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O dia do combate ao câncer infantil reforça a importância da conscientização; o diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura para até 80%

O dia do combate ao câncer infantil é um momento essencial para chamar a atenção da sociedade para uma doença que impacta milhares de crianças e adolescentes em todo o mundo.
A data reforça a importância da informação de qualidade, da conscientização e do diagnóstico precoce. Sendo eles fatores decisivos para aumentar as chances de cura e garantir melhores desfechos no tratamento.
A iniciativa amplia o conhecimento sobre os tipos de câncer infantil, seus sinais e possibilidades terapêuticas. Além de promover empatia, mobilização social e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde e ao cuidado integral das crianças e de suas famílias.
Existem duas datas principais que marcam o dia do combate ao câncer infantil, reforçando a importância da causa. O Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil é celebrado todos os anos do dia 15 de fevereiro.
A data é promovida por organizações como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela visa conscientizar e apoiar as crianças e adolescentes com câncer, sobreviventes e suas famílias. Intensificando ações de educação e prevenção sobre a doença. Além de aumentar os níveis de suporte oferecido aos pacientes.
No Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil é comemorado dia 23 de novembro. Sendo ele instituído pela Lei nº 11.650/2008. As duas ações possuem o mesmo propósito, mas acontecem em períodos diferentes do ano.
O dia do combate ao câncer infantil busca promover a qualidade de vida e as chances de cura de crianças e adolescentes afastados pela doença. Entre os principais objetivos está o estímulo a ações educativas e preventivas.
Nessa data é divulgado massivamente o conhecimento sobre a doença, seus sinais e a importância da detecção precoce. São realizados debates sobre políticas públicas, a fim de discutir e aprimorar as estratégias de atenção integral às crianças com câncer.
Ela também existe com o objetivo de valorizar e incentivar o trabalho de organizações e voluntários que atuam na causa. Além de servir para difundir avanços técnicos-científicos, compartilhando novas descobertas e melhorias nos métodos de diagnóstico e tratamento.
Um dos propósitos é manter o tema em evidência, garantindo que a luta contra o câncer infantil receba a atenção e os recursos necessários para avançar. Por isso o acompanhamento médico faz toda a diferença.
O câncer infantil costuma se originar de forma diferente das neoplasias em adultos. Em sua maioria, ele não pode ser prevenido. Isso porque não é possível eliminar os fatores de risco externos, já que a origem é interna.
A doença surge quando algumas células do corpo sofrem alterações genéticas, tornando-se anormais e crescendo de forma descontrolada. As células imaturas e primitivas sofrem alterações durante a fase de crescimento rápido da criança.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a neoplasia infantil é a principal causa de morte em crianças. Com dados de 2021, segundo a Agência Internacional de Pesquisa, citada pelo INCA, são diagnosticados 215 mil novos casos por ano em todo o mundo, em crianças menores de 15 anos. Já entre os adolescentes, na faixa etária de 15 a 19 anos, são cerca de 85 mil novos casos.
Quando o diagnóstico é feito de maneira precoce, ainda segundo informações do INCA, as taxas de cura podem chegar a 80%.
Os tipos de câncer que afetam crianças e adolescentes são diferentes daqueles que acometem os adultos. Dentre eles estão as leucemias, linfomas, sarcomas e retinoblastomas.
Esses são considerados os cânceres mais comuns na infância. Eles afetam os glóbulos brancos e têm origem na medula óssea, conhecida por ser o tutano dos ossos. O primeiro tipo mais frequente é a leucemia linfoide aguda (LLA) e o segundo é a leucemia mieloide aguda (LMA).
A leucemia mieloide crônica (LMC) também pode surgir, mas é considerada rara. O paciente pode manifestar dor nos ossos ou nas articulações, palidez, manchas roxas, sangramentos, febre, cansaço e desânimo.
Leia também: Sintomas de leucemia infantil: conheça os principais e a importância do diagnóstico
Os tumores do Sistema Nervoso Central são considerados o segundo tipo mais comum, afetando o cérebro e a medula espinhal. Quando a criança apresenta um quadro clínico com dor de cabeça e vômitos pela manhã, tontura e perda de equilíbrio pode ser indicativo da doença.
Os linfomas são tumores que afetam o tecido linfoide, incluindo do linfonodos (gânglios). Por isso podem surgir em órgãos como fígado, baço, intestino e amídala. Dentre eles está o linfoma de Hodgkin, mais frequente na adolescência.
