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Medicamento para disfunção erétil masculina gera curiosidade no público feminino, mas seu uso é seguro e eficaz? Veja o que se sabe

A dúvida surge em uma conversa entre amigas ou ao ler uma postagem na internet: um medicamento conhecido por ajudar homens poderia também beneficiar a vida sexual das mulheres?
Essa curiosidade crescente tem levado muitas a pesquisarem sobre o uso da tadalafila, mas a resposta não é tão simples e exige muita cautela.
Se você tem enfrentado problemas de disfunções sexuais, a recomendação é consultar um ginecologista para entender seu quadro e necessidades. A Rede Américas conta com especialistas atendendo em vários hospitais brasileiros.
A tadalafila é um fármaco que pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Sua principal função é promover o relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos, permitindo que o sangue flua com mais facilidade para determinadas regiões.
Nos homens, esse efeito facilita a obtenção e manutenção da ereção. Em outras indicações médicas aprovadas, como na hipertensão arterial pulmonar, sua ação vasodilatadora ajuda a reduzir a pressão nos pulmões.
O princípio, portanto, é circulatório. A ideia de que poderia funcionar em mulheres parte do pressuposto que um maior fluxo de sangue na região pélvica poderia aumentar a sensibilidade e a excitação.
Leia também: Para que serve a tadalafila?
Esta é a questão central e a resposta, com base nas evidências atuais, é não. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regula medicamentos no Brasil, não aprova a indicação da tadalafila para o tratamento de nenhuma condição feminina, incluindo a disfunção sexual.
Pesquisas científicas sobre a tadalafila focam exclusivamente na saúde masculina. Não existe comprovação oficial de eficácia ou segurança para o uso por mulheres. O remédio é validado apenas para tratar a disfunção erétil masculina.
Estudos científicos atuais não comprovam benefícios ou segurança para o desejo sexual feminino. Um estudo (2016) de dois anos confirmou a segurança da tadalafila apenas para homens, indicando que não há evidências científicas de benefícios para o público feminino.
Qualquer melhora na satisfação feminina atribuída à tadalafila deve-se ao tratamento da disfunção do parceiro. Não há evidências de benefícios diretos ou segurança para as mulheres.
Leia também: Em quanto tempo a tadalafila faz efeito?
A resposta sexual das mulheres é complexa e envolve fatores hormonais, psicológicos, vasculares e neurológicos. Diferente da disfunção erétil masculina, que tem um componente vascular muito claro, as queixas femininas como falta de libido ou dificuldade de atingir o orgasmo são multifatoriais.
Alguns estudos limitados investigaram o uso da tadalafila em mulheres. Embora alguns tenham observado um aumento no fluxo sanguíneo genital, isso não se traduziu consistentemente em melhora subjetiva do desejo, da excitação ou da satisfação sexual. Atualmente, não existem provas científicas robustas de que medicamentos para circulação ou desejo funcionem em mulheres.
As evidências sobre esses medicamentos são consideradas fracas e inconclusivas. Assim, a comunidade científica ainda não possui dados robustos que justifiquem sua recomendação.
Utilizar um medicamento para uma finalidade não aprovada, prática conhecida como uso "off-label", deve ser feito apenas sob estrita supervisão médica, o que raramente é o caso na automedicação.
Ao tomar tadalafila por conta própria, a mulher se expõe a riscos sem a garantia de benefícios, uma vez que não há evidências científicas que comprovem sua segurança para o público feminino.
Os efeitos colaterais mais comuns, que também afetam os homens, incluem:
Além disso, a tadalafila é contraindicada para pessoas que usam medicamentos à base de nitratos (comuns para tratar doenças cardíacas), pois a combinação pode causar uma queda perigosa da pressão arterial. Sem uma avaliação médica prévia, é impossível saber se o uso é seguro para você.
Essa ideia é um mito perigoso que circula em alguns ambientes não-médicos. A tadalafila não tem qualquer efeito comprovado sobre o metabolismo de gorduras ou no ganho de massa muscular.
Seu efeito vasodilatador pode dar uma falsa impressão de "pump" (inchaço muscular) durante o treino, mas não melhora o desempenho físico nem promove emagrecimento. O uso para essa finalidade é inadequado e arriscado.
Se você enfrenta questões relacionadas à libido, dor na relação sexual ou dificuldade de excitação, o primeiro e mais importante passo é buscar ajuda especializada. A disfunção sexual feminina é uma condição real e tratável, mas exige um diagnóstico correto.
Um médico ginecologista poderá investigar as causas, que podem incluir desde desequilíbrios hormonais (como os que ocorrem na menopausa), condições de saúde subjacentes, até fatores psicológicos e de relacionamento.
O tratamento pode envolver terapia hormonal, fisioterapia pélvica, psicoterapia, ajustes no estilo de vida ou o uso de medicamentos específicos e aprovados para a condição diagnosticada. A automedicação com substâncias como a tadalafila não apenas é ineficaz, mas também adia a busca por uma solução real e segura para o seu problema.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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