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Por que o nervo ciático demora para desinflamar? Entenda o quadro

A inflamação no ciático costuma ser persistente e pode causar incômodos e até limitar movimentos; o tamanho do nervo explica por que a dor demora a passar

Resumo
  • O nervo ciático é o maior do corpo humano e um aperto na base da coluna pode causar uma dor que desce pela a perna e pelos pés;
  • Diferente de um músculo, o nervo é muito sensível e leva semanas para desinchar porque o espaço onde ele passa é bem apertado;
  • A dor demora para passar porque o "aperto" corta o sangue e os nutrientes que o nervo precisa para se recuperar sozinho;
  • A recuperação exige cuidado com os movimentos, já que qualquer esforço errado pode renovar a inflamação e travar a melhora;
  • O neurocirurgião é o médico que avalia o problema logo no início para descobrir onde o nervo está sendo pressionado e indicar o tratamento certo.
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O nervo ciático demora para desinflamar porque é o maior e mais longo nervo do corpo humano. Ele nasce na base da coluna e segue até a ponta dos pés. Qualquer pressão na origem desse trajeto pode causar uma irritação que irradia por toda a perna.

Geralmente, o problema acontece quando um disco da coluna ou um músculo "aperta" o nervo contra o osso. Esse aperto interrompe a circulação de sangue e nutrientes que o nervo precisa para se recuperar. E, diferente de um músculo, o tecido nervoso é muito sensível e leva semanas para desinchar.

A recuperação é lenta porque o corpo precisa de tempo para absorver o inchaço em um local muito apertado. Sem o repouso certo e a retirada da pressão, o ciclo de inflamação se renova a cada movimento errado. Por isso, a dor não desaparece de um dia para o outro.

Os neurocirurgiões são os médicos que podem atender de maneira primária esse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais em todo o Brasil.

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O que é a inflamação do nervo ciático?

A inflamação do ciático é uma irritação que atinge a base da coluna lombar. Esse nervo, que é o maior do corpo humano, funciona como uma linha de comunicação que leva o movimento e a sensibilidade para as pernas e para os pés. Por isso, qualquer alteração nesse trajeto atrapalha os sinais enviados pelo cérebro.

Diferente de um corte na pele, o problema acontece dentro de canais muito estreitos entre ossos e músculos. Como não existe espaço para o nervo desinchar naturalmente, a dor acaba sendo persistente. O corpo reage a esse aperto criando uma sensibilidade na região.

O organismo limita os movimentos como um jeito de proteger o nervo de danos mais graves. Esse mecanismo de defesa serve para evitar que a lesão se torne permanente ao longo do tempo. A melhora depende da capacidade do corpo de absorver essa inflamação aos poucos.

Leia também: Dor nas costas: o que pode ser e como tratar

Quais são os sintomas comuns do quadro?

Os sinais da inflamação variam de acordo com o nível da pressão no nervo. O desconforto costuma começar no glúteo e pode chegar até os dedos dos pés. É comum que as pontadas fiquem mais fortes ao tossir, espirrar ou passar muito tempo sentado.

Cada pessoa sente o problema de um jeito diferente. Em alguns casos, a dor não para e profunda, enquanto em outros ela aparece apenas em certos movimentos. De qualquer forma, o corpo pode indicar que o nervo está sofrendo.

Entre os principais sintomas da inflamação do nervo ciático, estão:

  • Sensação de queimação ou pontadas;
  • Perda de sensibilidade em áreas do pé ou da panturrilha;
  • Dor que desce da região lombar para o glúteo e as pernas;
  • Sensação súbita de choque elétrico que percorre as pernas;
  • Dificuldade para caminhar ou fazer movimentos com os pés;
  • Formigamento ou percepção de agulhadas ao longo da perna.

Ficar atento em como a dor se comporta ajuda a entender o tamanho do problema. Ignorar esses avisos do corpo só faz a inflamação aumentar e a recuperação demorar ainda mais. Por isso, perceber o que piora ou alivia o incômodo é o primeiro passo para o tratamento funcionar.

Leia também: Dor nas costas: causas comuns e como aliviar o incômodo

Quais são as causas da inflamação do nervo ciático?

