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A dor de ouvido em bebês pode mudar o comportamento e o humor dos pequenos; o diagnóstico de uma gripe recente ajuda a explicar esse desconforto

O bebê estava calmo e de repente começa a chorar forte e sem parar. A fralda está limpa, a barriga está cheia e o colo não resolve o problema. Quando isso acontece, a dor de ouvido pode ser uma causa provável.
Como os pequenos ainda não conseguem dizer o que sentem, o olhar atento dos pais para as mudanças de comportamento ajuda a identificar o incômodo. Entender esses sinais logo no começo permite encontrar o cuidado certo e trazer o alívio que a criança precisa.
Pediatras são os médicos que podem atender de maneira primária esse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais em todo o Brasil.
A infecção de ouvido, também chamada de otite, causa inflamação e acúmulo de líquido na região atrás do tímpano, o que pode gerar pressão e dor. Os pais devem ficar atentos a um conjunto de sinais, pois raramente um sintoma aparece de forma isolada.
Um bebê com dor de ouvido tende a ficar mais irritado que o normal. O choro costuma ser forte, de repente e sem parar, piorando quando a criança é deitada, pois essa posição aumenta a pressão no ouvido.
O movimento de sugar e engolir, tanto no peito quanto na mamadeira, pode aumentar a dor. Por isso, é comum que o bebê comece a mamar com fome, mas pare logo em seguida, chorando e empurrando a fonte de alimento.
A febre, que pode variar de temperatura, é uma resposta comum do corpo à infecção. Em alguns casos, pode haver o vazamento de um líquido amarelado ou esbranquiçado pelo canal auditivo, especialmente quando há perfuração do tímpano.
Além desses sintomas, a presença de secreção saindo do ouvido junto com o nariz escorrendo são sinais físicos que ajudam a identificar infecções de ouvido mais graves, exigindo avaliação médica imediata.
A dificuldade para dormir é outro sinal de dor de ouvido nos pequenos. O bebê pode acordar várias vezes durante a noite chorando, especialmente ao se virar na cama, já que a dor pode aumentar com a mudança de posição da cabeça.
Muitos bebês, em uma tentativa instintiva de aliviar a dor, puxam, esfregam ou batem na própria orelha. Mesmo que nem sempre esse gesto indique dor, porque pode ser um sinal de sono ou descoberta do corpo, quando associado a outros sintomas, é uma pista.
Leia também: Como aliviar dor de ouvido em criança de forma segura, rápida e indolor
A anatomia dos bebês e crianças pequenas facilita o desenvolvimento de otites. A inflamação no ouvido é, inclusive, a infecção mais comum nessa fase, causando desconforto e frequentemente exigindo atendimento médico nos primeiros dias após o início dos sintomas.
A tuba auditiva, canal que liga o ouvido médio à parte de trás da garganta, é mais curta, estreita e horizontalizada nos pequenos. Assim, durante resfriados, gripes ou crises alérgicas, vírus e bactérias presentes na secreção do nariz e da garganta podem migrar mais facilmente para o ouvido médio, causando a infecção.
Estima-se que a maioria das crianças terá pelo menos um episódio de otite nos primeiros anos de vida, o que mostra a importância de os pais estarem atentos. Essas inflamações são uma causa frequente de desconforto e podem levar a visitas ao pronto-socorro, muitas vezes ocorrendo após o contato com certos vírus.
Leia também: Como diminuir a dor de ouvido: dicas seguras para o manejo da dor
Ao perceber um ou mais dos sintomas de dor de ouvido em bebês, a recomendação é procurar o pediatra ou um serviço de saúde. Só um profissional pode fazer o diagnóstico certo e prescrever o tratamento adequado.
O médico vai usar um aparelho chamado otoscópio para ver o canal auditivo e o tímpano do pequeno. Um tímpano vermelho, inchado e sem brilho ajuda a confirmar o diagnóstico de otite. O tratamento pode variar conforme a causa (viral ou bacteriana) e a gravidade do quadro.
Enquanto aguarda a consulta, os pais podem ajudar a aliviar o desconforto do bebê:
Leia também: Dor de ouvido: o que é, causas, sintomas e quando procurar um médico
A automedicação e o uso de receitas caseiras são práticas perigosas e devem ser evitadas. Medidas inadequadas podem piorar a infecção ou até mesmo causar danos permanentes à audição dos bebês.
Por isso, jamais faça o seguinte sem orientação médica:
A dor de ouvido é uma condição desconfortável, mas comum e tratável na infância. A observação dos pais e o acompanhamento pelo pediatra são essenciais para garantir o alívio seguro dos sintomas e da causa do problema.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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