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Artrite reumatoide pode virar lúpus? Entenda a relação entre esses quadros

A dúvida sobre a progressão de uma doença autoimune para outra é comum e gera ansiedade. Esclarecemos os fatos aqui.

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Aquela rigidez nas mãos ao acordar, o inchaço doloroso nos pulsos que parece não ter fim. Receber o diagnóstico de artrite reumatoide traz um misto de alívio por ter um nome para o problema e de preocupação sobre o futuro. Uma das dúvidas que pode surgir é se essa condição poderia evoluir para algo mais complexo, como o lúpus.

Reumatologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Artrite reumatoide pode se transformar em lúpus?

A resposta direta é não. Artrite reumatoide não "vira" lúpus. Elas são duas doenças autoimunes crônicas e distintas, com mecanismos de ação, critérios de diagnóstico e alvos principais diferentes no organismo. O que acontece é que ambas pertencem ao mesmo "universo" de doenças reumáticas, onde o sistema imunológico ataca o próprio corpo por engano.

A confusão é compreensível, pois as duas condições podem compartilhar sintomas, especialmente a artrite (inflamação das articulações). Contudo, entender suas particularidades é o primeiro passo para um manejo eficaz e para tranquilizar o paciente.

O que caracteriza a artrite reumatoide?

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória que afeta principalmente as articulações. O sistema imune ataca a sinóvia, uma membrana que reveste as articulações, causando inflamação persistente.

Se não tratada adequadamente, essa inflamação pode levar à destruição da cartilagem e do osso, resultando em deformidades articulares. A AR tipicamente afeta as articulações de forma simétrica, ou seja, acomete as mesmas juntas em ambos os lados do corpo, como os dois pulsos ou os dois joelhos.

E o lúpus eritematoso sistêmico, como se manifesta?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune mais abrangente. Enquanto a AR tem um foco primário nas articulações, o lúpus pode afetar virtualmente qualquer parte do corpo, incluindo pele, rins, coração, pulmões, cérebro e vasos sanguíneos, além das próprias articulações.

A artrite causada pelo lúpus, por exemplo, geralmente é menos erosiva e deformante do que a da AR. Os sintomas do lúpus costumam se manifestar em surtos, com períodos de atividade da doença intercalados com períodos de remissão.

Leia também: Lúpus eritematoso: o que é, tipos e principais sintomas

Quais são as principais diferenças entre as duas condições?

Organizar as características de cada doença ajuda a visualizar por que são consideradas entidades separadas. Um diagnóstico preciso depende da avaliação clínica e de exames específicos que identificam padrões distintos.

Característica

Artrite Reumatoide (AR)

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

Alvo principal

Membrana sinovial das articulações.

Sistêmico, podendo afetar pele, rins, coração, pulmões e outros órgãos.

Sintomas articulares

Artrite simétrica, erosiva e potencialmente deformante, principalmente em mãos e pés. Rigidez matinal prolongada.

Artrite frequentemente não erosiva, migratória (muda de articulação) e menos deformante.

Sintomas sistêmicos comuns

Nódulos reumatoides, fadiga, febre baixa. Em casos graves, pode afetar pulmões e vasos.

Lesões de pele (asa de borboleta no rosto), sensibilidade ao sol, queda de cabelo, feridas na boca, inflamação nos rins (nefrite).

Marcadores sanguíneos chave

Fator Reumatoide (FR) e anti-CCP geralmente positivos.

Fator Antinuclear (FAN) positivo em quase todos os casos, com anticorpos mais específicos como anti-DNA e anti-Sm.

O que é a síndrome de sobreposição ou rhupus?

Embora uma doença não se transforme na outra, em situações muito raras um paciente pode, de fato, apresentar características de ambas. Este fenômeno é conhecido como síndrome de sobreposição. Quando a artrite reumatoide e o lúpus coexistem, os médicos por vezes utilizam o termo "rhupus".

Essa sobreposição é uma condição extremamente rara, afetando entre 0,01% e 2% das pessoas com doenças reumáticas. Nestes casos, o paciente manifesta sintomas e marcadores laboratoriais tanto da artrite reumatoide quanto do lúpus, tornando o diagnóstico mais desafiador.

Pacientes com a Síndrome de Rhupus podem apresentar uma doença articular mais agressiva e inflamação mais severa. Há um risco maior de destruição óssea e, consequentemente, uma demanda maior por cirurgias nas articulações afetadas.

O diagnóstico desses quadros é complexo e exige grande experiência do reumatologista para definir a melhor estratégia de tratamento, que muitas vezes precisa abordar as duas frentes da atividade autoimune.

Leia também: Quais sintomas do lúpus​? Veja os sinais e o diagnóstico

Como o diagnóstico correto é realizado?

O diagnóstico é um processo investigativo que combina a avaliação dos sintomas do paciente, o exame físico detalhado e a análise de exames de sangue e de imagem. O médico reumatologista é o especialista treinado para diferenciar essas condições.

Exames como a pesquisa do Fator Antinuclear (FAN) podem ser positivos em ambas as doenças, mas outros anticorpos mais específicos, como o anti-CCP (altamente associado à AR) e o anti-DNA nativo (ligado ao lúpus), ajudam a selar o diagnóstico. É a combinação de todos esses achados que permite ao médico construir um quadro clínico claro.

Qual a importância do acompanhamento com um reumatologista?

Seja para artrite reumatoide, lúpus ou uma rara síndrome de sobreposição, o acompanhamento regular com um reumatologista é indispensável. Essas são doenças crônicas cujo tratamento visa controlar a inflamação, aliviar os sintomas, prevenir danos permanentes e manter a qualidade de vida do paciente.

O especialista poderá monitorar a resposta ao tratamento, fazer ajustes quando necessário e identificar precocemente qualquer nova manifestação. A comunicação aberta com seu médico sobre todos os seus sintomas é a chave para um manejo bem-sucedido da sua saúde.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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