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Canetas emagrecedoras imitam hormônios que reduzem o apetite; o uso sem prescrição aumenta riscos e complicações graves

O interesse pelas chamadas “canetas para emagrecer” cresceu nos últimos anos, mas é fundamental saber os riscos antes de iniciar qualquer tratamento. Esses medicamentos injetáveis passaram a ser utilizados também para a perda de peso.
O que ocorre devido à sua ação sobre hormônios como o GLP-1 e o GIP, que regulam a glicemia e a sensação de saciedade. O uso não está isento de efeitos colaterais e complicações potencialmente graves.
Náuseas, vômitos e alterações gastrointestinais estão entre as reações mais comuns, mas há relatos de eventos mais sérios, como pancreatite, alterações metabólicas e até complicações neurológicas. É importante sempre buscar um profissional de saúde especializado antes de fazer uso da medicação. Faça a sua avaliação com em um hospital da Rede Américas.
As canetas emagrecedoras são dispositivos injetáveis que administram medicamentos análogos ao GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon) e ao GIP.
O GLP-1 é um hormônio liberado naturalmente pelo intestino. Ele estimula o pâncreas a produzir mais insulina quando a glicose no sangue está elevada. E atua no sistema nervoso central, ajudando a regular o apetite e promovendo a sensação de saciedade.
Quando administrado juntamente com o GIP, potencializa o processo de emagrecimento. Eles foram estudados originalmente para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2, mas demonstraram um potente efeito na redução do peso corporal.
As substâncias mais conhecidas incluem a liraglutida e a semaglutida. A liraglutida presente no Saxenda e Victoza e a semaglutida sendo o princípio ativo do Ozempic e Wegovy. Também existe a tirzepatida (mounjaro), que combina a ação do GLP-1 e do GIP.
Também é possível encontrar alguns desses componentes químicos em formato de comprimido. A administração deles exige uma avaliação clínica rigorosa.
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O mecanismo de ação das canetas baseia-se na imitação da função dos hormônios GLP-1 e GIP, produzidos naturalmente pelo intestino. Eles atuam de diversas formas no organismo. Veja a seguir:
A diferença entre os medicamentos está principalmente na potência e na frequência de administração. A liraglutida, por exemplo, tem um tempo de ação de aproximadamente 13 horas. O que exige uma aplicação diária.
Já a semaglutida é mais potente e permanece no organismo por até sete dias, permitindo que a aplicação do produto seja feita semanalmente.
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O uso da caneta emagrecedora está associado a riscos e efeitos colaterais que podem ser graves. Por isso é importante que os fármacos sejam utilizados somente com indicação clínica e acompanhamento médico.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, desidratação e constipação. Os riscos da caneta emagrecedora podem ser mais sérios, podendo levar a pancreatite aguda. Uma inflamação do pâncreas que pode levar à destruição do tecido do órgão e à morte, em casos extremos.
O indivíduo pode apresentar uma queda acentuada dos níveis de açúcar no sangue. A queda é mais comum em pacientes diabéticos ou em uso de outros medicamentos.
Uma pesquisa publicada em 2026 pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que a longo prazo pode haver alterações no comportamento alimentar, dependência emocional do medicamento e medo de recuperar o peso.
Os medicamentos injetáveis dessa classe também pode causar perda de visão irreversível. E quando associados à anestesia ou sedação profunda, é possível que eleve o risco de pneumonia.
Um caso grave noticiado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) envolveu uma mulher que desenvolveu a Síndrome de Guillain-Barré (doença autoimune rara) após usar a caneta para emagrecer sem indicação médica.
O reganho de peso após a interrupção do tratamento também é uma possibilidade. O peso perdido pode ser recuperado em 1 a 3 anos, com um ganho médio de 0,8 kg por mês. A recuperação acontece porque a obesidade é uma doença crônica e a interrupção ativa mecanismos de defesa que aumentam o apetite e reduzem o gasto energético.
A falta de prescrição, exames prévios e monitoramento contínuo pode levar ao diagnóstico incorreto. O medicamento pode não ser adequado para a condição de saúde do indivíduo, mascarando problemas subjacentes ou agravando-os.
Sem a falta de prescrição, a dosagem administrada pode ser inadequada. Erros na dose podem intensificar os efeitos colaterais e aumentar as chances de complicações graves. Sem o conhecimento do histórico de saúde e outros medicamentos utilizados, há risco de interações medicamentosas.
O perigo à saúde é ainda maior ao utilizar as canetas sem receitas, porque muitos produtos não têm o registro sanitário ou são manipulados irregularmente. Oferecendo um risco elevado à saúde devido à falta de comprovação de segurança, eficácia e qualidade.
O uso indiscriminado também pode retardar o reconhecimento e tratamento de eventos adversos graves, como a pancreatite. De acordo com o estudo da USP, o uso off-label (para finalidades não previstas na bula) é uma prática que exige acompanhamento adequado, justificativa clínica e avaliação rigorosa dos riscos.
Para minimizar os perigos e garantir a segurança e eficácia do tratamento, é fundamental seguir estritamente as orientações médicas e regulatórias.
A aplicação dos medicamentos deve ser feita exclusivamente sob prescrição médica e acompanhamento contínuo de um profissional de saúde, como um endocrinologista ou nutrólogo. A compra dos medicamentos deve ser feita apenas em farmácias e drogarias legalizadas.
O indivíduo deve exigir a nota fiscal e evitar comprar em canais informais, como redes sociais e links suspeitos. O recomendado é que o aumento da dose seja feito de forma gradual, sob orientação médica. O que ajuda a minimizar os efeitos colaterais iniciais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação.
Para minimizar os riscos, o tratamento deve ser feito aliado a uma dieta hipocalórica e à prática regular de exercícios físicos. Sem essas mudanças, os resultados podem ser limitados e a probabilidade de haver efeito rebote aumenta significativamente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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