Revisado em: 05/03/2026
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A acatisia pode surgir após uso de antipsicóticos e antidepressivos; provoca impulso incontrolável de se movimentar

Esse tipo de distúrbio do movimento é caracterizado por uma sensação interna de inquietação intensa e uma necessidade incontrolável de se mover. A definição de o que é acatisia, não se trata de uma simples agitação ou ansiedade, mas sim de um desconforto profundo que impulsiona o indivíduo a estar em constante movimento.
Este quadro pode estar intimamente relacionado ao uso de certos medicamentos, especialmente aqueles que afetam o sistema nervoso central. Muitas vezes pode ser subdiagnosticado ou confundido com outros transtornos.
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A acatisia é uma síndrome neuropsiquiátrica que se manifesta como uma inquietação motora extrema e incapacidade de permanecer imóvel.
Os pacientes costumam descrever a experiência como uma incapacidade de permanecer no próprio corpo, uma sensação corporal profunda de desconforto, que vai além de uma simples agitação.
Ela é classificada como um sintoma extrapiramidal. Isso significa dizer que está ligada a circuitos do sistema nervoso central responsáveis pelo controle de movimentos automáticos, como caminhar e falar.
A palavra vem do grego ‘akathisia’, que significa ‘não sentar’. A condição pode variar de leve a grave, e em casos mais intensos pode resultar em uma incapacidade funcional significativa.
A principal causa da acatisia é a interferência de medicamentos com os receptores dopaminérgicos no cérebro. A dopamina é um neurotransmissor fundamental para o controle motor. A sua manipulação por certos fármacos pode levar a um desequilíbrio nas vias dopaminérgicas, resultando nos sintomas da disfunção.
Existem medicamentos que são associados ao problema. Os antipsicóticos típicos (de primeira geração) e os atípicos (de segunda geração) podem desencadear a acatisia. Sendo os de primeira geração os que apresentam maior risco.
Eles são responsáveis por bloquear os receptores D2 da dopamina. O que pode ser útil no tratamento de sintomas psicóticos, mas também pode causar efeitos colaterais motores. Os antidepressivos também podem ser uma causa, assim como os antieméticos (usados para náuseas e vômitos).
Os antieméticos podem desencadear sintomas extrapiramidais, incluindo a acatisia. Sobretudo se as doses administradas forem elevadas ou em pacientes mais sensíveis.
Leia também: O que é e como regular a dopamina para manter o equilíbrio do corpo e mente
Essa síndrome extrapiramidal pode ocorrer em crianças e idosos. Eles são considerados mais suscetíveis a reações medicamentosas, por causa das diferenças no metabolismo e eliminação de fármacos.
Meninas e mulheres jovens têm um maior risco de desenvolver a disfunção. Em mulheres com maior sensibilidade emocional ou neurodivergência a acatisia é mais difícil de ser reconhecida.
O uso de múltiplos fármacos aumenta a chance de haver interações medicamentosas, e por consequência o risco de desenvolver a síndrome. Os indivíduos que já tiveram esse ou algum outro sintoma extrapiramidal anteriormente, têm maior probabilidade de desenvolvê-los novamente.
A intensidade dos sintomas pode variar bastante. Dentre os mais comuns está uma sensação de desconforto ou agitação que se agrava quando o paciente tenta permanecer parado. Sendo ela a queixa principal e mais característica.
O indivíduo também pode manifestar um impulso quase irresistível de se mover. O que pode ser exaustivo e prejudicar as atividades diárias. Movimentos repetitivos como andar de um lado para o outro, balançar as pernas, mexer os pés constantemente e cruzar e descruzar as pernas também podem ser observados.
Essa incapacidade de ficar parado e o desconforto podem gerar grande angústia, irritabilidade e tensão. A ansiedade e nervosismo podem fazer parte do quadro clínico, podendo levar à uma confusão diagnóstica com transtornos de ansiedade.
O diagnóstico é essencialmente clínico. Não há exames laboratoriais ou de imagem específicos para confirmar a condição. O médico baseia-se na história clínica do indivíduo, nos medicamentos em uso e na observação dos sintomas.
Ele precisa diferenciar esse de outros distúrbios com quadro clínico semelhante, como a síndrome das pernas inquietas ou o transtorno de ansiedade. A avaliação detalhada do início e progressão da inquietação, bem como a revisão do histórico medicamentoso é fundamental.
A utilização de escalas específicas de avaliação pode auxiliar na mensuração da intensidade dos sintomas e no monitoramento da eficácia do tratamento.
O tratamento da acatisia e de outros sintomas extrapiramidais deve ser multidisciplinar e individualizado. O primeiro passo é avaliar a medicação causadora. Se possível, a dose deve ser reduzida ou o medicamento substituído por outro com menor potencial de induzir a disfunção.
Medicamentos adjuvantes podem ser utilizados para o alívio. Beta-bloqueadores como o propranolol são eficazes para reduzir a inquietação severa. Já os benzodiazepínicos (a exemplo do lorazepam) podem ajudar a diminuir a ansiedade associada à acatisia.
Para tratar os sintomas motores podem ser utilizados os agonistas da dopamina, como a amantadina. Em casos de reações graves, o efeito pode ser revertido em minutos ao usar anticolinérgicos como o biperideno.
Não apenas medicações podem ser utilizadas, as terapias não medicamentosas também podem fazer parte da abordagem. Técnicas de relaxamento, meditação e psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) podem complementar o tratamento farmacológico, ajudando a controlar o estresse e a ansiedade.
É fundamental procurar um médico imediatamente ao notar o surgimento de sintomas de acatisia, sobretudo após iniciar um novo medicamento ou ter a dose de um fármaco alterada.
A automedicação e a interrupção de tratamentos sem a orientação profissional são desaconselhadas. Relatar as manifestações clínicas de forma clara e detalhada ao profissional de saúde é essencial para um diagnóstico correto.
A identificação precoce permite ajustar o tratamento e aliviar o sofrimento do paciente. O que é acatisia e como ela se manifesta é uma questão de saúde que exige atenção. Ela é um distúrbio caracterizado por uma inquietação motora intensa e uma necessidade incontrolável de movimento. Sendo tratável quando identificada corretamente. O acompanhamento médico é indispensável.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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