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Entenda as reações mais comuns no corpo após o uso da contracepção de emergência e por que seu uso deve ser apenas pontual.

Aconteceu. Um imprevisto, o método contraceptivo usual falhou e a preocupação com uma gravidez não planejada se instala. A pílula do dia seguinte, ou contracepção de emergência, surge como uma alternativa para essa situação.
É importante notar que, após décadas de uso, a pílula do dia seguinte possui um perfil de segurança bem estabelecido para essas situações emergenciais. No entanto, após seu uso, um novo conjunto de dúvidas pode aparecer, principalmente quando o corpo começa a reagir.
Compreender os efeitos colaterais é fundamental para lidar com eles de forma tranquila e saber identificar sinais que exigem atenção médica. Lembre-se que a informação é uma aliada da sua saúde.
Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que contém uma alta dose de hormônios, geralmente o levonorgestrel. Sua principal função é impedir ou retardar a ovulação, evitando que o óvulo seja liberado do ovário para uma possível fecundação pelo espermatozoide.
Além disso, ela pode dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo ao alterar o muco cervical. É importante entender que a pílula não é abortiva; ela atua antes que uma gravidez se estabeleça. Mesmo após a ovulação ter ocorrido, a pílula altera os hormônios, o que pode justificar alguns dos sintomas.
Sua eficácia é maior quanto antes for tomada, idealmente nas primeiras 24 a 72 horas após a relação sexual desprotegida.
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A principal característica da pílula do dia seguinte é seu caráter emergencial. As doses hormonais são significativamente mais altas do que as de um anticoncepcional de uso contínuo.
É importante destacar que ela não deve substituir os métodos contraceptivos de rotina, pois sua eficácia contra a gravidez é inferior. Por isso, seu uso frequente não é recomendado, pois pode desregular completamente o ciclo menstrual e causar sangramentos anômalos.
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A carga hormonal elevada é a responsável pela maioria dos sintomas que podem surgir após o uso da pílula. As reações variam muito de mulher para mulher, e algumas podem não sentir absolutamente nada. No entanto, existem efeitos colaterais mais relatados.
Náuseas e vômitos estão entre os efeitos mais frequentes, sendo resultado direto da alteração hormonal causada pela pílula. Dores abdominais, semelhantes a cólicas menstruais, e episódios de diarreia também podem ocorrer.
A dor de cabeça (cefaleia) é uma queixa comum. Muitas mulheres também relatam uma sensação de cansaço excessivo ou fadiga, além de tonturas.
Pode haver um aumento da sensibilidade ou dor nos seios (mastalgia). Essa sensação é temporária e costuma desaparecer em poucos dias, assim que os níveis hormonais se estabilizam.
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A consequência mais notável do uso da pílula de emergência é a alteração no ciclo menstrual. Como o medicamento interfere diretamente no eixo hormonal que regula a menstruação, é esperado que ocorram mudanças no ciclo seguinte ao seu uso. Essa interferência pode desregular o ciclo e, em muitos casos, causar sangramentos anômalos.
A menstruação pode vir alguns dias antes do esperado ou, mais comumente, atrasar. Um atraso de até 7 dias é considerado dentro da normalidade. Se a menstruação não ocorrer após este período, é recomendável realizar um teste de gravidez e procurar orientação médica.
É bastante comum ter sangramentos irregulares após a pílula de emergência. Este sangramento pode ser de pequeno volume e coloração diferente da menstruação (geralmente mais escuro, como uma "borra de café"), aparecendo dias após o uso da pílula. É importante saber que este sangramento não é a menstruação e não confirma a eficácia do método.
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Na maioria dos casos, os efeitos colaterais são leves e não exigem tratamento. Medidas simples podem ajudar a aliviar o desconforto, como repouso, boa hidratação e alimentação leve para evitar náuseas. Analgésicos comuns podem ser usados para dor de cabeça ou cólicas, sempre com orientação de um profissional de saúde.
Este é um ponto de atenção. Se ocorrer um episódio de vômito ou diarreia intensa em um período de 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção do hormônio pode ter sido prejudicada. Nestes casos, é fundamental entrar em contato com um ginecologista ou farmacêutico para receber orientação sobre a necessidade de tomar uma nova dose.
Os efeitos colaterais agudos, como náuseas, dor de cabeça e cansaço, são de curta duração. Geralmente, eles se manifestam nas primeiras 24 horas após o uso da pílula e tendem a desaparecer completamente em até 48 horas. Já as alterações no ciclo menstrual podem se estender até a próxima menstruação, que marca o início de um novo ciclo regulado.
O uso repetido da contracepção de emergência sobrecarrega o organismo com altas doses hormonais. Essa prática leva a uma desregulação crônica do ciclo menstrual, tornando impossível prever o período fértil e a data da menstruação.
Embora existam mitos sobre infertilidade associados ao uso da pílula, é importante entender que o risco real de complicações à saúde geralmente surge ao trocar a pílula de emergência por métodos caseiros sem comprovação. A desorganização hormonal pode mascarar problemas de saúde e diminuir a eficácia do método, aumentando o risco de uma gravidez não planejada.
Embora raro, o uso indiscriminado pode aumentar riscos em mulheres com predisposição a problemas vasculares. O ideal é conversar com um ginecologista para escolher um método contraceptivo seguro e eficaz para uso contínuo.
Embora a maioria dos efeitos seja leve, alguns sinais de alerta indicam a necessidade de avaliação médica.
Procure um serviço de saúde se apresentar:
A única forma de confirmar que a pílula do dia seguinte funcionou é a chegada da menstruação. Como o ciclo pode ficar desregulado, o ideal é aguardar a data prevista para o sangramento. Se houver um atraso superior a uma semana, o mais indicado é realizar um teste de gravidez (de farmácia ou laboratorial) para tirar a dúvida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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