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A sífilis é uma infecção que pode afetar diferentes partes do corpo, como os genitais, a pele e a boca; sem tratamento, o quadro pode piorar e causar complicações

Os sintomas de sífilis na boca incluem feridas que não doem, manchas e pequenas lesões. Esses sinais podem aparecer nos lábios, nas gengivas, na língua, no céu da boca e na parte interna das bochechas. Em alguns casos, aparecem sozinhas, e, em outros, surgem junto com sintomas em outras partes do corpo, como manchas na pele.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada por bactéria e transmitida principalmente por relação sexual sem preservativo, incluindo sexo oral, vaginal e anal. A transmissão também pode acontecer pelo contato direto com feridas infecciosas e durante a gestação ou parto, da pessoa gestante para o bebê.
Os sintomas mudam conforme a fase da infecção e podem desaparecer com o tempo, mas a doença continua no organismo e, se não for tratada, pode causar complicações. Infectologistas são os médicos que atendem esse quadro de forma primária. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Mesmo que seja mais associada a lesões genitais, a condição pode se manifestar em outras partes do corpo, incluindo a boca.
A transmissão pode acontecer pelo contato com uma ferida de sífilis durante o sexo oral sem proteção. A bactéria entra no corpo através de pequenas fissuras na mucosa da boca ou dos lábios, começando a infecção no local antes de se espalhar pelo organismo.
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As manifestações orais da sífilis variam conforme o estágio da doença. Quando o paciente conhece os sintomas de cada fase, pode identificar os sinais de alerta cedo.
O primeiro sintoma da sífilis na boca é o aparecimento de uma lesão conhecida como "cancro duro". Geralmente, essa lesão surge no local da infecção entre 10 e 90 dias após o contato e tem as seguintes características:
Ao contrário das aftas, que podem ser bem dolorosas, as feridas de sífilis na boca costumam ser indolores, o que pode atrasar a busca por ajuda médica. Assim, um cancro de sífilis na boca pode se manifestar como feridas únicas ou manchas na língua e lábios.
Um ponto importante é que o cancro duro desaparece espontaneamente em algumas semanas, mesmo sem tratamento, o que pode levar à falsa impressão de que o problema foi resolvido, mas a bactéria continua se multiplicando no corpo.
Se a infecção primária não for tratada, ela progride para o estágio secundário, semanas ou meses depois do desaparecimento do cancro. Nessa fase, os sintomas na boca são diferentes e podem ser acompanhados de sinais em outras partes do corpo, como manchas na pele.
No geral, os sinais orais secundários incluem:
Nesse estágio, a sífilis na boca pode ter placas cinzas ou feridas que, assim como na fase primária, podem não causar nenhum tipo de dor.
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A principal dúvida de quem encontra uma ferida na boca é saber se é algo comum, como uma afta, ou um sinal de IST. As características das lesões são diferentes e ajudam na identificação, embora não substituam a avaliação por um médico.
As feridas de sífilis na boca podem ser confundidas com aftas e, por isso, é importante procurar um especialista para fazer o diagnóstico certo. Diferente das aftas, as lesões de sífilis na boca costumam ser indolores e podem aparecer como manchas ou placas, pedindo exames para a confirmação.
Mesmo com essas diferenças, nem sempre dá para saber a causa só pela aparência. Algumas feridas podem ser parecidas, o que pode gerar dúvida. Por isso, diante de qualquer lesão que demora a cicatrizar, surge sem motivo ou aparece junto com outros sintomas, é importante procurar atendimento médico para confirmar o diagnóstico.
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A avaliação visual dos sintomas da sífilis na boca por um médico ou dentista é o primeiro passo, mas não é suficiente para confirmar o diagnóstico. Por se tratar de uma infecção que pode afetar todo o organismo, a confirmação depende de exames específicos.
O diagnóstico da sífilis, então, é feito principalmente por meio de exames de sangue que detectam anticorpos contra a bactéria Treponema pallidum. O teste mais comum é o VDRL, um exame de rotina que, se positivo, é confirmado por testes mais específicos, como o FTA-ABS.
Assim, é importante fazer o exame VDRL para o diagnóstico, especialmente porque as lesões na boca podem ser confundidas com aftas. A identificação da infecção por exames laboratoriais evita diagnósticos errados e faz com que o médico indique o tratamento adequado.
O paciente deve procurar um profissional de saúde ao notar qualquer lesão suspeita. Só um especialista pode pedir os exames certos e interpretar os resultados.
A sífilis tem cura e o tratamento é eficaz, principalmente quando a infecção é diagnosticada em seus estágios iniciais. O tratamento padrão-ouro, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, é feito com antibióticos, geralmente a penicilina benzatina.
O tratamento é definido pelo médico com base no estágio da infecção, e o paciente precisa seguir as orientações, como tomar o medicamento e fazer exames de acompanhamento para confirmar a cura. Os parceiros sexuais da pessoa também devem ser testados e tratados.
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Não hesite em buscar avaliação médica ou odontológica se você tiver um dos seguintes sinais:
O diagnóstico precoce é a melhor forma de tratar a sífilis, evitando complicações graves e interrompendo a cadeia de transmissão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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