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Receber o diagnóstico de endometriose pode gerar muitas dúvidas, especialmente sobre a fertilidade. Esclareça suas chances e conheça os tratamentos.

A espera pelo resultado positivo no teste de gravidez já é um momento de grande ansiedade. Quando um diagnóstico de endometriose surge nesse percurso, o medo da infertilidade pode tornar tudo ainda mais desafiador. A boa notícia é que, embora a condição exija atenção, ela não é uma sentença de que a gravidez é impossível.
O diagnóstico de endometriose, de fato, não impossibilita a gestação. As taxas de sucesso reprodutivo podem, inclusive, ser equivalentes às de mulheres sem a doença. Com o acompanhamento especializado e o tratamento adequado das lesões, é possível gerenciar os impactos na fertilidade e tornar a gravidez uma realidade para muitas mulheres.
Ginecologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina, como nos ovários, trompas e outros órgãos pélvicos. A cada ciclo menstrual, esse tecido ectópico também sangra, mas, sem ter por onde sair, provoca uma reação inflamatória crônica.
Essa inflamação é o principal fator que pode comprometer a fertilidade. Ela pode levar a diversas complicações que dificultam a gravidez, como:
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É importante entender que endometriose não é sinônimo de infertilidade. Embora a doença possa reduzir as chances de gravidez, quase 70% das mulheres com a condição conseguem ter filhos, muitas vezes com o suporte de tratamentos médicos. Por outro lado, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina, afetando cerca de 30% a 40% das pacientes.
As chances de concepção dependem muito do grau da doença. Nos estágios iniciais (mínimo a leve), a gravidez natural é mais provável. Em casos moderados a graves, especialmente na endometriose profunda, as dificuldades podem ser maiores, exigindo intervenção médica.
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Muitas mulheres com endometriose engravidam sem qualquer tipo de tratamento de fertilidade. Isso é mais comum em casos onde a doença é leve e não comprometeu significativamente a função dos ovários e das trompas.
Para mulheres com diagnóstico de endometriose que desejam engravidar, a recomendação geral é tentar a concepção natural por um período de seis meses a um ano. Caso a gravidez não ocorra nesse intervalo, é fundamental procurar um especialista em reprodução humana para investigar outros fatores e discutir os próximos passos.
Quando a gravidez natural não acontece, existem caminhos eficazes para realizar o sonho da maternidade. A escolha do tratamento depende do grau da endometriose, da idade da mulher, da sua reserva ovariana e de outros fatores de saúde. As principais opções são a cirurgia e as técnicas de reprodução assistida.
A videolaparoscopia é o procedimento cirúrgico mais comum. O objetivo é remover o máximo possível dos focos de endometriose e das aderências, restaurando a anatomia pélvica.
Após a remoção cirúrgica das lesões, mulheres com endometriose podem apresentar chances de sucesso para engravidar de até 73%. A cirurgia pode, assim, melhorar a dor e aumentar as chances de uma gravidez espontânea nos meses seguintes.
A indicação cirúrgica deve ser avaliada cuidadosamente pelo médico, ponderando os benefícios para a fertilidade e os riscos do procedimento.
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As técnicas de reprodução assistida são uma alternativa muito eficaz, principalmente quando a cirurgia não é indicada ou não resultou em gravidez. As opções incluem:
Uma vez que a gravidez é alcançada, ela tende a ser um período de alívio para muitas mulheres, pois os sintomas da endometriose, como cólicas e dor pélvica, geralmente melhoram ou desaparecem. Isso ocorre devido às alterações hormonais, especialmente o aumento da progesterona.
Apesar disso, a gestação em pacientes com endometriose pode exigir um acompanhamento mais cuidadoso. Alguns estudos (2022) sugerem um risco ligeiramente aumentado para certas complicações, como parto prematuro e pré-eclâmpsia. Por isso, um pré-natal rigoroso com um obstetra experiente é essencial.
O mais importante é não desistir. Com o diagnóstico correto, um plano de tratamento individualizado e o apoio de uma equipe médica qualificada, a jornada para a maternidade se torna um caminho possível e realizador.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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