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Episódios frequentes de dor de garganta, febre e dificuldade para engolir podem indicar um quadro recorrente que exige investigação.

Aquela sensação familiar de arranhado na garganta que rapidamente evolui para uma dor intensa ao engolir. Para muitas pessoas, principalmente crianças e jovens adultos, esse quadro não é um evento isolado, mas parte de um ciclo desgastante que se repete várias vezes ao ano, configurando a amigdalite de repetição.
Essa condição não apenas causa desconforto e ausências no trabalho ou na escola, mas também levanta dúvidas sobre suas causas e qual o momento certo de procurar uma solução definitiva. Entender por que as amígdalas inflamam com tanta frequência é o primeiro passo para quebrar esse ciclo.
Otorrinolaringologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas massas de tecido linfoide localizadas no fundo da garganta que atuam como a primeira barreira de defesa do sistema imunológico. Quando elas infeccionam de forma recorrente, o quadro é classificado como amigdalite de repetição.
Embora não haja um número único, os critérios médicos mais aceitos, como os estabelecidos pela Academia Americana de Otorrinolaringologia, consideram um quadro recorrente quando o paciente apresenta:
Essa frequência elevada sugere que a causa raiz do problema não está sendo resolvida. Crises frequentes de garganta por mais de seis meses podem indicar uma inflamação crônica e persistente. Isso sinaliza que as defesas do corpo estão em constante desequilíbrio.
Estudos indicam que a ocorrência de cinco ou mais amigdalites por ano pode alterar a estrutura das amígdalas. Essa mudança estrutural torna essencial uma investigação médica aprofundada, com exames laboratoriais, para definir o tratamento adequado.
Além disso, em amigdalites frequentes, as células de defesa das amígdalas podem morrer mais rapidamente. Esse processo indica que o órgão pode estar perdendo sua capacidade protetora, deixando o corpo mais vulnerável a novas infecções.
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Diversos fatores podem estar por trás das crises frequentes de amigdalite. As causas variam desde o tipo de agente infeccioso até características do próprio organismo do paciente.
A maioria das amigdalites é causada por vírus, como o rinovírus (do resfriado comum) e o adenovírus. Nesses casos, o tratamento é focado em aliviar os sintomas. Contudo, as infecções bacterianas, principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, costumam ser mais severas e são uma causa importante da recorrência.
É fundamental diferenciar as duas, pois o tratamento é distinto.
O uso inadequado ou excessivo de antibióticos é um fator de risco. Quando um tratamento é interrompido antes do tempo recomendado pelo médico, algumas bactérias mais resistentes podem sobreviver e se multiplicar, causando uma nova infecção mais difícil de tratar. Assim, a automedicação é fortemente desaconselhada.
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Uma causa menos conhecida são os biofilmes. Trata-se de comunidades de bactérias que se aderem à superfície das amígdalas e criam uma camada protetora, tornando-as mais resistentes aos antibióticos e à ação do sistema imunológico. Essa estrutura funciona como um reservatório persistente de patógenos, pronto para causar uma nova infecção.
Indivíduos com um sistema imunológico enfraquecido ou imaturo, como crianças pequenas, podem ter maior dificuldade em eliminar completamente os agentes infecciosos. Além disso, fatores como estresse crônico, má alimentação e poucas horas de sono podem comprometer as defesas do corpo e contribuir para a recorrência.
Os sinais da amigdalite de repetição são os mesmos de uma crise aguda, mas sua frequência é o que define o quadro. Fique atento a:
A amigdalectomia, procedimento cirúrgico para remoção das amígdalas, é uma opção de tratamento eficaz para casos selecionados. A indicação não se baseia apenas na vontade do paciente, mas em critérios clínicos bem definidos para garantir que os benefícios superem os riscos.
Geralmente, a cirurgia é considerada quando as crises são muito frequentes (seguindo os números já mencionados) e impactam significativamente a qualidade de vida. Outras indicações incluem complicações como abscesso periamigdaliano (acúmulo de pus) ou quando o inchaço das amígdalas causa dificuldades respiratórias, especialmente durante o sono (apneia obstrutiva do sono).
Em alguns casos, infecções de garganta constantes podem sinalizar problemas mais raros, como a presença de cistos nas amígdalas. Nestas situações, uma avaliação médica visual detalhada é necessária para diferenciá-los de inflamações comuns e planejar uma possível cirurgia.
Além disso, o surgimento de massas ou a sensação persistente de algo preso na garganta exige investigação médica. É importante realizar uma biópsia para descartar a possibilidade de tumores, mesmo que não haja infecções frequentes.
O diagnóstico é iniciado com a avaliação clínica realizada por um médico, que examinará a garganta e o histórico de saúde do paciente. Para confirmar se a causa é bacteriana, pode ser solicitado um teste rápido de antígeno ou uma cultura de orofaringe, que consiste na coleta de uma amostra da secreção da garganta com um cotonete (swab).
Essa diferenciação é crucial para guiar o tratamento. Infecções virais não respondem a antibióticos, e seu uso desnecessário apenas contribui para o problema da resistência bacteriana. Por isso, a avaliação profissional é indispensável.
Embora nem sempre seja possível evitar totalmente, algumas medidas ajudam a reduzir a frequência das infecções e a fortalecer o sistema imunológico:
Se você ou seu filho apresenta episódios de dor de garganta com febre várias vezes ao ano, é hora de agendar uma consulta com um otorrinolaringologista. Este especialista é o profissional mais qualificado para investigar a fundo as causas da amigdalite de repetição.
A avaliação médica é essencial para confirmar o diagnóstico, descartar outras condições e traçar um plano de tratamento personalizado, que pode variar desde medidas de prevenção até a indicação de cirurgia. Não normalize o desconforto recorrente; buscar ajuda é fundamental para restaurar a saúde e a qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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