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Grávida pode tomar clonazepam? Saiba quais são os riscos para o bebê

O clonazepam é um remédio que age no cérebro e no sistema nervoso; durante a gravidez, o uso precisa ser reavaliado por um médico

Resumo
  • O clonazepam só é usado durante a gravidez quando a mãe precisa controlar ansiedade, crises de pânico ou convulsões, sempre com avaliação médica;
  • Parar o remédio sozinho pode piorar os sintomas e trazer riscos para mãe e bebê, por isso só deve ser feito com acompanhamento de especialistas;
  • Cada caso é avaliado de forma individual, considerando os sintomas, a fase da gestação e se existem tratamentos mais seguros;
  • O uso prolongado pode causar dependência, sonolência, dificuldade de coordenação e, para o bebê, baixo peso, problemas de respiração ou abstinência;
  • Ao descobrir a gravidez, avisar o psiquiatra e o obstetra e seguir as orientações médicas traz proteção para a mãe e ajuda o bebê a se desenvolver bem.
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Grávidas podem tomar clonazepam em alguns casos, mas o uso precisa da avaliação de um médico. O remédio é usado para ansiedade, crises de pânico e convulsões e pode atravessar a placenta, chegando ao bebê durante a gravidez.

Uma revisão publicada na revista científica Jama mostrou que os benzodiazepínicos, grupo ao qual o clonazepam pertence, são usados em cerca de 2% das gestações. O mesmo levantamento também alerta que parar o remédio por conta própria pode piorar a ansiedade, aumentar crises de pânico ou convulsões, o que também pode trazer riscos.

Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que esses medicamentos sejam usados durante a gravidez só quando os benefícios para a saúde mental da gestante superam os possíveis riscos para o desenvolvimento do bebê.

Psiquiatras são os médicos capacitados para ajustar o tratamento com clonazepam durante a gravidez. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é clonazepam?

O clonazepam é um remédio que age no cérebro e diminui a atividade do sistema nervoso. Ele faz parte de um grupo chamado benzodiazepínicos, que aumentam o efeito de uma substância natural do corpo chamada gaba, que ajuda a desacelerar o cérebro.

Depois que a pessoa toma o clonazepam, o medicamento é absorvido e começa a agir. Esse efeito pode causar sonolência, relaxamento muscular e redução da agitação. Por isso, o remédio também pode diminuir a atenção, os reflexos e a coordenação motora.

O medicamento é de uso controlado e só deve ser usado com orientação médica, já que pode causar dependência quando usado por muito tempo. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso exige acompanhamento médico, principalmente em tratamentos prolongados ou em situações que pedem mais cuidado.

Leia também: Sintomas de crise de ansiedade: quais e quando procurar um médico

Para que o remédio é indicado?

O clonazepam pode ser indicado para situações em que há aumento da atividade do cérebro ou crises que aparecem de repente. O remédio ajuda a diminuir essa atividade e, com isso, pode ajudar a controlar esses episódios. A indicação, porém, depende estritamente da avaliação médica e da necessidade de cada pessoa.

De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o clonazepam pode ser indicado para:

  • Crises de ansiedade;
  • Crises convulsivas e diferentes tipos de epilepsia;
  • Transtorno do pânico com ou sem medo de sair de casa;
  • Espasmos musculares causados por alterações neurológicas;
  • Movimentos involuntários relacionados a alterações do sistema nervoso.

A indicação do remédio depende do quadro de saúde, da idade do paciente e da resposta ao tratamento. Por isso, o uso deve sempre ser feito com orientação médica de um psiquiatra e acompanhamento ao longo do tempo.

Grávida pode tomar clonazepam?

O uso de clonazepam durante a gravidez acontece só quando é essencial cuidar da saúde mental da mãe e não existem alternativas mais seguras. Nesse caso, psiquiatras e obstetras analisam o quadro para equilibrar o bem-estar da gestante e a formação do bebê. 

