Resuma este artigo com IA:
A aparência de “casca de laranja” na pele é multifatorial. Conheça os principais gatilhos e o que está ao seu alcance mudar.

Você se olha no espelho e percebe pequenas ondulações na pele das coxas ou do bumbum. Conhecida popularmente como "casca de laranja", a celulite, ou lipodistrofia ginoide, é uma condição extremamente comum, que afeta uma grande parcela das mulheres após a puberdade, independentemente do peso.
É crucial, porém, diferenciar a celulite de outras condições de acúmulo de gordura. Por exemplo, o lipedema, uma condição muitas vezes confundida com a celulite mais avançada, possui uma forte base genética e hereditária. Essa condição é influenciada por fatores hormonais e frequentemente inicia após a puberdade.
Essa alteração é resultado de uma complexa interação entre anatomia, hormônios e estilo de vida. Entender seus causadores é o primeiro passo para adotar estratégias eficazes de prevenção e amenização.
Clínicos gerais podem acompanhar inicialmente e indicar o melhor tratamento de acordo com cada quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A lipodistrofia ginoide não é considerada uma doença, mas sim uma alteração estética do tecido conjuntivo e gorduroso. Ela ocorre quando as células de gordura (adipócitos) aumentam de tamanho e empurram a pele para cima, enquanto as fibras de colágeno que conectam a pele ao músculo a puxam para baixo. A celulite, que tem origem no tecido adiposo (o principal local do corpo para armazenar excesso de calorias), mostra uma forte relação com o estilo de vida e a dieta.
Esse processo cria uma superfície irregular, com os furinhos característicos. Fatores como a retenção de líquidos e a inflamação local podem piorar o aspecto, tornando as ondulações mais visíveis.
Leia também: Como acabar com a celulite das pernas?
Não existe uma causa única para a celulite, mas sim uma somatória de fatores que predispõem ao seu desenvolvimento. Eles podem ser divididos em grupos principais.
A predisposição genética é um dos elementos mais determinantes. Características como biotipo, distribuição da gordura corporal e etnia são herdadas e influenciam diretamente a probabilidade de desenvolver celulite. Além disso, os hormônios femininos, principalmente o estrogênio, desempenham um papel central.
O estrogênio pode enfraquecer o tecido conjuntivo e favorecer o acúmulo de gordura e a retenção de líquidos. A manifestação da celulite é claramente influenciada por diversos fatores hormonais, incluindo o uso de contraceptivos, a fase do ciclo menstrual, a menopausa e terapias de reposição hormonal. Isso explica por que a condição é muito mais prevalente em mulheres e pode se intensificar em diferentes fases da vida.
O sedentarismo é um grande agravante. A falta de atividade física diminui a circulação sanguínea e linfática e reduz o tônus muscular, o que torna a flacidez e a celulite mais evidentes. O hábito de fumar também prejudica a microcirculação da pele.
A alimentação tem impacto direto. Dietas ricas em açúcares, gorduras saturadas e sódio promovem a inflamação do organismo, o ganho de peso e a retenção hídrica. É importante notar que o ganho de gordura corporal, especialmente a gordura visceral (na área da barriga) e o aumento da circunferência da cintura, está diretamente relacionado ao início de problemas circulatórios e alterações vasculares, fatores que influenciam a progressão da celulite.
Uma circulação sanguínea e linfática deficiente dificulta a eliminação de toxinas e o excesso de líquidos do corpo. Esse acúmulo compromete a oxigenação dos tecidos e pode levar a um processo inflamatório crônico na camada de gordura, resultando em fibrose e no aspecto endurecido da celulite em graus mais avançados.
Além disso, determinadas condições de saúde e o uso de certos medicamentos podem influenciar a condição da pele. Por exemplo, terapias antirretrovirais podem causar disfunção no tecido gorduroso, levando à inflamação crônica e alterando a distribuição da gordura. Essas alterações estão ligadas a problemas como a lipodistrofia, que afetam a uniformidade da pele.
Com o passar dos anos, a produção de colágeno e elastina diminui naturalmente. A pele perde firmeza e elasticidade, tornando-se mais fina. Essa flacidez faz com que as irregularidades do tecido gorduroso fiquem mais aparentes, acentuando a celulite já existente.
Sim, a celulite é classificada em graus, de acordo com sua visibilidade e características. Essa classificação ajuda a direcionar as abordagens de tratamento.
Não, e esta é uma distinção crucial. A celulite infecciosa é uma infecção bacteriana aguda da pele e dos tecidos subcutâneos, geralmente causada por bactérias como Streptococcus e Staphylococcus. Ela representa uma emergência médica.
Diferente da celulite estética, a infecciosa apresenta sintomas claros de infecção:
A celulite infecciosa geralmente ocorre após um corte, ferida ou picada de inseto que serve como porta de entrada para as bactérias. Ao notar esses sinais, é fundamental procurar atendimento médico imediato.
Embora não seja possível eliminar completamente os fatores genéticos e hormonais, a adoção de um estilo de vida saudável é a principal ferramenta para prevenir e amenizar a celulite. Algumas medidas são fundamentais:
Existem diversos tratamentos estéticos que podem auxiliar na melhora do aspecto da pele, mas eles devem ser vistos como complementares a um estilo de vida saudável e sempre realizados sob orientação profissional.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
BOONSAEN, T. et al. Progression of carotid intima-media thickness, visceral fat accumulation and metabolic derangement in people living with HIV initiating antiretroviral therapy: a prospective cohort study at Thailand’s tertiary care center. PLOS One, [S.l.], 30 out. 2025. Disponível: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0335242. Acesso em: 16 jan. 2026.
FERNANDES, E. A. D. et al. Associations of anthropometric indices with body adiposity for assessing cardiovascular risk in people living with HIV: a cross-sectional study. PeerJ, [S. l.], out. 2024. Disponível: https://peerj.com/articles/18833/. Acesso em: 16 jan. 2026.
LOFT, A. et al. Towards a consensus atlas of human and mouse adipose tissue at single-cell resolution. Nature metabolism, [S.l.], maio 2025. Disponível: https://www.nature.com/articles/s42255-025-01296-9. Acesso em: 16 jan. 2026.
MLOSEK, R. K.; MALINOWSKA, S. P. Using High Frequency Ultrasound to Assess the Efficacy of Anti-Cellulite Treatments. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, [S.l.], nov. 2025. Disponível: https://www.dovepress.com/using-high-frequency-ultrasound-to-assess-the-efficacy-of-anti-celluli-peer-reviewed-fulltext-article-CCID. Acesso em: 16 jan. 2026.
SIMARRO BLASCO, J. L. et al. Clinical signs at diagnosis and comorbidities in a large cohort of patients with lipedema in Spain. Biomedicines, [S. l.], dez. 2025. Disponível: https://www.mdpi.com/2227-9059/13/12/3049. Acesso em: 16 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES