Ícone
InícioSaúdeSintomas

Resuma este artigo com IA:

Ícone

Como é dor de apendicite? Aprenda a reconhecer os sinais de alerta

Saiba diferenciar essa dor específica de um simples desconforto abdominal e entenda por que a avaliação médica é urgente

Resumo
  • A dor de apendicite classicamente começa ao redor do umbigo e, em horas, migra para a parte inferior direita do abdômen
  • A dor se torna constante, pontual e piora progressivamente, não aliviando com repouso
  • Movimentos simples como tossir, andar ou até mesmo a trepidação de um carro intensificam o desconforto
  • Sintomas associados comuns incluem febre baixa, náuseas, vômitos e perda total do apetite
  • A suspeita de apendicite é uma emergência médica que exige avaliação imediata em um pronto-socorro
como é dor de apendicite1.webp

Começa com uma pontada sutil perto do umbigo. Você pode pensar que foi algo que comeu ou que são apenas gases. No entanto, com o passar das horas, essa dor não desaparece.

Pelo contrário, ela parece se mover e se concentrar em um ponto específico, tornando-se uma presença constante e incômoda. A dor clássica da apendicite aguda, que geralmente inicia de forma moderada e difusa no centro do abdômen, tende a migrar para o quadrante inferior direito em poucas horas.

Conte com diagnóstico ágil e equipe especializada. Procure um hospital da Rede Américas.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Leforte Morumbi

Rua dos Três Irmãos, 121 - Morumbi - São Paulo-SP

Busque aqui um cirurgião geral mais próximo de você em São Paulo

Hospital Brasília

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF

Fale com um cirurgião geral em Brasília

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ

Consulte um cirurgião geral no Rio de Janeiro

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Busque aqui um cirurgião geral mais próximo de você no Paraná

Hospital Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF

Agende atendimento com um cirurgião geral em Águas Claras

A Rede Américas possui cirurgiões gerais renomados.

Encontre um especialista perto de você!

Como a dor de apendicite geralmente começa?

A característica mais clássica da dor de apendicite é a sua migração. O processo inflamatório do apêndice, um pequeno órgão em formato de tubo ligado ao intestino grosso, costuma se manifestar em duas fases distintas de dor.

Inicialmente, surge um desconforto vago e difuso na região central do abdômen, ao redor do umbigo. Essa dor inicial, conhecida como dor visceral, pode ser confundida com uma indigestão ou cólica intestinal.

Após um período que pode variar de 4 a 12 horas, a inflamação se intensifica e atinge o peritônio, a membrana que reveste a cavidade abdominal. Nesse momento, a dor muda de lugar e de característica: ela migra para a fossa ilíaca direita, a parte inferior direita do abdômen, tornando-se mais aguda, intensa e localizada.

Como é dor de apendicite?

Uma vez localizada no lado direito, a dor da apendicite assume um padrão bem definido que ajuda a diferenciá-la de outras condições. É fundamental observar como ela se comporta.

A dor é constante e piora com o tempo?

Diferente de uma cólica, que vem em ondas de intensidade, a dor da apendicite é contínua e sua intensidade aumenta progressivamente. Ela não costuma dar trégua e tende a piorar com o passar das horas, um sinal claro de que o processo inflamatório está avançando.

Como os movimentos afetam a dor?

Qualquer movimento que cause vibração ou pressão na parede abdominal agrava a dor. Atividades como tossir, espirrar, rir, caminhar ou pular podem se tornar extremamente dolorosas.

Muitas pessoas sentem a necessidade de andar curvadas para tentar aliviar a tensão na área, já que a dor se intensifica com esses movimentos.

O que é o sinal de Blumberg?

Durante o exame físico, o médico pode realizar uma manobra chamada descompressão brusca ou "sinal de Blumberg". 

Ele aplica uma pressão suave e constante sobre o ponto dolorido no abdômen e, em seguida, retira a mão rapidamente. Se a dor for significativamente pior no momento da retirada da mão do que durante a compressão, o sinal é considerado positivo, indicando forte irritação peritoneal.

Existem outros sintomas além da dor abdominal?

A dor abdominal raramente vem sozinha. A inflamação do apêndice desencadeia uma resposta sistêmica no corpo, que se manifesta através de outros sinais e sintomas importantes. Os mais comuns são:

  • Perda de apetite: é um dos sintomas mais frequentes, presente em quase todos os casos. A falta de vontade de comer é um sinal de alerta significativo.
  • Náuseas e vômitos: frequentemente acompanham a dor de apendicite aguda, surgindo geralmente após o início do desconforto abdominal e não antes.
  • Febre baixa: a temperatura corporal costuma ficar entre 37,5 °C e 38,5 °C. Febre alta pode indicar uma complicação, como o rompimento do apêndice.
  • Mal-estar geral: uma sensação de cansaço e de que algo não está certo no corpo é muito comum.
  • Alterações intestinais: embora menos comuns, podem ocorrer prisão de ventre ou, mais raramente, diarreia.

Os sintomas de apendicite são diferentes em crianças, idosos ou gestantes?