A causa mais comum da inflamação no nervo ciático é a hérnia de disco na região lombar, que acontece quando o amortecedor que fica entre os ossos da coluna sai do lugar e acaba apertando a raiz do nervo. Esse contato é o que costuma gerar irritação e impede o funcionamento normal da perna.

Outro motivo é o desgaste natural dos ossos da coluna com o passar dos anos. Esse processo pode criar pequenas pontas ou calos ósseos que diminuem o espaço por onde os nervos passam. Como o local fica mais apertado, qualquer movimento pode causar uma pressão dolorosa na região.

Também existem pessoas que sofrem com a inflamação por causa de problemas em um músculo do glúteo, chamado piriforme. Se esse músculo fica muito tenso ou encurtado, ele acaba pressionando o nervo que passa logo abaixo dele. 

Por fim, a má postura e o esforço repetitivo no trabalho também sobrecarregam essa área.

Leia também: Hérnia de disco lombar: causas, sintomas e tratamento

Como aliviar a inflamação?

Para aliviar a inflamação do ciático, é importante tirar o peso de cima do nervo e deixar o corpo trabalhar na recuperação. Algumas medidas podem ajudar a diminuir o incômodo e acelerar o processo de recuperação natural do organismo.

Compressas mornas

Depois que os primeiros três dias de dor aguda passam, o calor pode ajudar a relaxar os músculos. A temperatura morna aumenta o fluxo de sangue, o que traz os nutrientes necessários para o nervo começar a se recuperar.

Nessa fase, é possível usar a bolsa de água quente por 20 minutos na região lombar ou no glúteo. O relaxamento muscular retira a pressão sobre a raiz nervosa e devolve um pouco mais de conforto aos movimentos.

Repouso relativo

Ao contrário do que muita gente pensa, ficar parado o dia todo na cama pode piorar o quadro. O certo é fazer repouso relativo, que significa evitar esforços pesados, mas manter caminhadas curtas e leves.

Ficar em movimento suave ajuda a manter as articulações funcionando e evita que o corpo fique rígido demais. O equilíbrio entre o descanso e a atividade leve é importante para que o inchaço do ciático diminua aos poucos.

Posição de dormir

Mudar o jeito de deitar para dormir tira a sobrecarga que a coluna sofre durante o sono. Nesse caso, dormir de lado com um travesseiro entre os joelhos ajuda a manter o nervo alinhado e relaxado a noite toda.

E, se você prefere dormir de costas, pode colocar o travesseiro embaixo dos joelhos para manter a lombar encostada no colchão. Essa mudança de postura evita que o nervo seja esmagado enquanto você descansa.

É importante ressaltar que, por mais que esses cuidados ajudem, eles não substituem a avaliação de um ortopedista ou um neurocirurgião. Só um especialista consegue descobrir o que está apertando o nervo e indicar o tratamento certo para evitar que a dor volte a aparecer.

Por que o nervo ciático demora para desinflamar?

O tecido nervoso é muito mais sensível e lento para se recuperar do que um músculo comum. Como o nervo ciático é o maior do corpo, qualquer irritação na base da coluna afeta uma extensão grande. O organismo precisa de semanas para limpar a inflamação de toda essa estrutura e restaurar os sinais entre o cérebro e as pernas e os pés.

Além dessa razão, o local onde o nervo nasce é cercado por ossos e ligamentos que não têm espaço para esticar. Quando acontece um inchaço ali, o nervo fica espremido, o que mantém a dor por muito mais tempo. Como a coluna é usada em qualquer movimento, é difícil dar ao corpo o descanso total necessário para desinflamar rápido.

Leia também: O que é dor crônica: veja quando procurar ajuda médica

O que fazer se o nervo ciático não desinflamar?

Se o incômodo ou a dor durarem mais de duas semanas, mesmo com os cuidados e o descanso, é sinal de que a causa da inflamação do ciático precisa de uma avaliação médica. Tentar resolver o problema sozinho por muito tempo pode acabar piorando a lesão e tornando a recuperação do nervo bem mais difícil.

Nessa fase, é importante passar por uma consulta com um ortopedista ou um neurocirurgião para descobrir o que está impedindo a melhora. O médico consegue identificar o ponto de pressão e indicar o tratamento certo, que pode incluir remédios específicos ou fisioterapia para liberar o caminho do nervo.

Bibliografia
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