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Entenda a diferença entre quadros virais e bacterianos e saiba identificar os sinais que indicam a necessidade de avaliação médica.

Aquele desconforto na garganta ao engolir, seguido pelo calafrio que anuncia a chegada da febre. A cena é familiar para muitas pessoas, especialmente durante as estações mais frias, e gera uma dúvida comum: por quantos dias é normal ter febre quando a garganta está inflamada?
Entender a duração esperada desse sintoma é crucial para monitorar o quadro de saúde e saber o momento certo de procurar ajuda especializada. A resposta depende diretamente da causa da inflamação.
A febre não é uma doença, mas sim um sintoma. Ela funciona como um mecanismo de defesa do corpo. Quando vírus ou bactérias invadem a região da garganta (faringe ou amígdalas), o sistema imunológico é ativado para combater os invasores.
Nesse processo, são liberadas substâncias chamadas pirógenos, que viajam pela corrente sanguínea até o cérebro. Elas "avisam" o hipotálamo, a área que regula a temperatura corporal, para elevá-la. O ambiente mais quente dificulta a multiplicação dos microrganismos e otimiza a resposta imune.
Otorrinolaringologistas são os profissionais indicados para o acompanhamento desse quadro. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A duração da febre está diretamente ligada ao tipo de infecção. A maioria dos casos de garganta inflamada é causada por vírus, mas uma parcela menor se deve a bactérias, e a evolução de cada quadro é diferente.
De maneira geral, a duração média de um episódio de dor de garganta, que frequentemente vem acompanhada de febre no início, é de aproximadamente 3,5 dias. Essa informação pode servir como uma expectativa inicial para o tempo de recuperação.
As infecções virais, como resfriados comuns, gripe (influenza) ou mononucleose, são as causas mais frequentes de garganta inflamada. Nesses cenários, a febre tende a ser mais baixa (geralmente abaixo de 38,5°C) e costuma durar entre 2 e 5 dias.
Os sintomas geralmente melhoram gradualmente junto com os outros sinais do quadro viral, como coriza, tosse e dores no corpo. O tratamento é focado em aliviar os sintomas, pois o próprio corpo combate o vírus.
A causa bacteriana mais comum é a amigdalite estreptocócica, provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Nesses quadros, a febre tende a ser mais alta, podendo ultrapassar 39°C, e pode persistir se não for tratada adequadamente.
A principal diferença é a resposta ao tratamento. Com o uso de antibióticos prescritos por um médico, a febre e os outros sintomas costumam apresentar melhora significativa em 24 a 48 horas.
É importante notar que, mesmo sem o uso de antibióticos, os sintomas de uma faringite bacteriana causada por estreptococo podem apresentar melhora significativa em um período de 3 a 4 dias, o que auxilia no monitoramento da evolução da febre e da dor. No entanto, a ausência de tratamento pode levar a complicações.
Em alguns casos, a febre pode retornar periodicamente junto com dor de garganta, aftas na boca (estomatite) e inchaço de gânglios no pescoço (adenite), especialmente em crianças. Esses sintomas podem indicar a Síndrome PFAPA (Febre Periódica, Aftas, Faringite e Adenite Cervical), um distúrbio inflamatório que exige investigação médica, e não uma infecção comum.
Nos quadros de Síndrome PFAPA, a febre alta pode durar cerca de sete dias, atingindo temperaturas entre 39°C e 40°C. Contudo, a febre nesses episódios é definida por durar menos de oito dias, com uma média de quatro dias por episódio. É essencial procurar um médico para um diagnóstico preciso, pois a síndrome exige acompanhamento especializado.
A febre raramente vem sozinha. Para associá-la à garganta inflamada, observe a presença de outros sintomas localizados, como:
Se a febre vier acompanhada apenas de sintomas como tosse e espirros, pode ser um resfriado simples. A combinação dos sinais ajuda o médico a direcionar a investigação.
É fundamental monitorar a evolução dos sintomas. Procure atendimento médico se a pessoa com garganta inflamada apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
Esses podem ser indicativos de complicações ou de uma infecção mais grave, que necessita de avaliação e tratamento imediatos.
Enquanto aguarda a avaliação médica ou durante a recuperação, algumas medidas podem proporcionar alívio. Manter-se bem hidratado, com ingestão de água, chás e sopas, é essencial. O repouso também ajuda o corpo a direcionar sua energia para o combate à infecção.
Gargarejos com água morna e sal podem ajudar a reduzir o desconforto local. Alimentos macios e frios, como sorvetes e iogurtes, também costumam ser mais fáceis de engolir. Lembre-se que essas são medidas de suporte e não substituem o diagnóstico profissional.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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