Revisado em: 21/01/2026
Resuma este artigo com IA:
O daltonismo afeta a percepção das cores e tarefas do dia a dia; a condição é genética e mais comum em homens

Os sintomas de daltonismo podem passar despercebidos por muitos anos, principalmente quando as alterações na percepção das cores são sutis. Essa condição visual interfere na capacidade de diferenciar determinadas cores e pode impactar atividades cotidianas desde a infância até a vida adulta.
Compreender como o daltonismo se manifesta, seus tipos, principais sinais e formas de diagnóstico é importante para identificar precocemente o problema. Além de ajudar a favorecer a adaptação e a busca por acompanhamento oftalmológico adequado.
Oftalmologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
O daltonismo é uma disfunção visual que compromete a capacidade de uma pessoa em visualizar e distinguir certas cores. Também conhecido como discromatopsia ou discromopsia, ocorre devido a uma alteração nos cones da retina.
Os cones são células fotorreceptoras responsáveis por captar as cores primárias: vermelho, verde e azul. Em pessoas daltônicas, um ou mais cones podem apresentar deficiência ou ausência. O que resulta em uma percepção alterada do espectro cromático.
O daltonismo não é considerado um problema de risco grave, mas exige atenção e cuidado, pois pode impactar em tarefas cotidianas que dependem da distinção de cores. São exemplos a interpretação dos sinais de trânsito ou a escolha de alimentos.
A condição é predominantemente genética e ligada ao cromossomo X, o que a torna mais comum em homens. Ela também pode ser adquirida ao longo da vida por causa de doenças oculares, intoxicação medicamentosa ou outras lesões.
Leia também: Quais são as diferenças do daltonismo em mulheres
O problema não se manifesta de uma única forma. Ele possui diversos tipos, podendo ser classificado de acordo com os cones afetados e a intensidade da deficiência.
Nesse tipo a pessoa até possui os três tipos de cones, mas a sensibilidade de um deles é limitada. Esse fator faz com que as cores pareçam menos intensas e sejam frequentemente confundidas.
O tricromatismo anômalo pode ser dividido da seguinte maneira:
A dicromacia é caracterizada pela ausência ou o não funcionamento de um dos tipos de cones. Pessoas com a disfunção enxergam um espectro de cores limitado. Os subtipos são:
É uma forma mais rara e severa. O indivíduo enxerga apenas em tons de cinza, preto e branco. Isso ocorre porque nenhum dos três tipos de cones funciona, e as imagens são produzidas apenas pelos bastonetes.
Os bastonetes são responsáveis por fazer com que os indivíduos enxerguem no escuro. Além da ausência de percepção de cores, a pessoa ainda tem uma baixa capacidade de enxergar detalhes finos e formas com clareza (baixa acuidade visual). A extrema sensibilidade à luz também pode estar presente.
Os sintomas de daltonismo variam conforme o tipo e a gravidade da condição. Eles geralmente envolvem a dificuldade em distinguir certas cores ou tonalidades.
O tipo mais comum é aquele que oferece dificuldade na distinção entre o vermelho e o verde. O que pode ser perigoso em situações como a identificação de semáforos ou luzes de freio.
Em ambientes com pouca luz, a diferença entre as cores azul e roxo ou rosa e cinza pode ser comprometida. As cores podem ser visualizadas com menos intensidade. Por isso, indivíduos com tricromatismo anômalo podem ver as cores de forma mais ‘lavada’ ou menos vibrante do que pessoas com visão normal.
A identificação dos sintomas de daltonismo na infância é fundamental para a adaptação da criança e dos seus cuidadores. Como a aprendizagem das cores se consolida entre dois e três anos de idade, é nessa fase que os pais podem começar a notar os primeiros sinais.
A condição é hereditária, então é preciso estar atento ao histórico familiar. Os pais e educadores precisam estar atentos se a criança possui dificuldade em nomear ou identificar as cores corretamente.
Ou se ela pinta desenhos de cores incomuns de maneira repetida. Como pintar as folhas de árvores de vermelho ou o céu de verde. Um outro possível sintoma de daltonismo em crianças é quando ela descreve as cores como ‘apagadas’ ou ‘sem graça’.
Pode haver a dificuldade em identificar objetos coloridos em ambientes com pouca luz. Confundir os nomes das cores não é um diagnóstico definitivo, mas um alerta para buscar a avaliação de um oftalmologista.
Quanto antes a condição for identificada, mais fácil será a adaptação da criança e o desenvolvimento de estratégias para lidar com as limitações visuais.
