O sarampo é uma doença viral muito contagiosa que pode causar febre e manchas na pele; a vacina é a principal forma de prevenção e ajuda a evitar complicações, como pneumonia
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A vacina contra o sarampo é a principal forma de prevenir a doença, fazendo parte da tríplice viral. O Brasil eliminou a circulação endêmica do vírus em 2016, mas voltou a ter casos nos anos seguintes, o que levou à perda do status de país livre do sarampo em 2019.
Em 2024, o Brasil recuperou essa certificação depois de colocar em prática ações de vigilância e vacinação. Mesmo assim, o Ministério da Saúde mantém o alerta para evitar novos surtos, já que o vírus continua circulando em outras regiões do mundo.
A vacinação é importante porque o sarampo é uma das doenças infecciosas mais transmissíveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é preciso manter uma cobertura de pelo menos 95% com duas doses da vacina para parar a circulação do vírus.
Infectologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com sarampo. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus, transmitido de uma pessoa para outra por partículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. A contaminação ocorre quando essas partículas entram em contato com o nariz, a boca ou os olhos.
Em geral, o microrganismo causador do quadro pode se espalhar com facilidade em ambientes fechados e com muitas pessoas, e um paciente infectado consegue transmitir a doença antes mesmo de perceber que está doente.
Nesse caso, a pessoa infectada pode transmitir o vírus cerca de quatro dias antes e até quatro dias depois do aparecimento das manchas na pele. O contato com objetos ou superfícies contaminadas por secreções respiratórias também pode transmitir.
Os sintomas do sarampo costumam aparecer depois de alguns dias da infecção pelo vírus. A intensidade pode variar entre as pessoas, mas alguns sinais são comuns e ajudam a identificar a suspeita da doença, incluindo:
As manchas do sarampo costumam aparecer alguns dias após o início da febre e podem se espalhar pelo corpo. Em pacientes com esses sintomas, a avaliação médica é importante para confirmar o diagnóstico, já que outras doenças podem apresentar sinais parecidos.
Leia também: Como saber se é sarampo ou alergia: como diferenciar as manchas?
A vacina contra o sarampo usa uma versão enfraquecida do vírus para estimular as defesas do organismo, sem causar a doença em pessoas saudáveis. Esse contato ensina o sistema imunológico a reconhecer o microrganismo e se preparar para combatê-lo.
Depois da vacinação, o corpo produz anticorpos e outras células de defesa específicas contra a doença. Dessa forma, quando há contato com o vírus, o organismo consegue responder mais rápido.
Além de reduzir o risco de infecção, o imunizante ajuda a evitar formas mais graves do sarampo e complicações como pneumonia, infecções no ouvido e inflamação do cérebro, que podem causar problemas mais sérios, principalmente em grupos de maior risco.
O imunizante contra o sarampo é indicado para pessoas que ainda não têm a proteção recomendada contra a doença, sendo que a necessidade de receber as doses depende da idade e do histórico de vacinação de cada pessoa.
No Brasil, o Ministério da Saúde define as recomendações conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Por isso, crianças, adolescentes e adultos podem ter orientações diferentes sobre a vacinação.
A vacinação contra a doença começa na infância porque os bebês e as crianças podem ter maior risco de complicações causadas pelo sarampo. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que esse público receba a proteção indicada pelo PNI.
A recomendação da vacina considera a idade da criança e o histórico de doses já recebidas. Quando alguma aplicação não foi feita no período certo, é possível atualizar a vacinação conforme a orientação dos profissionais de saúde.
Adolescentes e adultos com até 59 anos também precisam verificar se estão protegidos contra o sarampo. A indicação do imunizante depende da idade, do histórico de vacinação e do registro das doses recebidas ao longo da vida.
Assim, a vacinação é recomendada principalmente para quem não recebeu as doses que precisava ou não tem comprovação da imunização. Nesses casos, o paciente pode procurar um serviço de saúde para avaliar a necessidade de atualização.
Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacina contra geralmente não faz parte da rotina, mas pode ser indicada em situações específicas, como quando existe exposição ao vírus ou dúvidas sobre o histórico de vacinação do idoso.
Conforme a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), idosos nessas situações devem consultar um profissional de saúde para avaliar a necessidade de imunização, já que a orientação ajuda a definir a conduta certa para cada caso.
A vacina contra o sarampo é segura para a maioria das pessoas, mas existem situações em que ela não deve ser aplicada. Nesses casos, é importante buscar orientação, já que esses grupos precisam de uma avaliação individual, incluindo:
Em algumas situações, a vacina pode ser só adiada até que a pessoa esteja em boas condições de saúde para recebê-la. Sendo assim, a avaliação de um médico, como o infectologista, ajuda a definir o melhor momento para a aplicação do imunizante.
Leia também: Vacina para idosos acima de 60 anos: veja as mais importantes
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, o esquema de vacinação contra o sarampo muda conforme a idade, o histórico de doses recebidas e algumas situações específicas, como a exposição ao vírus:
O cumprimento do esquema recomendado pelos órgãos de saúde aumenta a proteção contra o sarampo e ajuda o organismo a se defender melhor contra o vírus. Em caso de dúvidas, a indicação é procurar atendimento especializado.
Leia também: Principais vacinas para idosos com comorbidades: o que muda?
A vacina contra o sarampo é segura e passa por análises antes de ser liberada para aplicação. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia informações sobre a qualidade, a segurança e a eficácia dos imunizantes antes de aprovar o registro.
As reações depois da aplicação, quando acontecem, costumam ser leves e passageiras, como dor no local da injeção, febre baixa e mal-estar. Casos mais graves são raros e sempre devem ser avaliados por profissionais de saúde.
Além de proteger contra o sarampo, a vacina ajuda a evitar complicações da doença e diminuir a circulação do vírus. Depois da aprovação, o imunizante continua sendo acompanhado por órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde e a OMS.
Leia também: Vacinas durante a gestação: veja as principais
A falta da carteira de vacinação não significa que a pessoa precisa tomar todas as doses do imunizante de novo. Nessas situações, um profissional de saúde é responsável por avaliar o histórico disponível e orientar o que deve ser feito em cada caso.
Além da carteira física, alguns registros de vacinação podem estar disponíveis em sistemas eletrônicos de saúde, conforme as informações cadastradas pela instituição onde as doses foram aplicadas.
A confirmação de novos casos de sarampo no Brasil nos últimos meses reforça a importância de manter a vacinação em dia. Como o vírus é transmitido com facilidade, falhas na cobertura vacinal podem favorecer novos surtos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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