que a predispõem à disfunção sem nunca manifestar os sintomas. A doença só "desperta" quando um ou mais gatilhos ambientais ativam essa vulnerabilidade latente.
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Essa é uma dúvida comum. Embora seja frequentemente tratada por reumatologistas, a fibromialgia não é uma doença autoimune (em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo) nem uma doença inflamatória das articulações, como a artrite reumatoide.
Sua classificação mais precisa a coloca como uma síndrome de sensibilização central do sistema nervoso. Por isso, também possui características de uma condição neurológica, já que a origem do problema está no processamento da dor pelo cérebro e pela medula espinhal.
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O diagnóstico é essencialmente clínico. Não existe um exame de sangue ou de imagem que confirme a doença. O médico, geralmente um reumatologista ou um clínico geral com experiência na área, baseia-se nos sintomas relatados pelo paciente e em um exame físico detalhado.
Os critérios diagnósticos levam em conta a presença de dor difusa pelo corpo por mais de três meses, associada a outros sintomas como fadiga, sono não reparador e dificuldades cognitivas. O profissional também pode solicitar exames para descartar outras condições com sintomas semelhantes.
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Saber que existe um risco genético aumentado pode ser um fator de motivação para adotar um estilo de vida mais saudável e protetor. Se você tem parentes próximos com a condição, algumas medidas preventivas são importantes:
Ao perceber os primeiros sinais de dor persistente e cansaço, é fundamental procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce permite iniciar o manejo dos sintomas de forma mais eficaz, melhorando significativamente a qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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