O diagnóstico é realizado por um oftalmologista por meio de testes específicos que avaliam a percepção das cores.
Um dos testes de daltonismo mais conhecidos é o teste de Ishihara (placas pseudocromáticas). Ele é utilizado para diagnosticar deficiências vermelho-verde-azul-amarelo.
A avaliação consiste em uma série de placas circulares com pontos coloridos que formam números ou figuras. Pessoas com visão normal conseguem identificar as formas, já os daltônicos veem padrões diferentes ou não conseguem identificar.
O médico pode se utilizar também de um anomaloscópio de Nagel. Ao paciente é solicitado para misturar luzes vermelha e verde para igualar um tom de amarelo. A forma como ele ajusta as cores permite ao oftalmologista identificar o tipo e a gravidade da deficiência.
O teste de Farnsworth é uma opção para o diagnóstico do daltonismo. Ele avalia a capacidade do paciente de organizar ladrilhos de diferentes cores em uma sequência lógica. Sendo bastante eficiente para diagnosticar deficiências vermelho-verde e azul-amarelo. É utilizado para revelar padrões típicos de confusão de cores.
O diagnóstico em crianças pode ser feito nos primeiros anos de vida, geralmente a partir dos cinco anos. Nessa fase a criança já consegue colaborar com os testes.
Não existe um tratamento para curar o daltonismo, mas existem algumas abordagens que podem auxiliar na convivência com a condição.
É possível fazer uso de óculos e lentes de contato com filtros. Elas podem fazer a função dos cones, realçando certas tonalidades, aumentando o contraste e auxiliando a discernir as cores. Os artifícios ajudam a melhorar a percepção das cores em algumas situações.
A tecnologia também pode ser uma aliada. Existem alguns aplicativos que ajudam a identificar e separar as cores. Eles são uma ferramenta auxiliar no dia a dia.
O indivíduo também pode criar estratégias de adaptação. Ele pode aprender a identificar as cores por sua luminosidade, posição ou contexto. O daltonismo não é uma condição progressiva e não causa limitação significativa na capacidade visual geral.
O oftalmologista deve ser procurado quando as crianças apresentarem dificuldades em identificar ou nomear cores. Assim como se confundirem tonalidades em desenhos ou brincadeiras ou em casos de histórico familiar de daltonismo.
A avaliação também é indispensável se o adulto perceber que está confundindo cores que antes distinguia facilmente. Ou ainda se a percepção das cores parece menos vibrante.
O daltonismo pode ser adquirido em decorrência de doenças oculares, intoxicações medicamentosas e outras condições. Nesses casos um oftalmologista deve ser consultado se houver alteração na percepção das cores. Para investigar as causas e prescrever o tratamento adequado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
AMRIGS – Associação Médica do Rio Grande do Sul. Daltonismo: um distúrbio que exige atenção e cuidado. AMRIGS, s. d. Disponível em: https://www.amrigs.org.br/daltonismo-um-disturbio-que-exige-atencao-e-cuidado/. Acesso em: 13 jan. 2026.
JORNAL USP. O daltonismo não possui impacto significativo na vida profissional de seus portadores. Jornal da USP – Atualidades, s. d. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/o-daltonismo-nao-possui-impacto-significativo-na-vida-profissional-de-seus-portadores/. Acesso em: 13 jan. 2026.
MEDICINA UFMG. Daltonismo. ObservaPED – Departamento de Pediatria da UFMG, s. d. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/observaped/daltonismo/. Acesso em: 13 jan. 2026.
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SAÚDE.SE.GOV.BR. Oftalmologista explica como identificar se uma pessoa tem daltonismo. Governo de Sergipe, s. d. Disponível em: https://saude.se.gov.br/oftalmologista-explica-como-identificar-se-uma-pessoa-tem-daltonismo/. Acesso em: 13 jan. 2026.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – UFSM. Guia Daltonismo: acessibilidade cromática. UFSM – ARCÔ, s. d. Disponível em: https://www.ufsm.br/midias/arco/guia-daltonismo-acessibilidade-cromatica. Acesso em: 13 jan. 2026.
BRASIL ESCOLA. Daltonismo. Brasil Escola – Biologia, s. d. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/daltonismo.htm. Acesso em: 13 jan. 2026.
G1. Entenda os diferentes tipos de daltonismo e como diagnosticar. G1 – Paraná, 14 set. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/medico-de-olhos/medico-de-olhos-sa/noticia/2021/09/14/entenda-os-diferentes-tipos-de-daltonismo-e-como-diagnosticar.ghtml. Acesso em: 13 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES