Revisado em: 30/03/2026
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Autoridades mundiais estimam que o aumento das infecções por sífilis esteja relacionado à falta de conscientização sobre a doença e dificuldade no diagnóstico

Parece inofensivo no começo: uma ferida pequena que aparece nos lábios genitais ou na boca e some sozinha depois de alguns dias. Você nem percebe, a vida continua, e a infecção vai avançando em silêncio pelo organismo.
Esse é um dos maiores problemas da sífilis: ela pode não dar sinais claros por muito tempo, mas continuar causando danos sérios à saúde. Quando os sintomas aparecem de forma mais evidente, a doença já pode estar em um estágio avançado e o tratamento se torna mais complexo e demorado.
É por isso que o exame de sífilis é uma das ferramentas mais importantes para quem quer cuidar da saúde sexual. Não importa se você tem sintomas ou não: o diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida.
Trouxemos algumas informações importantes para você entender melhor por que fazer o exame de sífilis, quem deve fazer e quando é necessário procurar um médico.
Clínicos gerais são os médicos indicados para atender esse tipo de quadro de maneira primária. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sífilis é uma infecção bacteriana causada pela bactéria Treponema pallidum e é transmitida principalmente pelo contato sexual sem proteção. Ela também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gravidez, o que é conhecido por sífilis congênita.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 167 mil casos de sífilis adquirida em adultos em 2021, número que vem crescendo nos últimos anos de forma preocupante. Já a sífilis congênita atingiu mais de 27 mil casos no mesmo período, o que mostra o quanto o diagnóstico tardio nas gestantes ainda é um problema sério no país.
Nas Américas, dados da Organização Pan-Americana da Saúde mostram que os casos entre adultos de 15 a 49 anos aumentaram em 30% entre os anos de 2020 e 2022. No mundo, estima-se que pelo menos 8 milhões de pessoas estejam infectadas com a bactéria.
A doença evolui em fases. Na primeira, aparece uma úlcera indolor, geralmente nos órgãos genitais, ânus ou boca e até mesmo em outros locais da pele. Como ela desaparece sozinha depois de alguns dias, muitas pessoas simplesmente ignoram o sinal.
Ainda na primeira fase, muitas pessoas tendem a relatar que as feridas não causam coceiras ou ardências. Como podem ser confundidas, elas não geram tanto alarde, dificultando inicialmente o diagnóstico.
Na segunda fase, surgem manchas avermelhadas pelo corpo. Elas tendem a aparecer entre as seis semanas após o contágio e até seis meses do aparecimento das primeiras feridas. Assim como na primeira fase, elas raramente provocam coceira.
É possível detectá-las nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Em alguns casos, pode ocorrer que a pessoa apresente quadros de febre ou relatar outros tipos de mal-estar, como dores de cabeça ou até o aparecimento de ínguas pelo corpo.
Por último, a fase terciária pode vir a apresentar lesões severas. Pele, ossos e sistema cardiovascular podem ser afetados. Em casos mais graves, alterações neurológicas podem também acometer a pessoa infectada.
Existem casos em que a pessoa infectada não desenvolveu os sintomas. Nesses casos, a infecção já está ativa no organismo, mas ela pode aparecer e desaparecer. Essa situação é chamada de sífilis latente e pode durar por mais de um ano após a infecção.
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A resposta é: qualquer pessoa com vida sexual ativa. Mas existem grupos que precisam de atenção redobrada.
Gestantes são um grupo prioritário. O exame de sífilis faz parte do pré-natal e deve ser realizado na primeira consulta, no segundo trimestre e novamente no terceiro. Essa recomendação é feita porque a transmissão para o bebê pode causar natimortalidade, prematuridade e diversas complicações graves no recém-nascido, além de abortamento.
Os dados do Ministério da Saúde mostram que a maioria dos casos de sífilis congênita ocorre justamente quando a mãe não fez o acompanhamento adequado durante a gravidez.
Pessoas que têm múltiplos parceiros, que não usam preservativo com regularidade ou que já tiveram alguma infecção sexualmente transmissível também devem fazer o exame com mais frequência. O ideal é incluir a testagem na rotina de saúde pelo menos uma vez por ano.
Pessoas que vivem com HIV também têm recomendação de testagem regular para sífilis, já que as duas infecções compartilham formas de transmissão semelhantes e podem se agravar mutuamente.
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O exame é simples: uma coleta de sangue, sem nenhum preparo especial. A partir dessa amostra, são feitos testes laboratoriais que identificam anticorpos produzidos pelo organismo em resposta à bactéria.
Existem dois tipos principais: os testes não treponêmicos, como o VDRL, e os testes treponêmicos, como o FTA-Abs. Na maioria das vezes, o médico solicita os dois para confirmar o diagnóstico com mais precisão.
O teste não treponêmico realiza a pesquisa de anticorpos não específicos contra a Treponema pallidum. Já o teste treponêmico tende a identificar a bactéria que causa a sífilis.
Nos últimos anos, os testes rápidos também ganharam bastante espaço nas unidades de saúde: o resultado sai em menos de 30 minutos e pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde de forma gratuita pelo SUS.
O tratamento, quando indicado, é feito com penicilina e é altamente eficaz, principalmente quando a doença é detectada nas fases iniciais.
O exame pode ser solicitado por diferentes especialistas. O ginecologista e o urologista são os mais comuns, mas o clínico geral e o médico de família também pedem com frequência. Para as gestantes, o obstetra inclui o teste como parte obrigatória do pré-natal.
Se você não tem um especialista de referência no momento, pode procurar uma das unidades da Rede Américas. O atendimento é sigiloso. Basta chegar, se identificar e pedir o teste.
A sífilis tem cura comprovada, mas precisa ser diagnosticada com antecedência. Não espere os sintomas aparecerem para agir: a ausência de sinais não significa ausência da doença. Incluir o exame de sífilis na sua rotina de saúde é uma forma simples de se cuidar e de proteger quem você ama.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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