Os primeiros sinais costumam ser ínguas que vão crescendo no pescoço, nas axilas ou na virilha. Além de febre prolongada e perda de peso. Existe também o linfoma não Hodgkin, sendo mais frequente em meninos e na faixa etária entre os 4 e 8 anos.
As manifestações clínicas variam de acordo com o local de acometimento. Se é na barriga, pode causar prisão de ventre e dor na região. Já se for no tórax, a tosse ou falta de ar podem estar presentes.
Este tumor maligno afeta a retina dos olhos. Eles costuma ocorrer antes dos 4 anos de idade. A sua principal característica é o reflexo brilhante no olho adoecido. É parecido com o brilho com o brilho dos olhos do gato quando iluminados à noite.
É possível também ver crianças estrábicas (vesgas), ter dor nos olhos ou perda de visão. Alguns dos tipos de retinoblastoma podem ser hereditários.
O neuroblastoma é um tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente encontrado no abdômen. Sendo mais comum entre aqueles menores de 5 anos de idade. Os locais de aparecimento mais observados são o abdome, tórax e pescoço, perto da coluna.
Para os tumores que crescem próximo a coluna, sintomas como fraqueza nas pernas, dor e perda controle da eliminação de fezes e urina podem estar presentes.
Estes são tumores que se proliferam nos músculos, gordura e articulações. Nas crianças, é preciso estar atento a qualquer dor, inchaço ou nódulos que cresçam rapidamente ou que não desapareçam após uma semana. O rabdomiossarcoma é considerado o sarcoma de partes moles mais observado na infância.
O mais frequente no rim da criança é o tumor de Wilms, conhecido também como nefroblastoma. Costuma ocorrer antes dos 5 anos e a sua manifestação mais característica é uma massa ou inchaço no abdome. Mas é possível observar também sangue na urina, dores abdominais e pressão alta.
Leia também: Sintomas de câncer infantil: sinais de alerta para pais e cuidadores
O diagnóstico precoce é o fator mais determinante para o sucesso do tratamento e o aumento das chances de cura do câncer infantil. A maioria dos tumores malignos em crianças não possui causas conhecidas, por isso a prevenção primária é um desafio. O que torna a detecção em estágios iniciais ainda mais essencial.
Quando a identificação é feita cedo, é possível iniciar o tratamento de forma mais eficaz. De forma a reduzir as complicações agudas e tardias associadas à doença e à terapia. O INCA aponta que a taxa de cura pode chegar a 80% quando a descoberta é feita cedo.
Segundo as Nações Unidas, a desigualdade no acesso à saúde em países de baixa e média rendas, faz com que apenas cerca de 20% das crianças diagnosticadas tenham acesso a tratamento. Essa deficiência ressalta a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde.
Além de deixar claro que é preciso investir na capacitação de profissionais para reconhecer os sinais e sintomas, garantindo que todas as crianças tenham acesso a um diagnóstico rápido e preciso.
O tratamento é complexo e deve ser realizado em centros especializados por uma equipe multidisciplinar. A escolha pelo plano terapêutico é individualizada e considera o tipo específico do câncer, suas características biológicas e a extensão da doença.
Pode ser a quimioterapia, que utiliza medicamentos para destruir as células cancerígenas ou impedir seu crescimento. É comum que essa seja uma das abordagens mais comuns do câncer infantil, e as crianças geralmente respondem bem a ela.
Procedimentos cirúrgicos também são adotados para fazer a remoção do tumor e dos tecidos ao redor. Sendo utilizados frequentemente para a retirada de tumores sólidos. A radioterapia é uma opção. O método utiliza a radiação de alta energia para destruir as células doentes.
A sua aplicação ocorre como uma forma de minimizar os danos aos tecidos saudáveis. É preciso complementar o esquema terapêutico com uma série de outros cuidados: acompanhamento nutricional, manejo da dor, controle de infecções e apoio psicossocial para a criança e a família.
A abordagem multidisciplinar é fundamental para garantir o bem-estar integral do paciente durante e após o tratamento. Para evitar o surgimento de complicações tardias e garantir a qualidade de vida é necessário que seja feito um acompanhamento médico a longo prazo.
Leia também: Tipos de câncer e seus tratamentos: quais são e como funcionam?
O dia do combate ao câncer infantil reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acesso equitativo a tratamentos especializados para crianças e adolescentes.
Na maioria dos casos, o câncer não é prevenível, mas o reconhecimento rápido dos sinais e sintomas é determinante para aumentar as chances de cura e reduzir complicações. A data também destaca a necessidade de fortalecer políticas públicas, investir na capacitação de profissionais de saúde e ampliar o suporte às famílias.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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