19/08/2025
Revisado em: 19/08/2025
Saiba quais são as manifestações mais comuns da doença, como diferenciá-la de outras infecções e os sinais de alerta que exigem atenção médica imediata.
De repente, você sente um calafrio, uma tosse persistente ou aquela sensação de cansaço que não vai embora. Em tempos de vírus respiratórios circulando, é natural se perguntar: "Será que é COVID-19?". Conhecer os sintomas da COVID-19 é fundamental para proteger sua saúde e a de quem está ao seu redor.
A doença causada pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus, evoluiu ao longo do tempo. Atualmente, com a circulação de novas variantes e a alta cobertura vacinal, os sintomas podem ser diferentes do que era observado no início da pandemia.
Contudo, a atenção aos sinais do corpo continua sendo a melhor estratégia para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Os sintomas da COVID-19 podem surgir de dois a 14 dias após a exposição ao vírus, com uma média de cinco dias. A apresentação clínica varia amplamente, desde quadros assintomáticos até casos graves que requerem internação.
A lista a seguir detalha as manifestações mais comuns e aquelas que, embora menos frequentes, ainda podem indicar a infecção.
As manifestações predominantes da COVID-19, especialmente com as variantes mais recentes, assemelham-se frequentemente a resfriados ou gripes. Veja quais são:
Alguns sintomas, mais característicos das variantes iniciais do vírus, ainda podem ocorrer em uma parcela dos infectados. São eles:
É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses sintomas não confirma a COVID-19, mas sugere a necessidade de avaliação médica. O diagnóstico preciso requer exames laboratoriais, como o teste de antígeno ou RT-PCR.
Com a coincidência de sintomas entre a COVID-19, a gripe (Influenza) e o resfriado comum, distinguir essas condições pode ser um desafio.
Embora todas sejam infecções respiratórias virais, suas causas, gravidade e potenciais complicações variam. A diferenciação é crucial para o manejo adequado e para evitar a transmissão.
A tabela a seguir apresenta as principais características que podem ajudar a distinguir entre as três condições. Vale lembrar que esta é uma orientação geral; apenas um profissional de saúde pode fazer um diagnóstico definitivo.
A observação de sintomas como a perda de olfato e paladar, ou a falta de ar, são indicativos mais fortes de COVID-19, embora não sejam exclusivos e possam estar ausentes em casos leves ou em infecções por variantes mais recentes.
Em caso de dúvida, a testagem é a maneira mais segura de confirmar o diagnóstico.
Os primeiros sinais da COVID-19 variam de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem febre, tosse e fadiga. Para muitos, a doença pode começar de forma sutil, com um leve mal-estar, dor de garganta ou coriza, o que dificulta a diferenciação de um resfriado comum. O período de incubação, ou seja, o tempo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode durar de dois a 14 dias, com uma média de cinco dias.
Durante esse período, a pessoa já pode transmitir o vírus, mesmo sem apresentar sintomas.
É fundamental estar atento a qualquer alteração no seu bem-estar e considerar a possibilidade de COVID-19, especialmente se houve contato recente com casos confirmados ou se você reside em áreas com alta taxa de transmissão.
O isolamento e a testagem precoce são medidas eficazes para conter a disseminação do vírus.
A duração dos sintomas da COVID-19 é bastante variável e depende de fatores como a idade, o estado de saúde geral do indivíduo, a variante do vírus e o status vacinal. Em casos leves a moderados, os sintomas geralmente melhoram em cerca de uma a duas semanas. Para casos mais graves, a recuperação pode levar de três a seis semanas, ou até mais.
Mesmo após a melhora dos sintomas agudos, algumas pessoas podem experimentar a persistência de certas manifestações por semanas ou meses. Este é um quadro conhecido como síndrome pós-COVID ou "Long COVID".
A síndrome pós-COVID, popularmente conhecida como "Long COVID", refere-se a um conjunto de sintomas que persistem por mais de quatro semanas após a infecção inicial pelo SARS-CoV-2, ou que surgem após a recuperação da fase aguda da doença. Essa condição pode afetar diversos sistemas do corpo e apresentar uma ampla gama de sintomas, incluindo:
Uma pesquisa relevante indicou que 87,4% dos pacientes relataram ao menos um sintoma persistente até 60 dias após a recuperação da COVID-19. Entre os sintomas mais comuns observados, a fadiga afetou 53,1% dos pacientes e a dispneia (falta de ar) foi relatada por 43,4%.
Pessoas de todas as idades e com diferentes graus de gravidade da infecção inicial podem desenvolver a síndrome pós-COVID. É essencial que indivíduos com esses sintomas busquem acompanhamento médico para um diagnóstico e plano de tratamento adequados, que podem envolver uma abordagem multidisciplinar.
A maioria dos casos de COVID-19 apresenta sintomas leves e pode ser gerenciada em casa, com repouso, hidratação e medicação para alívio dos sintomas. No entanto, é fundamental estar atento aos sinais de alerta que indicam a necessidade de atendimento médico imediato. O objetivo é evitar o agravamento da doença e suas complicações.
Procure uma emergência ou serviço de saúde imediatamente se você ou alguém próximo apresentar os seguintes sintomas:
Não hesite em buscar ajuda profissional ao notar esses sinais. O atendimento rápido pode fazer a diferença na evolução da doença.
Alguns grupos de pessoas são mais vulneráveis a desenvolver quadros graves de COVID-19 e, portanto, devem procurar avaliação médica mais cedo, mesmo com sintomas leves. Isso inclui:
É importante notar que entre 8% e 11% das gestantes com COVID-19 podem precisar de hospitalização, e 2% a 4% delas necessitam de internação em UTI, segundo dados da Clinical and Applied Thrombosis/Hemostasis.
Se você pertence a um desses grupos e apresenta qualquer sintoma de COVID-19, entre em contato com um profissional de saúde para orientação sobre os próximos passos, incluindo a necessidade de testagem e monitoramento.
A vacinação contra a COVID-19 é a principal ferramenta para reduzir o risco de desenvolver formas graves da doença, hospitalizações e óbitos. As vacinas não apenas protegem o indivíduo, mas também contribuem para a imunidade coletiva, diminuindo a circulação do vírus e o surgimento de novas variantes. Manter o esquema vacinal atualizado é crucial.
Além da vacinação, a adoção de medidas preventivas básicas continua sendo importante para controlar a disseminação da COVID-19 e de outras doenças respiratórias. Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel, evite tocar o rosto, cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e, se possível, evite locais com aglomeração, especialmente se você ou alguém de sua família apresentar sintomas.
Reunimos as dúvidas mais comuns sobre os sintomas da COVID-19 para complementar sua compreensão sobre o tema.
Atualmente, os sintomas mais comuns da COVID-19 incluem febre, tosse (geralmente seca), fadiga, dor de garganta, congestão nasal ou coriza, dor de cabeça e dores musculares. A perda de olfato e paladar, embora menos frequente, ainda pode ocorrer. As manifestações podem variar dependendo da variante circulante do vírus e do histórico vacinal do indivíduo.
A única forma de ter certeza se você está com COVID-19 é através da realização de testes diagnósticos, como o teste rápido de antígeno ou o RT-PCR, que detectam a presença do vírus.
Testes de anticorpos, por exemplo, podem detectar entre 27% e 41% das infecções na primeira semana após o início dos sintomas, e essa taxa sobe para 78% a 88% na terceira semana, conforme estudo publicado no The Cochrane Database of Systematic Reviews.
Se você apresentar sintomas ou tiver tido contato com alguém infectado, procure um serviço de saúde para orientação e testagem. Enquanto aguarda o resultado ou a avaliação, é recomendado o isolamento para evitar a transmissão.
Em casos leves a moderados, os sintomas da COVID-19 geralmente duram de uma a duas semanas. Para casos mais graves, a recuperação pode se estender por várias semanas. Além disso, algumas pessoas podem desenvolver a síndrome pós-COVID (Long COVID), com sintomas persistentes por semanas ou meses após a fase aguda da doença.
Distinguir entre COVID-19 e gripe apenas pelos sintomas é difícil, pois muitas manifestações são semelhantes. A gripe tende a ter um início mais súbito e febre alta mais característica, enquanto a perda de olfato e paladar foi um sintoma mais distintivo da COVID-19 (embora hoje menos comum). A forma mais segura de diferenciar é através da testagem específica para cada vírus, disponível em serviços de saúde e laboratórios.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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