Revisado em: 26/03/2026
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Sono REM tem alta atividade cerebral e paralisia muscular; é essencial para memória, emoções e aprendizado

Dormir bem vai muito além de apenas "fechar os olhos" por algumas horas. O sono é um processo fisiológico vital, atuando como um verdadeiro sistema de manutenção para o corpo e a mente.
Entre as diversas fases que compõem o descanso, uma se destaca pelo seu papel: o sono REM. Se você já acordou sentindo que sua mente ainda está cansada apesar de ter dormido, pode ser que ele esteja prejudicado.
O sono REM é a fase em que os sonhos mais vívidos e memoráveis ocorrem. É um estágio de intensa atividade cerebral, quase comparável ao estado de vigília. Mas ele é acompanhado por uma paralisia muscular temporária que protege a pessoa de "atuar" nos sonhos.
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O sono REM é uma das duas categorias principais do sono, sendo a outra o sono não-REM (NREM). A sigla REM vem do inglês Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos). A fase é marcada por características fisiológicas e comportamentais únicas.
Durante o sono REM, os olhos se movem rapidamente sob as pálpebras fechadas. Também há uma perda quase completa do tônus muscular esquelético, resultando em uma paralisia temporária dos músculos voluntários.
A chamada atonia muscular é um mecanismo protetor que impede que a pessoa execute fisicamente os sonhos. Aqueles involuntários, essenciais para a respiração e movimentos oculares continuam a funcionar.
A atividade cerebral durante essa fase do sono é intensa e parecida com à de uma pessoa acordada, com a presença de ondas cerebrais beta. É nesse período que a maioria dos sonhos ocorre, sendo frequentemente intensos, emocionais e memoráveis.
As frequência cardíaca e respiratória ficam mais irregulares, refletindo a intensidade dessa fase. Por isso o sono REM pode ser dividido em duas fases: fase tônica e fásica. Na tônica ocorre a atonia muscular e alta atividade cerebral.
Na fásica acontecem os movimentos rápidos dos olhos, variação respiratória e cardíaca e contrações musculares breves e esporádicas.
O sono REM e NREM fazem parte do ciclo do sono. O NREM é subdividido em três estágios, que progridem para um sono cada vez mais profundo.
Ele representa a transição entre a vigília e o sono, é o início do processo de adormecimento. É caracterizado por ser um sono leve, fácil de ser interrompido. Ocorre também o relaxamento da musculatura e a liberação de melatonina.
Ainda é um sono mais leve, porém mais profundo que o estágio 1. Nele ocorre a diminuição da temperatura corporal, ritmo cardíaco e respiratório. Ele é importante para fazer a consolidação de memórias e informações.
Este é o estágio do sono profundo, também conhecido como sono de ondas lentas ou sono delta. As ondas cerebrais ficam mais lentas e fortes, por isso fica mais difícil de acordar. O indivíduo precisa chegar nele, pois promove a restauração física, reparo dos tecidos e fortalecimento do sistema imunológico.
O último estágio é do sono REM, que é responsável também pela preservação da memória, regulação emocional, desenvolvimento cerebral e criatividade.
O ciclo completo dura de 90 a 120 minutos. O corpo passa por 4 a 6 ciclos de sono por noite. À medida que a noite avança, os períodos de sono REM tornam-se mais longos, enquanto o tempo de sono profundo diminui.
O sono profundo é a fase de maior restauração física, onde o corpo repõe energias, repara tecidos e libera hormônios importantes para o crescimento e recuperação das células. É o estágio mais difícil de o indivíduo ser despertado. A atividade cerebral é mínima.
Ao acordar dessa fase é possível experimentar uma sensação de confusão ou névoa mental, conhecida como inércia do sono. Já o sono REM é caracterizado pela intensa atividade cerebral, movimentos oculares rápidos e sonhos vívidos.
Durante o período, o cérebro processa e organiza informações, transformando memórias de curto prazo em longo prazo. A atividade cerebral é intensa. É uma etapa de recuperação mental e emocional, que torna-se mais longa e frequente à medida que a manhã se aproxima.
Enquanto o sono profundo é de recuperação física, com predominância maior na primeira metade da noite.
A duração varia ao longo da vida e também ao longo de uma única noite. Em adultos saudáveis, compõem cerca de 25% do tempo total de sono.
O primeiro episódio costuma ser curto, durando cerca de 10 minutos. Mas à medida que os ciclos se repetem, os períodos desse estágio do sono aumentam progressivamente. Eles podem chegar a até uma hora nos momentos finais antes de acordar.
O sono REM não é um luxo, mas uma necessidade biológica. Dentre as suas principais funções estão:
Diversos fatores podem impactar negativamente a quantidade e a qualidade do sono, prejudicando suas funções essenciais. O álcool é um deles. Ele leva ao adormecimento mais rápido, mas suprime o sono REM, principalmente na primeira metade da noite. Assim como a cafeína, que também interfere na qualidade geral do sono.
A falta crônica de sono afeta todos os estágios, desequilibrando os ciclos. Alguns medicamentos como antidepressivos e sedativos também podem ser prejudiciais, da mesma maneira que o estresse e a ansiedade.
O estresse crônico e a ansiedade podem deixar o sono partido e reduzir a quantidade de sono REM. Condições como apneia do sono e insônia também podem interromper as fases.
Para conseguir obter todos os benefícios é preciso manter algumas estratégias. Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, inclusive nos fins de semana é fundamental. Fazer esse processo ajuda a regular o ritmo circadiano e otimiza os ciclos do sono.
Para melhorar e manter a qualidade do sono REM, é necessário que o quarto esteja escuro, silencioso e com uma temperatura amena, entre 18°C e 22°C. Bem como evitar consumir álcool e cafeína, sobretudo antes de dormir.
A prática de atividade física regular pode melhorar a qualidade geral do sono, mas é preciso evitar exercícios intensos muito perto da hora de dormir. Além de evitar usar telas. A luz azul emitida por smartphones, tablets e computadores pode interferir na produção de melatonina.
O ideal é desligar os eletrônicos pelo menos uma hora antes de deitar. Adotar técnicas de relaxamento como meditação, mindfulness, yoga e alongamento pode ajudar a acalmar a mente e preparar o corpo para dormir.
Gerenciar o estresse com hobbies, terapia ou técnicas de respiração também. Alguns alimentos ajudam a promover o sono REM como cerejas, nozes, leite, mel, bananas e peixes gordurosos.
Leia também: Como aumentar o sono REM com hábitos simples e dormir melhor todos os dias
O Transtorno Comportamental do Sono REM é uma das condições que afetam esta fase. Ele é caracterizado pela ausência da atonia muscular normal durante o sono, permitindo que a pessoa aja fisicamente nos seus sonhos. O que pode levar a comportamentos violentos ou perigosos durante o sono.
Também é possível desenvolver a narcolepsia, um distúrbio crônico caracterizado por sonolência diurna excessiva e ataques súbitos de sono. O problema está associado a uma disfunção na regulação do sono REM, com ele acontecendo logo após adormecer.
Um outro problema relacionado é a paralisia do sono. Sendo ela uma condição temporária em que a pessoa acorda, mas é incapaz de se mover ou falar. A situação ocorre quando a atonia muscular persiste por alguns momentos após o despertar.
Componente indispensável para a nossa saúde mental e cognitiva define o que é sono REM. Sua importância se estende desde a consolidação da memória e o aprendizado até a regulação emocional e o desenvolvimento cerebral.
Ao adotar hábitos de sono saudáveis a qualidade e quantidade do sono REM é aumentada. Algumas maneiras de fazer isso é manter uma rotina de sono consistente, criar um ambiente propício para o descanso e evitar substâncias que prejudicam o sono.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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