Resuma este artigo com IA:
A sepse neonatal acontece quando uma infecção chega ao sangue do bebê e pode piorar rápido; identificar cedo aumenta muito as chances de tratamento e recuperação

A sepse neonatal é uma infecção que afeta recém-nascidos e pode se espalhar rapidamente pelo corpo do bebê. O problema acontece quando bactérias, vírus ou fungos chegam ao sangue e fazem o organismo reagir à infecção.
A condição pode aparecer logo depois do nascimento ou nas primeiras semanas de vida. Febre, dificuldade para mamar, muito sono, irritação, mudanças na temperatura do corpo e dificuldade para respirar estão entre os sintomas mais comuns.
O diagnóstico rápido aumenta as chances de recuperação do bebê. A sepse neonatal pode piorar em poucas horas e afetar órgãos como pulmões, rins e coração quando o tratamento demora para começar.
Pediatras são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de recém-nascidos com sepse. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sepse neonatal é uma infecção grave que pode afetar todo o corpo do recém-nascido. Popularmente chamada de infecção generalizada no sangue, ela acontece quando o organismo do bebê reage de forma intensa à presença de bactérias, vírus ou fungos.
A condição pode comprometer órgãos como pulmões, coração e rins, principalmente nos primeiros 28 dias de vida, período em que o sistema imunológico do recém-nascido ainda está em desenvolvimento.
Essa reação do organismo pode causar alterações na circulação do sangue, na respiração e no funcionamento de órgãos vitais. Por isso, a sepse neonatal é considerada uma emergência médica.
O diagnóstico e o início do tratamento precisam acontecer rápido, com uso imediato de antibióticos após a suspeita, sempre com orientação do pediatra, para aumentar as chances de recuperação do bebê.
Leia também: Exames feitos no recém-nascido na maternidade
A causa da sepse neonatal depende do momento em que a infecção acontece. Por isso, a condição é dividida em dois tipos principais.
A sepse precoce acontece nas primeiras 48 a 72 horas de vida do bebê. Nesse caso, a infecção é transmitida da mãe para o recém-nascido, geralmente por bactérias que passam durante a gravidez ou no momento do parto.
Existem alguns fatores que aumentam o risco de sepse precoce, como:
Como a infecção pode piorar rápido, observar os primeiros sinais e manter o acompanhamento médico nos primeiros dias de vida ajuda a diminuir o risco de complicações.
A sepse tardia aparece depois das primeiras 72 horas de vida do bebê. Nesse caso, a infecção acontece pelo contato com microrganismos presentes no ambiente, principalmente bactérias adquiridas no hospital. O problema é mais comum em recém-nascidos que precisam ficar internados por mais tempo na UTI Neonatal.
Alguns procedimentos usados no tratamento do bebê, como cateteres e aparelhos para ajudar na respiração, podem facilitar a entrada de microrganismos no corpo. Por isso, cuidados como higienização certa das mãos e controle de infecções no ambiente hospitalar são importantes para ajudar na prevenção da sepse tardia.
Leia também: Como evitar febre em bebê e quando procurar um pediatra
Os sintomas da sepse em bebês podem ser difíceis de perceber no início e, muitas vezes, se parecem com alterações comuns do recém-nascido. Por isso, pais e cuidadores precisam ficar atentos a mudanças no comportamento do bebê. Os sinais incluem:
Ao perceber qualquer um desses sinais, é importante buscar atendimento médico imediatamente. A suspeita da doença é o primeiro passo para iniciar a investigação e o tratamento do bebê.
Leia também: Quais cuidados ajudam a prevenir a febre em bebês?
Quando existe suspeita de sepse neonatal, a equipe médica precisa agir rápido. O diagnóstico leva em conta os sintomas do bebê, o histórico da mãe e exames laboratoriais, sendo os principais:
Mesmo antes da confirmação, o tratamento começa na hora. O bebê recebe antibióticos pela veia para combater a infecção o mais rápido possível. Esse início do tratamento é importante para aumentar as chances de recuperação e reduzir o risco de complicações.
A sepse neonatal tem cura, principalmente quando o diagnóstico e o tratamento acontecem rápido. O uso imediato de antibióticos é importante para combater a infecção e aumentar as chances de recuperação do bebê. O tratamento é feito no hospital, geralmente na UTI Neonatal, onde o recém-nascido fica em observação.
Além dos antibióticos, o bebê pode precisar de ajuda para respirar, medicamentos para controlar a pressão arterial e acompanhamento nutricional. O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro e com o tipo de microrganismo que causou a infecção.
Mesmo com tratamento, a sepse neonatal pode causar complicações, principalmente quando o atendimento demora para começar. Em alguns casos, o bebê pode apresentar alterações no desenvolvimento, problemas de audição ou dificuldades na visão.
Leia também: Alergia alimentar em bebê: o que é, sintomas, diagnósticos e cuidados
A prevenção da sepse neonatal começa ainda durante a gravidez. O pré-natal ajuda a identificar e tratar infecções na mãe que podem ser transmitidas para o bebê. O exame para detectar a bactéria Streptococcus do grupo B no fim da gestação é uma das medidas usadas para diminuir esse risco.
No hospital, a prevenção da sepse tardia depende de cuidados para evitar infecções, como a higienização correta das mãos pela equipe de saúde e pelos familiares, além do uso cuidadoso de dispositivos como cateteres e aparelhos de respiração.
E, para os pais, seguir as orientações médicas sobre amamentação, cuidados com o recém-nascido e sinais de alerta ajuda a proteger a saúde do bebê nos primeiros dias de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES