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Fadiga extrema, fraqueza e tonturas podem ser mais do que apenas estresse. Conheça os sinais da insuficiência adrenal.

Aquele cansaço que não melhora com uma boa noite de sono, uma sensação de fraqueza que dificulta tarefas simples e a tontura que aparece ao se levantar rápido. Esses sinais, muitas vezes atribuídos a uma rotina agitada, podem na verdade indicar que os níveis de cortisol no seu corpo estão perigosamente baixos. É fundamental estar atento, pois o déficit de cortisol não tratado pode ser fatal em menos de nove dias, levando a sintomas graves como perda de peso progressiva, redução da atividade motora e apatia.
Conhecido popularmente como o "hormônio do estresse", o cortisol desempenha funções vitais muito além de nos ajudar a reagir a situações de perigo. Produzido pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, ele atua na regulação de processos essenciais.
Suas principais funções incluem:
Assim, quando os níveis de cortisol estão abaixo do ideal, diversas funções corporais podem ser comprometidas, gerando um quadro clínico conhecido como hipocortisolismo ou insuficiência adrenal.
Endocrinologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Os sintomas de cortisol baixo costumam se desenvolver gradualmente e podem ser vagos no início, o que por vezes dificulta o diagnóstico. A intensidade varia, mas a persistência dos sinais é um importante alerta. Fique atento a um conjunto de manifestações.
Este é o sintoma mais comum e debilitante. Não se trata de um cansaço comum, mas de uma exaustão profunda que não é aliviada pelo descanso. A fraqueza muscular pode dificultar atividades cotidianas, como subir escadas ou carregar objetos.
Leia também: O que fazer para baixar o cortisol?
O cortisol ajuda a manter o tônus dos vasos sanguíneos. Com níveis baixos, a pressão arterial tende a cair (hipotensão), especialmente ao mudar de posição (hipotensão ortostática). Isso causa tonturas, visão turva e até desmaios ao se levantar. Além disso, a baixa atividade do hormônio aldosterona, também produzido nas glândulas adrenais, pode levar à perda de sódio e volume sanguíneo, contribuindo para quadros de pressão baixa e tontura (sinais de hipovolemia).
Diferente do cortisol alto, que pode levar ao ganho de peso, o cortisol baixo está associado à perda de peso não intencional e à redução do apetite. Náuseas, vômitos e dores abdominais também são frequentes e contribuem para a dificuldade em se alimentar.
A deficiência de cortisol afeta o sistema nervoso central. Isso pode se manifestar como irritabilidade, apatia, dificuldade de concentração e até mesmo sintomas de depressão e ansiedade. A instabilidade emocional é uma queixa comum entre os pacientes. Níveis baixos de metabólitos do cortisol também estão associados a uma maior sonolência diurna excessiva, sugerindo que a ativação das glândulas adrenais desempenha um papel protetor no estado de alerta.
Na insuficiência adrenal primária, conhecida como Doença de Addison, um sintoma característico é o escurecimento da pele. A hiperpigmentação pode ser notada em áreas de dobras (cotovelos, joelhos), cicatrizes, gengivas e regiões expostas ao sol.
Leia também: Para que serve o exame de cortisol?
A produção de cortisol é regulada por um sistema complexo envolvendo o cérebro (hipotálamo e hipófise) e as glândulas suprarrenais. Falhas em qualquer ponto desse eixo podem levar à deficiência do hormônio. As causas são divididas em duas categorias principais.
É importante ressaltar que endocrinopatias graves, como a insuficiência adrenal (que pode causar fadiga e tontura), são efeitos adversos imunológicos que podem surgir em pacientes submetidos a terapias que ativam o sistema imune, muitas vezes exigindo o uso de corticosteroides.
Além dessas, uma causa comum e evitável de insuficiência adrenal é a interrupção abrupta do uso de medicamentos corticoides, como prednisona ou dexametasona, usados no tratamento de diversas doenças inflamatórias. Em adolescentes grávidas, a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) pode contribuir para respostas de estresse desreguladas e aumentar o risco de pré-eclâmpsia.
O uso prolongado de corticoides sintéticos faz com que as glândulas suprarrenais "se acostumem" e reduzam sua produção natural de cortisol. O corpo entende que já há hormônio suficiente circulando.
Se a medicação for interrompida de forma súbita, as glândulas não conseguem retomar a produção a tempo, resultando em uma queda drástica dos níveis de cortisol. Isso pode desencadear uma crise adrenal, uma emergência médica grave com sintomas como dor abdominal intensa, vômitos, pressão arterial muito baixa, confusão mental e perda de consciência.
Portanto, a retirada de corticoides deve ser sempre gradual e supervisionada por um médico, processo conhecido como "desmame".
A suspeita de cortisol baixo requer uma investigação médica criteriosa, geralmente conduzida por um endocrinologista. O diagnóstico não se baseia apenas nos sintomas, mas em exames laboratoriais específicos.
Os principais métodos incluem:
O tratamento para a insuficiência adrenal existe e visa restabelecer uma vida normal ao paciente. A base do tratamento é a reposição hormonal com medicamentos que substituem o cortisol, como a hidrocortisona ou a prednisona, em doses que mimetizam a produção natural do corpo.
O ajuste da dose é individual e requer acompanhamento médico contínuo. Em situações de estresse físico, como infecções, cirurgias ou traumas, pode ser necessário aumentar a dose temporariamente para evitar complicações.
Ignorar os sintomas de cortisol baixo é perigoso. Procure um clínico geral ou um endocrinologista se você apresentar uma combinação dos sinais mencionados, especialmente se eles forem persistentes e sem causa aparente.
A avaliação profissional é fundamental para obter um diagnóstico correto, descartar outras condições com sintomas semelhantes e iniciar o tratamento adequado, prevenindo o risco de uma crise adrenal.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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