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Entenda como a imunização durante a gravidez é uma estratégia fundamental para prevenir infecções respiratórias graves nos primeiros meses de vida.

Aquele primeiro espirro do recém-nascido pode despertar um misto de sentimentos. Na maioria das vezes, é apenas um reflexo normal. Contudo, para muitos pais, o medo de infecções respiratórias nos primeiros meses de vida do bebê é uma preocupação real e constante, especialmente durante o outono e o inverno.
O vírus sincicial respiratório, mais conhecido como VSR, é um agente infeccioso extremamente comum. Na maioria dos adultos e crianças mais velhas, ele causa sintomas semelhantes aos de um resfriado leve. Porém, em recém-nascidos e lactentes, o cenário é muito diferente.
Devido ao sistema imunológico ainda imaturo e às vias aéreas muito pequenas, o VSR pode levar a quadros graves. Ele é o principal causador de bronquiolite, uma inflamação dos bronquíolos, e de pneumonia, representando uma das maiores causas de hospitalização em crianças com menos de 1 ano de idade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). É crucial ressaltar que a vacinação na gestação é percebida como uma estratégia eficaz para proteger o bebê, especialmente contra as formas graves da doença.
A lógica por trás da vacinação da gestante é criar uma proteção passiva para o bebê. A vacina não é aplicada diretamente na criança, mas sim na mãe, que se torna uma fábrica de anticorpos protetores.
O imunizante estimula o sistema imunológico da mulher a produzir uma grande quantidade de anticorpos específicos contra o VSR. Esses anticorpos são, então, transferidos para o feto através da placenta, conferindo ao bebê um "escudo" temporário que o protege nos primeiros e mais vulneráveis meses de vida. Essa proteção pode durar cerca de 5 a 6 meses após o nascimento.
Estudos mostram que a vacinação da gestante contra o VSR pode reduzir significativamente as internações hospitalares de bebês por infecções graves causadas por este vírus. Essa estratégia pode diminuir em até 27% o risco de hospitalização dos recém-nascidos devido à doença.
O momento da aplicação é crucial para garantir a máxima transferência de anticorpos para o bebê. A recomendação oficial busca um equilíbrio entre a maturação da resposta imune da mãe e o tempo necessário para que a proteção chegue ao feto antes do parto.
As diretrizes atuais são:
É fundamental conversar com o obstetra que acompanha o seu pré-natal para definir o momento ideal, levando em conta seu histórico de saúde e o andamento da gravidez.
Sim. A segurança da vacina para a mãe e para o bebê foi comprovada por meio de rigorosos estudos clínicos. A tecnologia utilizada no imunizante é a de proteína recombinante, que não contém o vírus vivo e, portanto, não há risco de causar a doença.
Os efeitos colaterais observados são geralmente leves e semelhantes aos de outras vacinas, como:
Reações graves são extremamente raras. A vacinação é considerada muito mais segura do que o risco de uma infecção por VSR no recém-nascido.
A disponibilidade da vacina contra o VSR para gestantes está se expandindo no Brasil, com opções tanto na rede pública quanto na privada.
Em fevereiro de 2024, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra o VSR para gestantes ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Isso significa que o imunizante será oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição e o início da aplicação na rede pública seguirão um cronograma a ser divulgado pelo governo federal.
Para quem desejar, a vacina Abrysvo® já está disponível em clínicas de vacinação e laboratórios privados em todo o país. Os valores podem variar dependendo da localidade e do serviço.
Além das gestantes, a vacina VSR também foi aprovada e é recomendada para idosos com 60 anos ou mais. Nessa população, o VSR também pode causar doenças respiratórias graves e complicações, sendo a vacinação uma importante ferramenta de prevenção.
A decisão de vacinar durante a gestação é um ato de cuidado que transcende o corpo da mãe, oferecendo proteção vital ao bebê nos momentos de maior fragilidade. Converse sempre com seu médico e mantenha seu calendário vacinal e o de sua família em dia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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