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Íngua no pescoço: quanto tempo dura  e o que esse inchaço pode indicar

Um linfonodo inchado geralmente regride em poucas semanas. Entenda o que é normal e os sinais de alerta que exigem avaliação.

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Você está no banho ou simplesmente toca o pescoço distraidamente e sente: um pequeno caroço que não estava ali antes. A primeira reação de muitas pessoas é a preocupação, seguida de uma busca por respostas. Afinal, o que é essa "íngua" e, principalmente, quanto tempo ela vai ficar aí?

O que exatamente é uma íngua no pescoço?

O termo popular "íngua" refere-se a um linfonodo inchado. Tecnicamente chamado de linfadenopatia, este inchaço é um sinal de que seu sistema de defesa, o sistema linfático, está ativo.

Os linfonodos, ou gânglios linfáticos, são pequenas estruturas em formato de feijão distribuídas por todo o corpo. Eles funcionam como filtros, aprisionando vírus, bactérias e outras células anormais para que os glóbulos brancos possam combatê-los.

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Por que os gânglios linfáticos do pescoço incham?

A região do pescoço, cabeça e boca é rica em gânglios linfáticos. Por ser uma porta de entrada para muitos micro-organismos, através do nariz e da boca, é comum que os linfonodos dessa área reajam com mais frequência. 

Quando detectam uma ameaça, eles aumentam de tamanho devido à multiplicação de células de defesa em seu interior.

Íngua no pescoço: quanto tempo dura?

A duração de uma íngua está diretamente ligada à sua causa. Na grande maioria dos casos, o tempo de regressão é relativamente curto e segue um padrão previsível.

  • Infecções virais leves: para quadros como gripes e resfriados, os gânglios tendem a diminuir e desaparecer em um período de 7 a 21 dias, conforme o corpo vence o vírus.
  • Infecções bacterianas: em casos de amigdalite, faringite ou infecções dentárias, a íngua pode persistir um pouco mais. Ela geralmente começa a regredir com o início do tratamento adequado para a infecção.
  • Período de observação: um linfonodo que permanece por até 3 ou 4 semanas, mas que não cresce e está associado a uma causa infecciosa recente, costuma ser considerado dentro da normalidade.

Quando a causa é a vacina contra a COVID-19, a resolução completa do inchaço no pescoço costuma acontecer em uma média de 3,1 semanas. 

Inclusive, mesmo em casos de inflamações graves como a Doença de Kawasaki, os sintomas de dor e inchaço no pescoço geralmente desaparecem por completo em até um mês, após o início do tratamento e acompanhamento médico.

Assim, a persistência do gânglio por mais de um mês sem uma causa clara é um dos principais motivos para buscar avaliação médica detalhada.

Quais são as causas mais comuns para o inchaço?

O aumento dos linfonodos no pescoço é frequentemente uma resposta a problemas de saúde localizados na região da cabeça.

As causas mais habituais incluem:

  • Infecções de garganta: como faringite e amigdalite, tanto virais quanto bacterianas.
  • Problemas dentários: abcessos, cáries profundas ou inflamação na gengiva.
  • Infecções de ouvido: conhecidas como otites.
  • Infecções virais sistêmicas: como a mononucleose, conhecida como "doença do beijo".
  • Lesões na pele: cortes, arranhões ou picadas de inseto na região da cabeça e pescoço que infeccionam.

Vale dizer que, em alguns casos, reações a vacinas também podem causar um inchaço temporário e benigno dos gânglios como parte da resposta imune do organismo. 

Nesse contexto, uma causa a ser considerada é a reação temporária do corpo à vacinação recente contra a COVID-19, que pode gerar um inchaço benigno nos gânglios do pescoço.

Como saber se a íngua no pescoço é preocupante?

Embora a maioria das ínguas seja inofensiva, é fundamental saber identificar os sinais que merecem atenção e justificam uma consulta médica imediata. A preocupação não deve ser com a presença da íngua em si, mas com suas características e evolução.

Muitas das causas de gânglios inchados, como a doença de Kikuchi, são benignas e tendem a desaparecer por conta própria. Contudo, um inchaço persistente pode ser um sinal de alerta para condições mais graves, incluindo malignidade, e exige atenção médica.

A tabela abaixo ajuda a diferenciar as características comuns das que exigem investigação.

Características Comuns (Geralmente Benignas)

Sinais de Alerta (Requerem Avaliação Médica)

 

Duração de poucos dias a 3 semanas.

Persistência por mais de 4 semanas, sem diminuição.

Consistência macia e elástica.

Consistência endurecida, similar a uma pedra.

Móvel sob a pele ao ser apalpada.

Fixa, como se estivesse "grudada" nos tecidos profundos.

Pode ser dolorosa ao toque, principalmente no início.

Geralmente indolor.

Aparece associada a uma infecção clara (dor de garganta, etc.).

Crescimento progressivo e rápido.

Tamanho pequeno, geralmente menor que 1,5 cm.

Tamanho superior a 2 cm de diâmetro.

Sem outros sintomas graves.

Acompanhada de febre persistente, suores noturnos ou perda de peso inexplicada.


É normal a íngua não sumir após algumas semanas?

Não é o esperado. Uma íngua que não regride ou não desaparece completamente após 4 semanas deve sempre ser investigada por um profissional de saúde. A persistência é um dos sinais mais importantes de que a causa pode não ser uma simples infecção transitória. 

Se o inchaço no pescoço persistir por cerca de três meses, mesmo após o tratamento principal de uma condição, isso é um forte indicador de que a íngua é residual e requer uma investigação aprofundada para determinar a sua origem.

Condições como infecções crônicas, doenças autoimunes ou, mais raramente, neoplasias como linfomas ou metástases, podem se manifestar como linfonodos persistentemente aumentados.

O que fazer ao notar uma íngua no pescoço?

Primeiramente, mantenha a calma. A grande maioria dos casos tem resolução espontânea. Observe as características do nódulo por alguns dias, procurando associá-lo a algum sintoma infeccioso recente. Contudo, procure um médico, como um clínico geral ou um cirurgião de cabeça e pescoço, se você identificar qualquer um dos sinais de alerta mencionados. 

O profissional realizará um exame físico detalhado e, se necessário, poderá solicitar exames complementares, como ultrassonografia, exames de sangue ou até mesmo uma biópsia para esclarecer o diagnóstico.

O tratamento será direcionado para a causa base. Se for uma infecção bacteriana, por exemplo, o uso de antibióticos resolverá o quadro. O mais importante é não realizar autodiagnóstico ou iniciar tratamentos sem orientação qualificada.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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