É importante destacar que a apresentação clássica dos sintomas pode variar em certos grupos. Em crianças pequenas, por exemplo, a dor pode ser mais difusa e acompanhada de febre mais alta e vômitos mais intensos. A localização da dor também pode ser atípica.

Em idosos, os sintomas podem ser mais brandos e a febre, ausente, o que pode retardar o diagnóstico. Em gestantes, o crescimento do útero desloca o apêndice para cima, fazendo com que a dor seja sentida em uma posição mais elevada do abdômen, o que pode confundir o quadro clínico.

O que pode ser confundido com apendicite?

Diversas outras condições podem causar dor na região abdominal direita, simulando um quadro de apendicite. O diagnóstico diferencial é fundamental e deve ser feito por um médico. Algumas das condições que podem ser confundidas incluem:

  • Em mulheres: cisto ovariano torcido, gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica.
  • Em todos os sexos: gastroenterite, infecção urinária, pedra nos rins, diverticulite, doença de Crohn.

Como é feito o diagnóstico de apendicite?

O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e no exame físico detalhado. O médico irá avaliar os sintomas, a cronologia da dor e realizar manobras no abdômen para identificar sinais de irritação peritoneal.

Para confirmar a suspeita, podem ser solicitados exames complementares. Exames de sangue geralmente mostram um aumento dos leucócitos, indicando uma infecção. 

Em casos de apendicite complexa, que pode incluir necrose ou perfuração, o quadro inflamatório sistêmico é significativamente mais alto, evidenciado por níveis elevados de Proteína C Reativa (CRP) e maior contagem de leucócitos.

Exames de imagem como a ultrassonografia de abdômen e a tomografia computadorizada são altamente eficazes para visualizar o apêndice inflamado e descartar outras causas de dor.

O que fazer ao suspeitar de apendicite?

A apendicite é uma emergência médica. A inflamação pode evoluir rapidamente para o rompimento do apêndice (apendicite supurada), espalhando a infecção pela cavidade abdominal e causando uma condição grave chamada peritonite. 

Embora nem todos os casos tenham uma progressão para um quadro grave e alguns mais leves podem se resolver espontaneamente. A diferenciação requer avaliação médica. Ao identificar uma dor abdominal com as características descritas, procure imediatamente um serviço de pronto-socorro. 

Não coma, não beba líquidos e, principalmente, não tome medicamentos para dor ou laxantes por conta própria, pois eles podem mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico correto. É importante saber que a duração média da incapacidade causada pelo quadro, incluindo o tratamento cirúrgico, é de aproximadamente duas semanas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • ANDERSSON, R. E.; AGIORGITI, M.; BENDTSEN, M. Spontaneous resolution of uncomplicated appendicitis may explain increase in proportion of complicated appendicitis during covid-19 pandemic: a systematic review and meta-analysis. World Journal of Surgery, 4 maio 2023. DOI: https://doi.org/10.1007/s00268-023-07027-z. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1007/s00268-023-07027-z. Acesso em: 05 fev. 2026.  
  • DI SAVERIO, S. et al. Diagnosis and treatment of acute appendicitis: 2020 update of the WSES Jerusalem guidelines. World Journal of Emergency Surgery : WJES, [S.l.], abr. 2020. DOI: https://doi.org/10.1186/s13017-020-00306-3. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s13017-020-00306-3. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • LEE, M. et al. Trends and levels of the global, regional, and national burden of appendicitis between 1990 and 2021: findings from the Global Burden of Disease Study 2021. The Lancet. Gastroenterology & Hepatology, [S.l.], 17 jul. 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/S2468-1253(24)00157-2. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/langas/article/PIIS2468-1253(24)00157-2/fulltext. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • SALÖ, M. et al. Swedish national guidelines for diagnosis and management of acute appendicitis in adults and children. BJS Open, 2025. DOI: https://doi.org/10.1093/bjsopen/zrae165. Disponível em: https://academic.oup.com/bjsopen/article/9/2/zrae165/8109438. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • The SML, Schreurs RRCE, Drewniak A, Bakx R, de Meij TGJ, Budding AE, Poort L, Cense HA, Heij HA, van Heurn LWE, Gorter RR, Bunders MJ. Enhanced Th17 responses in the appendix of children with complex compared to simple appendicitis are associated with microbial dysbiosis. Front Immunol. 2024 Jan 4;14:1258363. doi: 10.3389/fimmu.2023.1258363. PMID: 38239362; PMCID: PMC10794624. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38239362/. Acesso em: 05 fev. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

Rua Jaguaruna, 105 – Campo Grande

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital Brasília

Hospital Brasília

Localização

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF, 71681-603

Telefone(61) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin, São Paulo - SP

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do AMO - Feira de Santana

AMO - Feira de Santana

Localização

Ed. Meddi - Av. Getúlio Vargas, 844 - 3 andar - Centro, Feira de Santana - BA, 44001-525

Telefone(71) 4020-5599

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

St. Sudoeste QMSW 4 - Cruzeiro / Sudoeste / Octogonal, Brasília - DF, 70680-400

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP

Telefone(11) 3821-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta