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O que o álcool faz no cérebro: veja os efeitos nocivos e os riscos

Entenda a ação do álcool no sistema nervoso central, desde a desinibição inicial até os danos estruturais crônicos

Resumo
  • O álcool age como um depressor do sistema nervoso central, alterando a comunicação entre os neurônios
  • Os efeitos imediatos incluem perda de coordenação, fala arrastada e diminuição da capacidade de julgamento
  • O consumo crônico e excessivo pode levar à atrofia cerebral, que é a redução do volume do cérebro
  • Doenças graves como a Síndrome de Wernicke-Korsakoff estão diretamente associadas ao alcoolismo
  • A abstinência pode permitir que o cérebro recupere parte de suas funções, mas alguns danos são irreversíveis
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Uma taça de vinho para relaxar após um dia de trabalho ou um brinde com amigos no fim de semana são cenas comuns na vida de muitas pessoas. 

A sensação de relaxamento e euforia que o álcool proporciona é bem conhecida, mas por trás desses efeitos iniciais, uma complexa reação química está ocorrendo dentro do cérebro. Identificar os riscos a tempo pode evitar sequelas neurológicas. Agende sua consulta em um hospital Rede Américas.

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Como o álcool age no sistema nervoso central?

O álcool, ou etanol, é uma substância psicoativa que atravessa facilmente a barreira hematoencefálica, uma estrutura que protege o cérebro. Uma vez lá, ele atua como um depressor do sistema nervoso central (SNC), o que significa que ele desacelera as funções cerebrais.

Essa ação ocorre principalmente pela alteração no equilíbrio de dois neurotransmissores chave: o GABA (ácido gama-aminobutírico) e o glutamato.

  • Aumento do GABA: o álcool potencializa a ação do GABA, um neurotransmissor com função inibitória. Isso causa a sensação de relaxamento, sonolência e diminuição da ansiedade.
  • Redução do Glutamato: simultaneamente, o álcool bloqueia os receptores de glutamato, um neurotransmissor excitatório. O resultado é uma diminuição geral da atividade cerebral, levando à fala arrastada e à lentidão dos reflexos.

O que o álcool faz no cérebro?

A intensidade dos efeitos imediatos depende da quantidade consumida, da velocidade da ingestão e de fatores individuais como peso e metabolismo. As áreas do cérebro são afetadas progressivamente.

Córtex pré-frontal

Esta é uma das primeiras áreas a serem afetadas. Responsável pelo julgamento, raciocínio e controle de impulsos, sua inibição causa a desinibição social e a tomada de decisões de risco. O consumo exagerado de álcool pode ativar processos químicos que destroem neurônios nesta região, levando a lesões cerebrais permanentes e acelerando a morte celular.

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Cerebelo

Com o aumento da concentração de álcool, o cerebelo, que controla a coordenação motora e o equilíbrio, é atingido. O álcool provoca a morte de neurônios e inflamação nesta parte do cérebro. Isso resulta na diminuição da massa cerebral, comprometendo a coordenação motora, os reflexos e dificultando o andar, além de causar tontura e perda de precisão nos movimentos.

Hipocampo

A área crucial para a formação de novas memórias é altamente sensível ao álcool. A sua supressão pode causar os chamados "apagões" ou lapsos de memória, nos quais a pessoa não se lembra de eventos ocorridos durante o período de intoxicação.

Tronco cerebral

Em casos de intoxicação alcoólica grave, o tronco cerebral pode ser afetado. Essa área controla funções vitais básicas, como respiração e frequência cardíaca, e sua depressão pode levar ao coma e à morte.

Efeitos do álcool no cérebro a longo prazo: o que acontece?

O consumo crônico e excessivo de álcool provoca danos estruturais e funcionais duradouros no cérebro. Diferentemente dos efeitos agudos, essas alterações podem ser permanentes.

Atrofia cerebral: a redução do volume do cérebro

O consumo crônico e excessivo de álcool causa o encolhimento físico do cérebro, conhecido como atrofia cerebral. O alcoolismo crônico está associado de forma consistente a uma redução significativa do volume cerebral. 

Essa atrofia afeta tanto a substância cinzenta, composta por corpos de neurônios, quanto a substância branca, formada pelas vias de comunicação neuronal. A perda de tecido cerebral está diretamente ligada ao declínio de funções cognitivas, como memória, capacidade de planejamento e resolução de problemas. 

O consumo de álcool também prejudica a memória ao ativar inflamações que danificam as células nervosas. E pode causar danos tóxicos ao cérebro, reduzindo a espessura do córtex e diminuindo o metabolismo de energia essencial para o seu funcionamento.

A atrofia resultante do consumo crônico de álcool afeta áreas cerebrais essenciais, prejudicando permanentemente a memória, a coordenação motora e a capacidade de raciocínio.

O risco aumentado para demências

O dano cerebral induzido pelo álcool é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de diversos tipos de demência. O consumo nocivo de álcool contribui para a carga de doenças neuropsiquiátricas, incluindo a demência alcoólica, cujos sintomas podem se assemelhar aos da doença de Alzheimer.

Quais doenças neurológicas o consumo crônico pode causar?

Além do declínio cognitivo geral, o alcoolismo é a causa direta de síndromes neurológicas específicas e graves.

A síndrome de Wernicke-Korsakoff

Esta é uma das consequências neurológicas mais severas do alcoolismo. Trata-se de duas condições relacionadas, causadas por uma deficiência grave de tiamina (vitamina B1), comum em pessoas com dependência de álcool devido à má nutrição e à má absorção do nutriente.

  • Encefalopatia de Wernicke: é a fase aguda, caracterizada por confusão mental, problemas de coordenação motora (ataxia) e alterações nos movimentos oculares. É uma emergência médica que exige tratamento imediato.
  • Psicose de Korsakoff: é a fase crônica e muitas vezes irreversível que se segue. Causa amnésia profunda, com incapacidade de formar novas memórias e tendência a criar histórias para preencher as lacunas (confabulação).

Neuropatia periférica alcoólica

O álcool também danifica os nervos periféricos, que conectam a medula espinhal aos músculos e órgãos sensoriais. Isso pode causar dor, formigamento, fraqueza e sensações de queimação, principalmente nas mãos e nos pés.

O cérebro pode se recuperar dos danos causados pelo álcool?

O cérebro possui uma notável capacidade de recuperação, conhecida como neuroplasticidade. Com a abstinência total, parte dos danos estruturais pode ser revertida. A espessura cortical pode aumentar e o volume cerebral pode se recuperar parcialmente após meses ou anos sem beber.

No entanto, a recuperação funcional varia de pessoa para pessoa e depende da gravidade e duração do consumo. Danos severos, como os observados na Síndrome de Korsakoff, geralmente são permanentes. O processo de interrupção do consumo deve ser sempre acompanhado por uma equipe de saúde qualificada.

Quando devo procurar ajuda profissional?

Reconhecer a necessidade de ajuda é um passo fundamental. Procure um médico ou especialista se você ou alguém próximo apresentar os seguintes sinais:

  • Dificuldade em controlar ou parar de beber
  • Necessidade de consumir quantidades cada vez maiores de álcool para obter o mesmo efeito
  • Dedicar grande parte do tempo a atividades relacionadas ao consumo de álcool
  • Continuar a beber apesar dos problemas de saúde, sociais ou profissionais
  • Apresentar sintomas de abstinência (tremores, ansiedade, suor) ao tentar parar

O acompanhamento profissional é essencial para garantir uma abordagem segura e eficaz para o tratamento da dependência e para mitigar os danos ao cérebro e a outros órgãos.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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