A avaliação dos especialistas considera a gravidade dos sintomas da mãe, como crises convulsivas frequentes ou ataques de pânico fortes, que também podem prejudicar a gestação se não forem tratados.

O remédio pede acompanhamento, com doses baixas e monitoramento a todo momento, pois diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia indicam que o uso prolongado pode causar dependência na mãe e afetar o bebê. 

Sempre que possível, os médicos priorizam terapias sem remédio ou medicamentos com menor risco de atravessar a placenta. A manutenção do tratamento sem supervisão ou a interrupção por conta própria aumenta os riscos de recaídas e estresse para o bebê.

Leia também: Qual antibiótico grávida não pode tomar? Veja riscos para mãe e bebê

Em quais casos o uso pode ser mantido?

O uso de clonazepam durante a gravidez pode ser mantido quando os riscos de parar o remédio são maiores que os riscos para o bebê. Cada caso é avaliado por médicos, levando em conta a saúde da mãe, a intensidade dos sintomas e a fase da gestação.

No geral, as situações que podem justificar o uso contínuo do remédio incluem:

  • Crises convulsivas frequentes que colocam mãe e bebê em risco;
  • Ataques de pânico fortes que não melhoram com outros tratamentos;
  • Risco de piora dos sintomas se o remédio for interrompido de repente;
  • Ansiedade intensa que atrapalha sono, alimentação ou bem-estar geral;
  • Problemas neurológicos que exigem controle constante da atividade cerebral.

O acompanhamento com o psiquiatra e o obstetra envolve ajuste da dose, monitoramento do bebê e avaliação da saúde da mãe. O objetivo é proteger a gestante e garantir a segurança do bebê, equilibrando os riscos da doença e os riscos do medicamento.

Quais são os riscos do remédio para a mãe e para o bebê?

O uso de clonazepam durante a gravidez pode ter efeitos colaterais que variam conforme a dose e o tempo de uso. A identificação desses riscos ajuda os médicos a estabelecer um acompanhamento seguro, protegendo a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

Alguns riscos são:

Riscos para a gestante

Riscos para o bebê

Dependência química

Possível baixo peso ao nascer

Sonolência forte e cansaço

Problemas para respirar depois do parto

Dificuldade de concentração e coordenação

Alterações no desenvolvimento do cérebro

Interação com outros remédios usados na gravidez

Sintomas de abstinência após o nascimento

Sintomas de abstinência se o uso for interrompido sem orientação médica

Maior risco de malformações, principalmente no primeiro trimestre de gestação

Os riscos para o bebê são mais altos no primeiro trimestre, quando os órgãos estão se formando. Mesmo assim, em qualquer fase da gravidez, o uso do clonazepam precisa de monitoramento. A decisão sobre manter ou suspender o remédio considera os riscos para a mãe se o tratamento for interrompido e os riscos para o bebê se o medicamento continuar.

Leia também: Sinais de que a gravidez não vai bem: o que observar

O que fazer quando souber que está grávida?

Quando a gravidez é confirmada durante o uso de clonazepam, é importante avisar o psiquiatra e o obstetra que vai acompanhar o pré-natal. Manter o remédio do jeito que está até a consulta pode trazer mais segurança, porque parar sozinho pode provocar crises convulsivas ou ataques de pânico..

O psiquiatra avalia o histórico da paciente e decide se o tratamento vai ser reduzido aos poucos, trocado por outro medicamento mais seguro ou mantido na menor dose eficaz. Esse cuidado evita que os sintomas voltem mais fortes e ajuda a gestante a se manter estável emocionalmente nas primeiras semanas de desenvolvimento do bebê.

Em qualquer caso, a paciente precisa manter comunicação sincera com os médicos. O obstetra registra o uso do medicamento e organiza exames para acompanhar o crescimento do bebê, o que protege a saúde da mãe e faz com que o bebê se desenvolva saudável.

Sempre consulte um médico!

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Manual de Teratogênese em Humanos: benzodiazepínicos na gestação. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Outros_Manuais/manual_teratogenese.pdf. Acesso em: 07 abr. 2026.
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