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Saiba como a inflamação ocular é realmente transmitida e quais as medidas mais eficazes para evitar a disseminação em casa.

Basta uma pessoa da família acordar com o olho vermelho, lacrimejando e com uma incômoda sensação de areia para o alerta soar em casa. A primeira reação de muitos é manter distância, fechar janelas e se perguntar se o simples fato de respirar o mesmo ar pode causar a contaminação. Essa dúvida é extremamente comum, mas é baseada em uma informação equivocada.
A conjuntivite é, na verdade, uma infecção da superfície ocular, causada por vírus ou bactérias. Essa condição inflamatória faz com que os vasos sanguíneos fiquem mais visíveis, resultando na vermelhidão característica da condição. Em recém-nascidos, por exemplo, o contágio geralmente ocorre durante o parto.
As causas da conjuntivite podem ser variadas, mas os tipos mais comuns são:
Condições como o aumento da temperatura e da umidade podem intensificar o risco de sua ocorrência, pois favorecem a concentração e a transmissão desses alérgenos pelo ar.
Apenas as formas infecciosas, ou seja, a viral e a bacteriana, podem ser transmitidas de uma pessoa para outra.
Oftalmologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse quadro. A Rede Américas conta com vários médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A resposta é direta: a conjuntivite infecciosa não passa pelo ar. Ela é considerada altamente contagiosa, mas sua transmissão ocorre principalmente através do contato direto com mãos, superfícies ou objetos contaminados.
Isso explica a alta taxa de contágio entre membros da mesma família. Você não contrai a doença ao conversar ou permanecer no mesmo ambiente que uma pessoa infectada, desde que sejam tomados os devidos cuidados de higiene.
Existem duas formas principais de contágio.
Levar as mãos contaminadas com secreções (lágrima, remela) aos próprios olhos é a principal forma de autoinfecção e de passar a doença para outras pessoas. Por exemplo, ao coçar o olho infectado e depois cumprimentar alguém com um aperto de mão. A lavagem correta das mãos, especialmente antes de comer e após usar o banheiro, é um fator protetor crucial.
O compartilhamento de objetos que tiveram contato com os olhos de uma pessoa doente é um grande foco de disseminação.
O adenovírus, que causa a maioria dos casos de conjuntivite viral, pode permanecer infeccioso em superfícies por um período notavelmente longo, de até 4 a 5 semanas. Por isso, é essencial evitar o compartilhamento de toalhas de rosto, fronhas, maquiagem, colírios, teclados e celulares.
Leia também: Quais são os sintomas de conjuntivite?
A confusão é compreensível, pois a conjuntivite viral é frequentemente causada por adenovírus, o mesmo tipo de vírus que provoca gripes e resfriados. O adenovírus é responsável por cerca de 80% dos casos de conjuntivite viral. Embora ele seja altamente contagioso, a conjuntivite em si não se espalha pelo ar.
Assim como as doenças respiratórias podem ser transmitidas por gotículas liberadas no ar através de tosse e espirros, uma pessoa com resfriado pode, ao assoar o nariz e depois tocar nos olhos, desenvolver uma conjuntivite viral. No entanto, a infecção no olho não se espalha pelo ar; ela se espalha pelo contato das mãos contaminadas com os olhos ou com superfícies.
Se alguém em sua casa está com conjuntivite, é possível evitar a disseminação com medidas de higiene rigorosas. A prevenção é a melhor estratégia e se baseia em interromper o ciclo de contato.
Lavar as mãos com água e sabão frequentemente é a medida de prevenção mais importante, especialmente antes de comer e após usar o banheiro, e claro, após qualquer contato com a pessoa infectada ou objetos que ela possa ter usado.
Mesmo a conjuntivite hemorrágica aguda, conhecida popularmente como olho vermelho, não é transmitida pelo ar, espalhando-se principalmente por contato de secreções oculares. O uso de álcool em gel 70% também é uma alternativa eficaz quando não é possível lavar as mãos.
É fundamental que a pessoa com conjuntivite tenha seus próprios objetos de uso pessoal, que não devem ser compartilhados. A necessidade de higiene rigorosa das mãos e desinfecção de objetos é ainda mais evidente, considerando que o adenovírus pode permanecer infeccioso em superfícies por até 4 a 5 semanas.
Adote as seguintes práticas:
O período de contágio varia conforme o tipo da infecção. Na conjuntivite viral, a transmissão pode ocorrer enquanto houver sintomas, geralmente de 7 a 14 dias. Da mesma maneira com a bacteriana. Neste caso, a secreção pode continuar carregada de bactérias e ser transmissível até o início do tratamento com antibiótico. Uma vez iniciado o tratamento, é recomendado esperar de 24 a 48 horas sem contato direto com outras pessoas.
Nesse período de tempo, mantenha a higiene e evite o compartilhamento de objetos de uso pessoal para prevenir a propagação.
É essencial seguir a orientação médica para o tratamento e para saber quando a pessoa pode retornar às suas atividades normais, como trabalho ou escola, sem risco de transmitir a doença.
Embora muitos casos de conjuntivite viral se resolvam sozinhos, é indispensável a avaliação de um oftalmologista para confirmar o diagnóstico e descartar problemas mais graves. Procure atendimento médico imediato se apresentar:
A automedicação, especialmente com colírios que contenham corticoides, pode ser perigosa e agravar o quadro. Apenas um profissional pode indicar o tratamento correto para cada tipo de conjuntivite.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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