A dor durante ou após a relação sexual tem nome, causas definidas e, mais importante, tratamento. Entenda esta condição.
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A intimidade deveria ser um momento de conexão e prazer. No entanto, para muitas pessoas, a expectativa de uma relação sexual vem acompanhada de apreensão e desconforto, transformando o que deveria ser agradável em uma fonte de dor.
Esse cenário, infelizmente comum, tem um nome clínico e não deve ser tratado como normal. Essa dor persistente no contato íntimo é conhecida como dispareunia, uma condição que, felizmente, tem causas definidas e pode ser tratada com apoio médico especializado.
Ginecologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Dispareunia é o termo técnico utilizado por profissionais da saúde para descrever a dor genital que acontece de forma recorrente, seja um pouco antes, durante ou logo após o contato íntimo. É uma dor persistente que pode ser sentida antes, durante ou depois do sexo, e pode envolver sensibilidade física generalizada.
Suas origens são diversas, podendo ser físicas ou psicológicas, e exige tratamento médico especializado. Essa condição é significativamente mais comum em mulheres, mas também pode afetar homens.
É fundamental entender que a dispareunia não é "frescura" ou algo que se deva suportar em silêncio. Trata-se de um sintoma de que algo no corpo ou na mente precisa de atenção. A dor é um sinal de alerta e ignorá-la pode agravar a causa subjacente e impactar negativamente a qualidade de vida e o bem-estar do relacionamento.
Leia também: O que é dispareunia de profundidade?
Para facilitar o diagnóstico e o tratamento, a dor é geralmente classificada com base em sua localização. Essa distinção é crucial, pois aponta para causas e abordagens terapêuticas diferentes. As duas categorias principais são a superficial e a profunda.
A tabela abaixo resume as principais diferenças:
Além da localização, a dispareunia pode ser classificada quanto ao seu surgimento. É chamada de primária quando a dor esteve presente desde a primeira relação sexual. Já a secundária é aquela que surge mais tarde, após um período de relações sexuais sem dor.
As causas da dispareunia são multifatoriais, envolvendo uma complexa interação entre o corpo e a mente. É um erro comum acreditar que a origem é única. Na prática, fatores físicos e emocionais podem coexistir e se influenciar mutuamente.
Diversas condições médicas podem levar ao desconforto físico durante o sexo. Entre as mais comuns, destacam-se:
A saúde mental tem um impacto direto na resposta sexual do corpo. Fatores emocionais são uma causa importante e, muitas vezes, negligenciada da dispareunia.
O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Ele começa com uma conversa detalhada com um médico ginecologista. O profissional irá perguntar sobre o histórico de saúde, quando a dor começou, onde ela se localiza e em que situações ocorre.
Em seguida, é realizado um exame físico, incluindo um exame pélvico cuidadoso para identificar possíveis anormalidades, pontos de dor ou sinais de infecção. Dependendo da suspeita clínica, o médico pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia pélvica, exames de sangue ou culturas para investigar infecções.
A dispareunia tem tratamento. A abordagem varia conforme a causa identificada no diagnóstico. O objetivo é não apenas aliviar a dor, mas resolver o problema de base para restaurar o bem-estar e a saúde sexual.
Felizmente, essa dor clínica pode ser resolvida através de tratamentos especializados que incluem, por exemplo, a fisioterapia pélvica e a terapia psicológica, visando melhorar a qualidade de vida e a função sexual.
As opções de tratamento podem incluir:
É hora de procurar um ginecologista se você vivencia qualquer uma das seguintes situações:
Lembre-se: sentir dor não é uma parte inevitável da vida sexual. Buscar ajuda especializada é um ato de cuidado com sua saúde e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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