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Entenda o passo a passo para aliviar a dor, promover a cura do tendão e fortalecer a musculatura para evitar novas lesões.

Aquele treino mais intenso, o jogo de fim de semana ou até mesmo subir um lance de escadas. De repente, uma dor aguda e persistente se instala na parte da frente do joelho, logo abaixo da patela. Se essa cena parece familiar, você pode estar lidando com uma tendinite no joelho, uma condição que, embora comum, exige um tratamento cuidadoso para não se tornar crônica.
Ortopedistas são os médicos que podem atender esse tipo de demanda e acompanhar o tratamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A tendinite no joelho, mais conhecida tecnicamente como tendinopatia patelar, é uma lesão que ocorre no tendão que liga a patela (o osso da frente do joelho) à tíbia (o osso da canela). Essa estrutura é importante para movimentos de extensão da perna, como chutar, correr e, principalmente, saltar, o que lhe rendeu o apelido de "joelho de saltador".
A principal causa é o estresse repetitivo e a sobrecarga no tendão. Isso acontece quando a carga aplicada é maior do que a capacidade do tendão de se recuperar.
Estudos indicam que a dor no joelho surge quando a força muscular da coxa se torna maior do que a resistência do tendão, ressaltando a importância do fortalecimento muscular progressivo para proteger a articulação.
A dor geralmente se concentra em um ponto específico abaixo da patela e piora com a atividade física, podendo evoluir para um incômodo constante mesmo em repouso se não for tratada adequadamente.
Diante da dor aguda, a abordagem inicial mudou. O antigo protocolo RICE (repouso, gelo, compressão, elevação) foi atualizado para uma metodologia mais completa, conhecida como PEACE & LOVE, que orienta as ações desde a fase aguda até a recuperação completa.
Nos primeiros dias após o início da dor (fase aguda), o foco é proteger a área lesionada e permitir que o processo inflamatório natural e benéfico do corpo comece a agir sem interferências. Siga os passos do acrônimo PEACE:
É necessário entender que a inflamação é uma etapa necessária da cura. Por isso, o uso indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode, na verdade, retardar a recuperação a longo prazo.
O uso de gelo também deve ser moderado, aplicado por cerca de 15 minutos, se necessário, para controle da dor intensa, mas não como uma prática contínua.
Leia também: Existe melhor anti-inflamatório para tendinite?
Após os primeiros dias, a estratégia muda da proteção para a reabilitação ativa. É aqui que entra a segunda parte do protocolo, a fase LOVE, que foca em restaurar a função e a força do tendão de forma segura e progressiva.
O tratamento definitivo da tendinite no joelho exige gerenciar a carga no tendão, progredindo do repouso inicial para exercícios de fortalecimento, que incluem movimentos estáticos e dinâmicos. Essa abordagem é necessária para fortalecer o tendão de forma segura e eficaz.
Passada a fase aguda, o tendão precisa de estímulo para se remodelar e ficar mais forte. A abordagem LOVE guia essa etapa:
A fisioterapia é indispensável no tratamento da tendinite no joelho. Um profissional habilitado irá avaliar seu caso de forma individualizada, identificando os desequilíbrios musculares e biomecânicos que levaram à lesão. O tratamento fisioterapêutico pode incluir terapia manual, liberação miofascial e, principalmente, a prescrição e supervisão de um programa de exercícios.
O objetivo do fortalecimento é criar uma estrutura muscular de suporte que "poupe" o tendão patelar. A carga é transferida para os músculos, que são mais preparados para absorvê-la. O programa de exercícios deve ser progressivo, começando com contrações leves e evoluindo para movimentos mais complexos.
A recuperação completa da tendinite no joelho depende do fortalecimento progressivo do quadríceps. Esse processo é essencial para proteger o tendão e permitir o retorno seguro às atividades físicas.
Músculos encurtados, especialmente o quadríceps e os isquiotibiais, podem aumentar a tensão sobre o tendão patelar. Alongamentos suaves e consistentes devem fazer parte da rotina de reabilitação, sempre realizados sem provocar dor, para restaurar a amplitude de movimento normal da articulação.
Não existe uma resposta única, pois o tempo de recuperação varia conforme a gravidade da lesão, a adesão ao tratamento e fatores individuais. Casos leves podem melhorar em poucas semanas. Já as tendinopatias crônicas podem levar de três a seis meses, ou até mais, para uma recuperação completa.
Durante a recuperação, é importante notar que uma melhora de aproximadamente 7 pontos em escalas de função é um sinal de que a recuperação física está progredindo de forma consistente. A paciência e a consistência no plano de tratamento são essenciais.
A prevenção é a melhor estratégia e envolve corrigir os fatores de risco que levam à lesão. Algumas medidas eficazes incluem:
É fundamental buscar avaliação médica se a dor no joelho não melhorar com as medidas iniciais, se for muito intensa, se impedir a realização de atividades diárias ou se houver sinais de inchaço significativo.
Um ortopedista ou médico do esporte poderá realizar um diagnóstico preciso, descartar outras lesões e orientar o tratamento mais adequado, que pode incluir a colaboração com um fisioterapeuta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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