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A dor que começa vaga e depois se fixa no lado direito da barriga é um alerta. Saiba como reconhecer os sinais de uma urgência médica

Uma dor incômoda começa perto do umbigo. A princípio, você pode pensar que foi algo que comeu ou talvez gases. No entanto, com o passar das horas, essa dor não só se intensifica como também parece "caminhar" pela sua barriga, fixando-se em um ponto específico.
A apendicite aguda é, de fato, uma das causas mais comuns de dor na parte inferior do abdômen, e essa dor na fossa ilíaca direita é a principal razão pela qual as pessoas procuram o pronto-socorro.
Compreender a localização e a característica da dor é fundamental para diferenciar um mal-estar passageiro de uma emergência médica que necessita de intervenção cirúrgica. Marque uma consulta com um cirurgião geral em um hospital da Rede Américas.
A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão em formato de tubo ligado ao início do intestino grosso. Quando inflamado, ele desencadeia um quadro de dor com uma evolução bastante característica. É comum que a dor comece de forma difusa ou central, perto do umbigo.
Nessa fase, pode ser facilmente confundida com outras condições abdominais, como indigestão ou gastrite. A sensação é de um desconforto contínuo, não de cólicas que vêm e vão. Poucas horas depois, essa dor se move para se concentrar no quadrante inferior direito do abdômen, um sinal clássico da condição.
O sinal mais clássico da apendicite aguda é a migração da dor. Após um período que pode variar de 4 a 12 horas, o incômodo deixa a região do umbigo e se concentra em um ponto específico: a fossa ilíaca direita.
Esta é a área localizada no quadrante inferior direito do abdômen. A "migração da dor" é um dos critérios clínicos importantes que os médicos utilizam para o diagnóstico. Nesse local, a dor muda de característica. Ela se torna mais intensa, pontual e constante. A sensibilidade e dor ao toque no quadrante inferior direito do abdômen são avaliadas, sendo achados essenciais no exame físico.
A presença dessa sensibilidade na região inferior direita é, inclusive, considerada um fator de risco independente para o diagnóstico de apendicite aguda. A dor pode piorar com movimentos simples como tossir, espirrar, andar ou até mesmo com a palpação suave da área.
Leia também: Sinais de apendicite: quais são as características e quando buscar um médico
Embora a dor seja o sintoma principal, a apendicite raramente se manifesta de forma isolada. A inflamação desencadeia uma resposta sistêmica no corpo. Fique atento a outros sinais que costumam aparecer em conjunto:
Embora o padrão clássico de migração da dor seja o mais comum, a localização do apêndice pode variar anatomicamente. Isso faz com que a dor se manifeste em locais atípicos, o que pode dificultar o diagnóstico.
Uma localização anatômica atípica do apêndice, como atrás do intestino (retrocecal), também pode causar dor na região lombar direita ou na pélvis.
Diversas condições podem causar dor no lado direito do abdômen, gerando confusão. A evolução dos sintomas e suas características ajudam na diferenciação, mas apenas um médico pode confirmar o diagnóstico. Veja uma comparação simplificada:
Ao identificar uma dor abdominal que começou perto do umbigo, migrou para o quadrante inferior direito, é contínua e piora com o tempo, procure um pronto-socorro imediatamente.
Não espere a dor se tornar insuportável. Quando ela persiste por dois dias ou mais na parte inferior direita do abdômen está frequentemente associada a casos mais graves, ou seja, apendicite complicada.
A inflamação pode evoluir rapidamente para um rompimento do apêndice (apendicite supurada), espalhando a infecção pela cavidade abdominal e causando uma condição grave chamada peritonite.
Na suspeita da inflamação, algumas atitudes devem ser evitadas para não mascarar o quadro ou piorar a situação:
No hospital, o médico fará uma avaliação clínica detalhada, baseada na história dos seus sintomas e no exame físico. A palpação do abdômen é uma etapa fundamental. Um sinal clássico é a "dor à descompressão brusca", onde o paciente sente mais dor quando o médico retira a mão rapidamente da área do que quando a pressiona.
Para confirmar a suspeita, podem ser solicitados exames de sangue, que costumam mostrar um aumento dos leucócitos (células de defesa). Além de exames de imagem, como ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada, que visualizam o apêndice inflamado.
Confirmado o diagnóstico, o tratamento padrão é a remoção cirúrgica do apêndice, procedimento conhecido como apendicectomia, que hoje é frequentemente realizado por videolaparoscopia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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