Resuma este artigo com IA:
A fase mais crítica da dengue pode começar justamente quando a febre desaparece. Saiba identificar os sintomas de gravidade.

A febre finalmente cedeu. Após dias de mal-estar, dor no corpo e cansaço, a temperatura volta ao normal e um sentimento de alívio começa a surgir. No entanto, é exatamente neste momento que a vigilância precisa ser redobrada, pois a aparente melhora pode mascarar o início da fase mais crítica da dengue.
O cuidado começa com informação e acompanhamento médico. Agende sua consulta em um hospital da Rede Américas e saiba mais sobre prevenção da Dengue.
Primeiramente, é importante esclarecer a terminologia. O termo "dengue hemorrágica" foi substituído por uma classificação mais ampla: dengue com sinais de alarme e dengue grave. Essa mudança ocorreu porque nem todos os casos graves da doença apresentam hemorragias visíveis.
A dengue grave é uma complicação da infecção pelo vírus da dengue. Ela ocorre quando há um extravasamento de plasma, que é a parte líquida do sangue, para fora dos vasos sanguíneos.
O vazamento de plasma é um indicador crucial de risco, associado de forma independente à evolução para dengue grave. Esse fenômeno, associado à queda acentuada das plaquetas (células de coagulação), pode levar ao choque (colapso circulatório), sangramento excessivo e falência de órgãos importantes. Em casos mais severos, essas complicações podem ter consequências sérias para a saúde.
Leia também: A vacina da Dengue é segura?
A evolução da dengue geralmente se divide em três fases: febril, crítica e de recuperação. A fase crítica costuma ocorrer entre o 3º e o 7º dia da doença, coincidindo com o desaparecimento da febre. É neste período, conhecido como fase afebril, que os sinais de alarme podem surgir.
Muitas pessoas interpretam o fim da febre como o fim da doença, relaxando os cuidados com hidratação e repouso. Contudo, é nesse intervalo de 24 a 48 horas que o quadro pode evoluir rapidamente para uma forma grave.
Se, após a febre baixar, houver dor abdominal intensa ou vômitos persistentes, é crucial procurar uma emergência, pois são indicadores de que a doença pode se agravar rapidamente, exigindo intervenção médica imediata.
Leia também: Conheça as 4 fases da Dengue
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil e protocolos internacionais, os sinais de que a dengue está se agravando precisam ser reconhecidos rapidamente.
Fique atento se, após a febre baixar, um ou mais dos seguintes sintomas aparecerem:
O diagnóstico da dengue é primariamente clínico, baseado na avaliação dos sinais e sintomas pelo profissional de saúde. Durante a consulta, o médico pode realizar a "prova do laço", um teste simples que ajuda a verificar a fragilidade dos vasos sanguíneos.
Além disso, exames de sangue são fundamentais. O hemograma avalia a contagem de plaquetas e o hematócrito. Uma queda acentuada nas plaquetas e um aumento no hematócrito (que indica a concentração do sangue) são fortes indicativos de extravasamento de plasma, confirmando a gravidade do quadro.
Leia também: Pode tomar ibuprofeno quando se tem dengue?
A orientação é única e direta: procurar atendimento médico de emergência imediatamente. Não espere os sintomas piorarem e não tente manejar a situação em casa. A dengue grave é uma emergência médica que evolui rapidamente.
A hidratação e o monitoramento em ambiente hospitalar são cruciais para reverter o quadro e evitar complicações fatais. A detecção precoce e o manejo clínico adequado são os fatores que mais contribuem para a sobrevivência do paciente.
Não há um medicamento específico que cure a dengue. O tratamento para as formas graves é de suporte e focado em combater as consequências da doença no organismo. Em ambiente hospitalar, o pilar do tratamento é a hidratação venosa para repor o líquido perdido e manter a pressão arterial estável.
É fundamental também evitar o uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não esteroides, pois eles podem aumentar o risco de sangramentos. Apenas medicamentos prescritos por um profissional de saúde devem ser utilizados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
HTUN, T. P.; XIONG, Z.; PANG, J. Clinical signs and symptoms associated with WHO severe dengue classification: a systematic review and meta-analysis. Emerging Microbes & Infections, 2021. Disponível: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/22221751.2021.1935327. Acesso em: 19 jan. 2026.
KARYANTI, M. R. et al. The Value of Warning Signs From the WHO 2009 Dengue Classification in Detecting Severe Dengue in Children. The Pediatric Infectious Disease Journal, 19 abr. 2024. Disponível: https://journals.lww.com/pidj/fulltext/2024/07000/the_value_of_warning_signs_from_the_who_2009.5.aspx. Acesso em: 19 jan. 2026.
MADEWELL, Z. J. et al. Machine learning for predicting severe dengue in Puerto Rico. Infectious Diseases of Poverty, [S.l.], Fev. 2025. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1186/s40249-025-01273-0. Acesso em: 19 jan. 2026.
SHARP, T. M. et al. Knowledge gaps in the epidemiology of severe dengue impede vaccine evaluation. The Lancet. Infectious diseases, Jul. 2021. Disponível: https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30871-9/abstract. Acesso em: 19 jan. 2026.
YANG, J. et al. Demographic characteristics, clinical symptoms, biochemical markers and probability of occurrence of severe dengue: A multicenter hospital-based study in Bangladesh. PLOS Neglected Tropical Diseases, mar. 2023. Disponível: https://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0011161. Acesso em: 19 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES