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Entenda este tipo de câncer do sangue, comum na infância, e por que a agilidade no diagnóstico e tratamento é fundamental.

Toda mãe e todo pai conhecem bem a rotina: uma febre que não cede, um cansaço que parece não ter fim ou manchas roxas que surgem sem uma queda aparente. Embora esses sinais possam indicar diversas condições comuns na infância, eles também podem ser o primeiro alerta para uma doença séria que exige ação imediata: a leucemia linfoblástica aguda infantil.
Oncologistas são os especialistas que acompanham esse tipo de condição. A Rede Américas conta com vários médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
A leucemia linfoblástica aguda, frequentemente abreviada como LLA, é um tipo de câncer que se origina no sangue e na medula óssea. Ela é caracterizada pela produção descontrolada de clones celulares anormais que impedem a formação de células sanguíneas saudáveis na medula óssea.
Este câncer tem origem nas células precursoras dos linfócitos, um tipo de glóbulo branco essencial para o sistema imunológico. A doença surge quando essas células sofrem uma mutação genética, tornando-se malignas e se multiplicando de forma descontrolada. Essas células defeituosas e imaturas, chamadas de linfoblastos, não conseguem exercer sua função de defesa e se acumulam na medula óssea.
O termo "aguda" indica que a doença progride rapidamente. Os linfoblastos tomam o lugar das células saudáveis, impedindo a produção normal de outros componentes do sangue. Isso leva a uma condição conhecida como pancitopenia, que é a redução de todas as três linhagens celulares sanguíneas e causa os principais sintomas da leucemia.
Imagine a medula óssea como uma fábrica que produz trabalhadores especializados. Em uma pessoa saudável, essa fábrica produz a quantidade certa de cada tipo de célula sanguínea para manter o corpo funcionando.
Na LLA, uma célula precursora do linfócito (célula-tronco linfoide) sofre um erro em seu DNA. Em vez de amadurecer e se tornar um linfócito funcional, ela se transforma em um linfoblasto canceroso. A medula óssea passa a produzir clones celulares anormais que se multiplicam descontroladamente, impedindo a diferenciação normal de outras células sanguíneas.
Com a medula óssea cheia de linfoblastos, não há espaço nem recursos para produzir glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio), plaquetas (que controlam sangramentos) e outros glóbulos brancos saudáveis (que combatem infecções).
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Os linfócitos são divididos em dois tipos principais: linfócitos B e linfócitos T. A LLA pode se originar em qualquer um dos precursores dessas células. A identificação do tipo é crucial, pois pode influenciar a escolha do tratamento e o prognóstico.
Este tipo pode, por vezes, formar uma massa no timo (um órgão no tórax), causando sintomas como tosse ou dificuldade para respirar. A LLA de células T pode ser particularmente agressiva.
Estudos mostram que, em casos com uma mutação genética específica, a remissão completa após o tratamento inicial foi de cerca de 72,2%, indicando uma possível resistência ao tratamento padrão.
A diferenciação é feita por meio de um exame chamado citometria de fluxo, que analisa marcadores específicos na superfície das células leucêmicas.
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Os sintomas da leucemia infantil linfoblástica aguda decorrem diretamente da falha da medula óssea em produzir células sanguíneas normais. Eles podem surgir de forma súbita e se agravar rapidamente.
Os mais comuns incluem:
Diante de um ou mais desses sinais, principalmente se forem persistentes ou combinados, é fundamental buscar avaliação médica imediata.
A causa exata da mutação genética que leva à LLA ainda não é totalmente compreendida. Na maioria dos casos, a doença surge sem um fator de risco claro. No entanto, a ciência já identificou algumas condições que podem aumentar a probabilidade de seu desenvolvimento.
Fatores de risco conhecidos incluem a exposição a altos níveis de radiação, contato com certas substâncias químicas como o benzeno e tratamentos prévios de quimioterapia ou radioterapia para outros tipos de câncer. Além disso, pessoas com algumas síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, apresentam um risco aumentado para a LLA.
Vale dizer que ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença. A maioria dos pacientes com LLA não possui nenhum desses fatores identificáveis.
A suspeita de leucemia geralmente começa com a avaliação clínica dos sintomas pelo médico. Para confirmar o diagnóstico, uma série de exames é necessária, seguindo um processo bem estabelecido:
A natureza "aguda" da LLA significa que as células cancerosas se multiplicam de forma exponencial e muito veloz. Sem tratamento, a doença pode levar a complicações graves em questão de semanas devido à insuficiência da medula óssea.
A urgência no início da terapia é fundamental. Tratamentos modernos para a LLA em crianças têm alcançado eficácia notável, com taxas de sobrevivência de 5 anos superiores a 95% para os subtipos mais comuns.
O objetivo é destruir a maior quantidade de linfoblastos para permitir que a medula óssea volte a produzir células saudáveis. Essa primeira fase do tratamento é crucial para induzir a remissão, que é o desaparecimento dos sinais da doença.
A quimioterapia é a principal modalidade de tratamento para a LLA e é geralmente dividida em três fases principais, que podem durar de dois a três anos no total. Estes protocolos intensivos de quimioterapia multiagente são a base para a alta taxa de cura da doença, especialmente em crianças.
Embora a quimioterapia seja a base, outras terapias podem ser utilizadas dependendo do subtipo da LLA, da presença de mutações específicas e da resposta ao tratamento inicial.
A terapia-alvo utiliza medicamentos que atacam vulnerabilidades específicas das células cancerosas. A imunoterapia, como as células CAR-T, modifica as próprias células de defesa do paciente para que elas reconheçam e destruam as células leucêmicas. Em casos de alto risco ou de recidiva, o transplante de células-tronco hematopoiéticas (transplante de medula óssea) pode ser indicado.
As perspectivas para pacientes com LLA melhoraram drasticamente nas últimas décadas, especialmente para crianças. Graças aos avanços nos tratamentos, a LLA, apesar de ser o câncer infantil mais comum, apresenta uma taxa de cura próxima a 80%.
Para as crianças, os protocolos intensivos de quimioterapia de múltiplas fases resultam em uma alta chance de cura, variando entre 80% e 90%. Em subtipos comuns, os tratamentos modernos para LLA em crianças alcançaram taxas de sobrevivência de 5 anos superiores a 95%. Isso sublinha a importância crucial do início imediato da terapia para otimizar os resultados.
Em adultos, as taxas de remissão também são altas, embora as chances de cura a longo prazo sejam um pouco menores. O prognóstico depende de vários fatores, como a idade do paciente, o subtipo da LLA e a presença de certas alterações genéticas nas células leucêmicas. O diagnóstico precoce e o início imediato da terapia são fundamentais para alcançar os melhores resultados.
Após a conclusão do tratamento, o paciente entra em uma fase de acompanhamento regular. As consultas e exames periódicos são essenciais para monitorar a saúde geral e verificar se há qualquer sinal de retorno da doença.
Viver após um diagnóstico de LLA envolve cuidados contínuos e atenção a possíveis efeitos tardios do tratamento. O suporte de uma equipe multidisciplinar, incluindo oncologistas, hematologistas, psicólogos e nutricionistas, é vital para garantir a melhor qualidade de vida possível.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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