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Quem faz hemodiálise? Entenda como funciona o tratamento e sua duração

Hemodiálise substitui parte da função dos rins e filtra o sangue, eliminando toxinas

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Você sabe quem faz hemodiálise e por que esse tratamento é tão importante? 

A hemodiálise é um procedimento essencial para pessoas com doença renal crônica ou insuficiência dos rins, que precisam de uma forma segura e eficaz de filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do corpo. 

Por meio de uma máquina específica, o sangue é limpo artificialmente, substituindo a função dos rins e ajudando a manter o equilíbrio de sais minerais, líquidos e toxinas.

Esse tratamento é indicado principalmente para pacientes em estágio avançado da doença renal, mas também pode ser utilizado em situações emergenciais , como casos de intoxicação por metanol, por exemplo. 

Embora o processo possa parecer complexo, ele é fundamental para preservar a vida e a qualidade de vida de quem faz a hemodiálise.

O que é e para que serve a hemodiálise?

A hemodiálise é um procedimento que filtra e limpa o sangue, fazendo o trabalho que os rins doentes não conseguem mais fazer. Em outras palavras, é uma terapia de substituição renal. 

O tratamento remove do corpo resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal, líquidos e outras substâncias tóxicas, como ureia e creatinina. Além disso, ajuda a controlar a pressão arterial e a manter o equilíbrio de substâncias importantes no organismo, como sódio e potássio.

Por que se faz hemodiálise?

A principal razão para se fazer o procedimento é a insuficiência renal, que pode ser aguda ou crônica. Quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, as toxinas se acumulam no corpo, causando uma série de problemas de saúde. 

A decisão de iniciar a hemodiálise é tomada pelo médico nefrologista em conjunto com o paciente, quando o tratamento com medicamentos já não é suficiente para controlar a progressão da doença. 

Geralmente, é indicada para pacientes com doença renal crônica em estágio 5, o mais avançado da doença.

Com os casos de intoxicação por metanol no Brasil, o tratamento pode ser um grande aliado em alguns casos. Ele filtra o sangue, ajudando a eliminar a substância do organismo rapidamente, reduzindo os danos que podem ser causados em alguns órgãos e o risco de morte.

Como é feita?

O processo de hemodiálise envolve a circulação do sangue do paciente através de um circuito extracorpóreo, onde ele é filtrado por uma máquina. 

Para que o sangue possa ser retirado e devolvido ao corpo de forma eficiente, é necessário um acesso vascular adequado. Existem duas opções principais: Fístula Arteriovenosa (FAV) e Cateter Venoso Central.

FAV é criada cirurgicamente, sendo considerada o acesso ideal e mais duradouro. Geralmente localizado no braço ou na perna, conecta uma artéria a uma veia. 

Essa ligação faz com que a veia se torne mais calibrosa e resistente, facilitando as punções com agulhas durante as sessões de hemodiálise. 

Já o Cateter Venoso Central é um tubo flexível inserido em uma veia de grande calibre (no pescoço, tórax ou virilha) sob anestesia local. Ele é uma solução temporária, utilizada quando o paciente precisa iniciar a diálise rapidamente. 

Embora seja prático, o cateter apresenta riscos maiores de obstrução e infecção, o que pode exigir sua substituição.

Uma vez estabelecido o acesso vascular, o sangue do paciente é retirado e impulsionado por uma bomba até o dialisador, que é o coração da máquina de hemodiálise. O dialisador contém uma membrana semipermeável que separa o sangue de uma solução especial, o dialisato.

Através dessa membrana, as toxinas e o excesso de líquidos presentes no sangue são transferidos para o dialisato, enquanto substâncias úteis são retidas no sangue. 

Esse processo de troca é contínuo e dinâmico, e a adição de heparina (um anticoagulante) impede que o sangue coagule dentro do sistema. 

Após a filtragem, o sangue purificado é devolvido ao corpo do paciente através do mesmo acesso vascular.

Quanto tempo dura uma sessão de hemodiálise?

A duração e a frequência das sessões de hemodiálise podem variar de acordo com a necessidade de cada paciente. 

Em geral, as sessões duram cerca de 4 horas e são realizadas três vezes por semana, em clínicas especializadas ou hospitais. 

No entanto, o médico nefrologista pode ajustar a frequência e a duração do tratamento conforme a evolução do quadro clínico do paciente.

Quem faz hemodiálise pode comer o que?

A alimentação é uma parte fundamental do tratamento para quem faz hemodiálise. Uma dieta adequada ajuda a controlar os níveis de toxinas no sangue, a prevenir a desnutrição e a garantir mais qualidade de vida. 

É importante ressaltar que ela não substitui completamente as funções dos rins, por isso, a alimentação deve ser adaptada para cada paciente, com o acompanhamento de um nutricionista.

Alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação:

  • Alimentos ricos em fósforo: queijos, miúdos (fígado, coração), embutidos (salsicha, presunto), oleaginosas (castanhas, amendoim), chocolate, refrigerantes à base de cola e cerveja.
  • Alimentos ricos em potássio: frutas como carambola (que é proibida), banana, abacate e laranja; e vegetais como batata, tomate e feijão. O cozimento de legumes e verduras em água ajuda a reduzir a quantidade de potássio.
  • Sódio: o consumo de sal deve ser reduzido para controlar a pressão arterial e a sede.
  • Líquidos: a ingestão de líquidos deve ser controlada para evitar o acúmulo de água no corpo entre as sessões.

É fundamental que o paciente tenha um acompanhamento nutricional individualizado para que a sua dieta seja equilibrada e saborosa, garantindo todos os nutrientes necessários para a sua saúde.

Com acompanhamento médico e nutricional adequados, quem faz hemodiálise pode ter uma boa qualidade de vida, controlando sintomas, evitando complicações e participando ativamente do próprio tratamento. 

Além disso, seguir corretamente as orientações sobre alimentação, uso de medicamentos e rotina de diálise é fundamental para garantir melhores resultados.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Referências

BARBOSA, Ilsilane Pereira et al. Cartilha de orientação nutricional para pacientes em hemodiálise. Volta Redonda: UniFOA, 2024. 22 p. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/748938/2/Cartilha%20orienta%C3%A7oes%20nutricionais%20na%20hemodi%C3%A1lise.pdf. Acesso em: 08 out. 2025.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Paciente que faz hemodiálise não deve trocar o jantar por um lanche. Disponível em: https://www.ufmg.br/online/arquivos/026471.shtml. Acesso em: 08 out. 2025.

MEDWAY. Quando devemos indicar hemodiálise? Confira! Disponível em: https://www.medway.com.br/conteudos/quando-devemos-indicar-hemodialise-confira/. Acesso em: 08 out. 2025.

SBN – SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA. Orientações nutricionais (diálise). Disponível em: https://sbn.org.br/publico/tratamentos/orientacoes-nutricionais/. Acesso em: 08 out. 2025.

SBN – SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA. Hemodiálise. Disponível em: https://sbn.org.br/publico/tratamentos/hemodialise/. Acesso em: 08 out. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde / BVSMS. Hemodiálise. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/hemodialise/. Acesso em: 08 out. 2025.

SMN – SOCIEDADE MÉDICA NACIONAL. Hemodiálise: características e vantagens. Disponível em: https://smn.org.br/hemodialise-caracteristicas-vantagens/. Acesso em: 08 out. 2025.

G1 PI / Globo. Intoxicação por metanol: Teresina registra primeiro caso suspeito. 07 out. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2025/10/07/intoxicacao-por-metanol-teresina-registra-primeiro-caso-suspeito.ghtml. Acesso em: 08 out. 2025.

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