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Muitas vezes vistas como um incômodo estético, as varizes podem sinalizar problemas circulatórios que exigem atenção médica.

Depois de um dia longo, você tira os sapatos e sente aquele peso familiar nas pernas. Ao olhar, nota que uma veia parece mais saltada, mais tortuosa do que antes. Essa cena, comum para milhões de brasileiros, frequentemente desperta a dúvida: isso é apenas uma questão estética ou um sinal de que algo mais sério está acontecendo?
Cirurgiões vasculares e angiologistas podem acompanhar esse tipo de quadro e tratamento. A Rede Américas conta com vários especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
As varizes são veias dilatadas e tortuosas que surgem principalmente nas pernas e pés. Elas se formam quando as válvulas dentro das veias, que deveriam empurrar o sangue de volta para o coração, enfraquecem ou falham. Com isso, o sangue se acumula, aumentando a pressão e causando a dilatação da veia.
É importante ressaltar que as varizes, definidas como veias dilatadas com 3 mm ou mais de diâmetro, são consideradas uma doença venosa crônica clinicamente significativa. Diferente dos pequenos vasinhos estéticos, elas podem causar sintomas como dor, inchaço, trombose, sangramento e até úlceras nas pernas.
As varizes nas pernas são classificadas como 'doenças venosas crônicas', o que sublinha a necessidade de um diagnóstico preciso para identificar sua gravidade e guiar um tratamento eficaz.
Esse processo não acontece por acaso. A insuficiência venosa crônica, nome técnico da condição, está ligada a diversos fatores que sobrecarregam o sistema circulatório dos membros inferiores.
Algumas condições e hábitos podem favorecer o surgimento ou o agravamento das varizes. Conhecê-los é o primeiro passo para a prevenção. Os principais são:
É fundamental entender que existem diferentes estágios da doença venosa. Os "vasinhos" finos e avermelhados, conhecidos como telangiectasias, raramente representam um perigo. No entanto, as veias mais calibrosas e saltadas, chamadas de varizes tronculares, exigem uma avaliação cuidadosa.
Muitas pessoas confundem os pequenos vasinhos estéticos com varizes clinicamente significativas. No entanto, é crucial entender que varizes não tratadas, especialmente as clinicamente significativas, são uma doença que pode progredir e causar sérias complicações.
Ignorar os sinais de alerta das varizes pode levar a quadros sérios que afetam a saúde e a qualidade de vida. A estagnação do sangue na veia doente cria um ambiente propício para problemas mais complexos.
A doença varicosa avançada não é apenas um problema estético e pode levar a complicações sérias como úlceras (feridas) na pele, inflamação das veias (flebite), pigmentação ou sangramentos. Varizes clinicamente significativas que não recebem tratamento tendem a progredir, aumentando o risco de trombose venosa, úlceras na perna e alterações na pele.
A tromboflebite é a formação de um coágulo em uma veia superficial, causando dor, vermelhidão e endurecimento no local.
Embora localizada, ela pode ser um sinal de alerta. O risco maior é quando o coágulo se forma em uma veia profunda, quadro conhecido como trombose venosa profunda (TVP). Um fragmento desse coágulo pode se desprender e viajar até o pulmão, causando uma embolia pulmonar, que é uma emergência médica grave.
As úlceras são a complicação mais avançada da doença venosa crônica. A má circulação prolongada fragiliza a pele, principalmente na região do tornozelo. Qualquer pequeno ferimento pode se transformar em uma ferida aberta, dolorosa e de difícil cicatrização, que impacta severamente a rotina do paciente.
Veias varicosas muito superficiais ficam com a parede fina e frágil. Um pequeno trauma ou mesmo um ato de coçar a pele pode causar o rompimento da veia, levando a um sangramento intenso e que pode ser difícil de controlar sem a devida orientação.
A automedicação ou o adiamento da consulta médica podem permitir que a doença progrida. Procure um especialista se você apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
Ao considerar as opções de tratamento para varizes que causam sintomas, é importante saber que procedimentos endovenosos minimamente invasivos são hoje considerados mais eficazes e com melhor custo-benefício em comparação com a cirurgia tradicional de retirada da veia (stripping), que é uma opção mais antiga.
Após a avaliação clínica, o especialista pode solicitar um exame de imagem para mapear o sistema venoso e identificar a origem do problema. O principal exame para este fim é o ultrassom vascular com Eco Doppler colorido.
Este exame é indolor, não invasivo e permite ao médico visualizar o fluxo sanguíneo, o estado das veias e a função das válvulas. Para um diagnóstico preciso e para garantir um tratamento eficaz, são utilizados métodos especializados como o ultrassom duplex.
Além disso, o sistema CEAP é fundamental para classificar a gravidade da doença venosa crônica. Com base nesse diagnóstico preciso, é possível definir o melhor plano de tratamento para cada caso, que pode variar de medidas clínicas a procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia.
Adotar um estilo de vida saudável é a principal forma de cuidar da saúde das suas veias e evitar a progressão da doença. Algumas medidas simples fazem grande diferença:
As varizes são muito mais do que um detalhe estético. Elas são uma doença crônica que merece diagnóstico e acompanhamento. Ao perceber os primeiros sinais, não hesite em buscar avaliação médica. Cuidar da sua circulação é investir em sua saúde e bem-estar a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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