Revisado em: 20/03/2026
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A infecção pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos; tosse, febre e falta de ar são sintomas comuns

A broncopneumonia é uma infecção pulmonar que se caracteriza pela inflamação dos brônquios e dos alvéolos pulmonares. Sendo causada principalmente por vírus e bactérias, pode apresentar uma gravidade variável.
Por ser transmitida por esses patógenos, a broncopneumonia é contagiosa. Mas a sua contaminação é considerada indireta, por meio da tosse ou espirro de uma pessoa infectada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações sérias.
Se há suspeita da infecção, não espere os sintomas piorarem. Agende seu atendimento em um hospital da Rede Américas.
A broncopneumonia é uma infecção que afeta tanto os brônquios (grandes vias aéreas que conectam a traqueia aos pulmões) quanto os alvéolos (pequenos sacos de ar onde ocorre a troca gasosa).
Ela é diferente de outras formas de pneumonia, que podem se localizar em uma área específica do pulmão. A condição tende a ser mais difusa, comprometendo múltiplas áreas do órgão, resultando na inflamação do tecido pulmonar.
O que leva ao acúmulo de fluidos nos alvéolos e prejudica a função respiratória normal. Costuma ser comum em idosos e é considerada uma das principais causas de morte por infecção em crianças menores de 5 anos.
A broncopneumonia pode ser desencadeada por diversos agentes infecciosos, sejam eles bactérias, vírus ou fungos.
As bactérias mais associadas ao processo infeccioso são o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Em relação aos vírus, aqueles responsáveis pela gripe e resfriado comum podem ser os agentes causadores.
O acometimento por fungos é menos comum, mas pode acontecer. A doença também pode ser causada pela exposição a ambientes poluídos e a presença de condições de saúde preexistentes como asma, doenças cardíacas ou diabetes.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) também pode aumentar o risco de desenvolvimento da infecção.
A broncopneumonia é contagiosa indiretamente. Isso significa dizer que ela não é transmitida diretamente como um resfriado, mas os microrganismos desencadeadores são contagiosos.
As bactérias e vírus podem se espalhar fora do corpo entre as pessoas próximas. O que acontece através de gotículas liberadas pela tosse, fala e espirros. Assim, quem não possui a doença acaba sendo infectado ao inalar os patógenos.
O contato direto com superfícies contaminadas, e logo em seguida o indivíduo tocar o rosto (olhos, nariz ou boca) também pode ser uma via de transmissão.
Alguns grupos de pessoas possuem um risco maior de desenvolver o quadro infeccioso ou de ter um quadro mais grave. Dentre eles estão as crianças pequenas, principalmente aquelas menores de 2 anos. Elas são mais vulneráveis por causa do seu sistema imunológico imaturo, ainda em desenvolvimento.
Os idosos também fazem parte do grupo de risco, uma vez que possuem o sistema imunológico mais enfraquecido. Algumas doenças crônicas aumentam a vulnerabilidade: fibrose cística, bronquiectasia, HIV/AIDS e doenças hepáticas.
Fumantes e pessoas que mantêm o consumo excessivo de álcool também possuem uma predisposição maior. Assim como pacientes em quimioterapia, transplantados ou que utilizam medicamentos imunossupressores. Resfriados e gripes elevam o risco de broncopneumonia.
Os sintomas do quadro infeccioso costumam variar de leves a graves, a depender da idade do paciente, da causa da infecção e da saúde geral do indivíduo. As manifestações clínicas mais comuns incluem: tosse com secreção (muco), febre, falta de ar ou dificuldade para respirar, suores, dores musculares e dor de cabeça.
A dor no peito, que pode piorar ao tossir ou respirar profundamente, também pode estar presente. Bem como a fadiga e baixa energia, calafrios ou tremores, perda de apetite, confusão ou desorientação (especialmente em idosos), náuseas e vômitos, e chiado ao respirar.
Para realizar o diagnóstico, o médico combina a avaliação clínica e exames complementares. Deve ser feita uma análise detalhada dos sintomas e um exame físico, de modo a auscultar os pulmões para identificar sons anormais.
A radiografia de tórax pode ser uma opção. Sendo ela o exame de imagem mais comum para visualizar os pulmões e identificar áreas de inflamação. Em alguns casos, é possível que exames laboratoriais sejam solicitados: hemograma completo, culturas de sangue e escarro. Eles são utilizados para identificar o agente causador da infecção e guiar o tratamento adequado.
Para avaliar a função respiratória do paciente, o médico se utiliza da oximetria de pulso. Responsável por medir os níveis de oxigênio. Quando é necessário ter uma visualização mais detalhada do pulmão, a tomografia computadorizada é o exame solicitado.
A broncoscopia também pode fazer parte do rol de exames diagnósticos, sendo menos comum. É um procedimento invasivo utilizado para coletar amostras diretamente das vias aéreas.
Leia também: Sintomas de pneumonia em crianças: veja como identificar os sinais de alerta
O tratamento da broncopneumonia é individualizado, observando o caso específico de cada paciente. Se a causa for bacteriana, a principal linha de tratamento são os antibióticos. A administração deles deve ser feita até o final do esquema terapêutico indicado pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem.
Esse procedimento deve ser feito para garantir que a infecção seja completamente eliminada e para prevenir contra a resistência bacteriana. Quando a infecção for viral, devem ser prescritos medicamentos antivirais.
Medidas de suporte também são necessárias. Elas devem incluir repouso, hidratação e remédios para aliviar a febre e a dor. Alguns indivíduos podem precisar de oxigenoterapia para auxiliar na respiração.
A internação hospitalar pode acontecer se o paciente for uma criança, idoso ou uma pessoa com comorbidades. Nesses casos, a internação é necessária para que a abordagem terapêutica seja mais incisiva, com administração de antibióticos intravenosos e suporte respiratório.
O acompanhamento médico é essencial para monitorar a evolução do paciente e fazer ajustes no tratamento conforme o necessário.
A broncopneumonia e a pneumonia possuem algumas distinções importantes. Sendo a área do pulmão afetada a principal delas.
As duas são consideradas infecções pulmonares e compartilham muitos sintomas, métodos diagnósticos e abordagens de tratamento. A diferença entre elas está sobretudo na extensão e localização do processo inflamatório.
Afinal, a broncopneumonia é contagiosa? De forma indireta, sim, já que os microrganismos responsáveis pela infecção podem ser transmitidos entre pessoas. Reconhecer os sintomas precocemente e buscar avaliação médica faz toda a diferença no prognóstico. Principalmente em crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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