O sarampo é uma doença viral muito contagiosa que pode causar febre e manchas na pele; a vacina é a principal forma de prevenção e ajuda a evitar complicações, como pneumonia
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Recentemente, São Paulo e Rio de Janeiro voltaram a registrar casos de sarampo. Em outros países, a doença também foi registrada. Com o aumento de viagens entre países como Estados Unidos, Canadá e México, o vírus passou a circular com mais frequência, levantando a preocupação na comunidade médica.
Segundo os dados do Ministério da Saúde, em 2026 já foram registrados 2 casos, sendo um deles associado a viagens internacionais e o segundo sem registro de vacinação. Desde 2024, o Brasil foi recertificado pela eliminação da circulação do sarampo e mantém o status de país livre da doença até os dias atuais.
Grande parte desse controle da doença se deve pela vacina contra o sarampo, que é a principal forma de prevenir a doença, fazendo parte da tríplice viral. É importante frisar que embora os casos tenham sido registrados, eles não devem servir como alarme e não significam que a doença é um problema de saúde pública geral. A ressalva é sempre manter as vacinas em dia e também realizar os check-ups anuais, caso a pessoa não tenha nenhum tipo de doença ou quadro que inspire maiores cuidados e uma periodicidade menor de acompanhamento médico.
São os infectologistas que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com sarampo. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus, transmitido de uma pessoa para outra por partículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. A contaminação ocorre quando essas partículas entram em contato com o nariz, a boca ou os olhos.
Em geral, o microrganismo causador do quadro pode se espalhar com facilidade em ambientes fechados e com muitas pessoas, e um paciente infectado consegue transmitir a doença antes mesmo de perceber que está doente.
Nesse caso, a pessoa infectada pode transmitir o vírus cerca de quatro dias antes e até quatro dias depois do aparecimento das manchas na pele. O contato com objetos ou superfícies contaminadas por secreções respiratórias também pode transmitir.
Os sintomas do sarampo costumam aparecer depois de alguns dias da infecção pelo vírus. A intensidade pode variar entre as pessoas, mas alguns sinais são comuns e ajudam a identificar a suspeita da doença, incluindo:
As manchas do sarampo costumam aparecer alguns dias após o início da febre e podem se espalhar pelo corpo. Em pacientes com esses sintomas, a avaliação médica é importante para confirmar o diagnóstico, já que outras doenças podem apresentar sinais parecidos.
Leia também: Como saber se é sarampo ou alergia: como diferenciar as manchas?
Quando não tratada a tempo, o sarampo pode deixar sequelas durante a vida do paciente. Em casos mais graves, pode até levar à óbito. Entre as complicações registradas, segundo o Ministério da Saúde, estão:
Por ser uma infecção contagiosa, que se transmite por via aérea (seja ao tossir, ao espirrar, ao falar ou ao respirar), é importante que pais e adultos façam sempre o acompanhamento médico regular.
Em adultos, segundo estudos (2019), o sarampo mantém as mesmas características que nos pequenos, com quadros de febre, fadiga e erupções maculopapulares (que são mais dolorosas que em crianças). Em outros casos mais graves, foram observados também que os adultos afetados desenvolveram panencefalite esclerosante subaguda, trombocitopenia e pneumonia. Por isso, o acompanhamento com infectologistas é primordial.
O imunizante contra o sarampo é indicado para pessoas que ainda não têm a proteção recomendada contra a doença, sendo que a necessidade de receber as doses depende da idade e do histórico de vacinação de cada pessoa.
No Brasil, o Ministério da Saúde define as recomendações conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Por isso, crianças, adolescentes e adultos podem ter orientações diferentes sobre a vacinação.
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), esse público deve consultar um profissional de saúde para avaliar a necessidade de imunização, já que a orientação ajuda a definir a conduta certa para cada caso.
Leia também: Vacina para idosos acima de 60 anos: veja as mais importantes
A vacina contra o sarampo é segura para a maioria das pessoas, mas existem situações em que ela não deve ser aplicada. Nesses casos, é importante buscar orientação, já que esses grupos precisam de uma avaliação individual, incluindo:
Em algumas situações, a vacina pode ser só adiada até que a pessoa esteja em boas condições de saúde para recebê-la. Sendo assim, a avaliação de um médico, como o infectologista, ajuda a definir o melhor momento para a aplicação do imunizante.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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