Revisado em: 20/03/2026
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O tratamento de gonorreia no homem é feito com antibióticos; a infecção tem cura quando tratada corretamente

O tratamento da gonorreia no homem é altamente eficaz quando realizado de forma correta. A doença é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.
Sendo caracterizada por sintomas que podem variar de leves a assintomáticos. Quando não tratada corretamente, pode levar a complicações sérias, como infertilidade e infecções disseminadas. Não adie o cuidado com sua saúde sexual. Agende uma consulta com um especialista da Rede Américas e inicie o tratamento adequado.
A gonorreia no homem tem cura. A infecção é tratável com antibióticos, e a taxa de sucesso é alta quando o tratamento é feito corretamente. Mas a cura do quadro infeccioso não confere imunidade.
Por isso um homem pode ser infectado novamente caso seja exposto à bactéria em futuras relações sexuais desprotegidas. A resistência aos antibióticos está se tornando uma preocupação crescente, tornando o tratamento adequado e o acompanhamento médico ainda mais importantes.
Leia também: Gonorreia: sintomas e tratamentos da infecção sexualmente transmissível
O tratamento para gonorreia em homem é realizado com antibioticoterapia. O recomendado é que os esquemas sejam feitos em dose única para infecções não complicadas. O objetivo é aumentar a eficiência da terapêutica adotada e diminuir a resistência a bactérias.
Os medicamentos utilizados para fazer o tratamento são a ceftriaxona, azitromicina e cefixima.
A ceftriaxona 500 mg deve ser administrada em dose única intramuscular. Em caso de haver infecção por clamídia ao mesmo tempo (coinfecção), costuma ser feita uma combinação com a azitromicina.
A azitromicina 1g é tomada por via oral. Ela sozinha também pode ser uma opção, mas a sua taxa de sucesso é menor e os efeitos colaterais são bem comuns. Uma alternativa a ceftriaxona é a cefixima 800 mg por via oral. Ela também pode ser usada de forma conjunta com a azitromicina.
Alguns pacientes podem ter alergia a cefalosporinas, então o tratamento pode envolver a combinação de gemifloxacino e azitromicina ou gentamicina e azitromicina. Em casos de
gonorreia disseminada ou complicada, o indivíduo pode ser internado e os antibióticos serão administrados por via intravenosa ou intramuscular por um período mais longo.
Para os quadros infecciosos não complicados, a cura da gonorreia é geralmente alcançada com uma única dose do antibiótico recomendado. As manifestações clínicas costumam melhorar em poucos dias após o início do tratamento.
É fundamental que o paciente não mantenha nenhuma atividade sexual até a conclusão do tratamento e a confirmação da cura por exames laboratoriais. O que pode levar cerca de uma semana. Após concluir o esquema terapêutico, é recomendável fazer um novo exame para confirmar se a infecção se resolveu.
Para garantir o sucesso do tratamento e evitar a transmissão da gonorreia é fundamental evitar qualquer tipo de relação sexual (vaginal, anal ou oral) quando o paciente estiver se tratando.
Também é necessário tratar todos os parceiros sexuais recentes, mesmo quando não apresentarem sintomas. O procedimento deve ser feito para prevenir a reinfecção e propagação da doença.
Seguir a receita médica à risca, tomando a dosagem necessária e durante o tempo determinado é essencial. Além fazer a realização de exames de acompanhamento conforme orientação médica, para confirmar a cura e verificar a ausência de outras IST’s.
A automedicação é contraindicada, pois pode mascarar os sintomas, dificultar o diagnóstico e contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana.
A gonorreia não tratada pode levar a complicações graves e irreversíveis no homem. Dentre elas estão a epididimite, a inflamação do epidídimo. Ela pode causar dor escrotal unilateral, sensibilidade e inchaço. Em casos mais graves, pode levar à infertilidade.
A prostatite (inflamação da próstata) também pode acontecer. Assim como o estreitamento da uretra (estenose uretral), dificultando a passagem da urina. A infecção prolongada pode comprometer a fertilidade masculina.
Além de causar a doença gonocócica disseminada, quando a bactéria se espalha pela corrente sanguínea para outras partes do corpo. Se ela acontecer, pode gerar lesões cutâneas, artrite (dor e inchaço nas articulações), febre, endocardite (infecção do coração) e meningite (infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal).
Quando não tratada, a gonorreia também pode aumentar o risco de contrair ou transmitir o vírus HIV.
A principal medida preventiva é o uso consistente e correto de preservativos, seja em qual tipo de sexo for. Pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou que fazem parte de grupos de maior risco devem realizar testes regularmente, mesmo na ausência de sintomas
É importante conversar abertamente com os parceiros sexuais sobre o histórico de IST’s e a importância da testagem. É preciso também evitar o compartilhamento de objetos sexuais. Se vibradores ou outros itens forem compartilhados, devem ser lavados ou cobertos por camisinha.
A educação sexual também é necessária. A informação clara sobre a gonorreia e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis é importante. Através dela é feita a conscientização da população sobre os riscos, prevenção e importância de buscar atendimento médico.
O tratamento da gonorreia no homem é um processo eficaz e curável, mas precisa ser realizado de forma adequada e sob orientação médica. A prevenção, por meio do uso consistente de preservativos e da testagem regular, continua sendo a ferramenta mais eficiente para combater a disseminação dessa IST.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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