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Quais os sintomas de cortisol baixo: o que seu corpo está tentando dizer?

Fadiga extrema, fraqueza e tonturas podem ser mais do que apenas estresse. Conheça os sinais da insuficiência adrenal.

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Aquele cansaço que não melhora com uma boa noite de sono, uma sensação de fraqueza que dificulta tarefas simples e a tontura que aparece ao se levantar rápido. Esses sinais, muitas vezes atribuídos a uma rotina agitada, podem na verdade indicar que os níveis de cortisol no seu corpo estão perigosamente baixos. É fundamental estar atento, pois o déficit de cortisol não tratado pode ser fatal em menos de nove dias, levando a sintomas graves como perda de peso progressiva, redução da atividade motora e apatia.

O que é o cortisol e por que ele é importante?

Conhecido popularmente como o "hormônio do estresse", o cortisol desempenha funções vitais muito além de nos ajudar a reagir a situações de perigo. Produzido pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, ele atua na regulação de processos essenciais.

Suas principais funções incluem:

  • manter a pressão arterial: ajuda a regular a pressão sanguínea e a função cardiovascular;
  • controlar o açúcar no sangue: aumenta os níveis de glicose para fornecer energia ao corpo;
  • reduzir a inflamação: possui um potente efeito anti-inflamatório;
  • regular o metabolismo: influencia como o corpo utiliza carboidratos, gorduras e proteínas.

Assim, quando os níveis de cortisol estão abaixo do ideal, diversas funções corporais podem ser comprometidas, gerando um quadro clínico conhecido como hipocortisolismo ou insuficiência adrenal.

Endocrinologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Quais são os principais sintomas de cortisol baixo?

Os sintomas de cortisol baixo costumam se desenvolver gradualmente e podem ser vagos no início, o que por vezes dificulta o diagnóstico. A intensidade varia, mas a persistência dos sinais é um importante alerta. Fique atento a um conjunto de manifestações.

Fadiga extrema e fraqueza muscular

Este é o sintoma mais comum e debilitante. Não se trata de um cansaço comum, mas de uma exaustão profunda que não é aliviada pelo descanso. A fraqueza muscular pode dificultar atividades cotidianas, como subir escadas ou carregar objetos.

Leia também: O que fazer para baixar o cortisol?

Tontura e pressão arterial baixa

O cortisol ajuda a manter o tônus dos vasos sanguíneos. Com níveis baixos, a pressão arterial tende a cair (hipotensão), especialmente ao mudar de posição (hipotensão ortostática). Isso causa tonturas, visão turva e até desmaios ao se levantar. Além disso, a baixa atividade do hormônio aldosterona, também produzido nas glândulas adrenais, pode levar à perda de sódio e volume sanguíneo, contribuindo para quadros de pressão baixa e tontura (sinais de hipovolemia).

Alterações de peso e apetite

Diferente do cortisol alto, que pode levar ao ganho de peso, o cortisol baixo está associado à perda de peso não intencional e à redução do apetite. Náuseas, vômitos e dores abdominais também são frequentes e contribuem para a dificuldade em se alimentar.

Mudanças de humor e saúde mental

A deficiência de cortisol afeta o sistema nervoso central. Isso pode se manifestar como irritabilidade, apatia, dificuldade de concentração e até mesmo sintomas de depressão e ansiedade. A instabilidade emocional é uma queixa comum entre os pacientes. Níveis baixos de metabólitos do cortisol também estão associados a uma maior sonolência diurna excessiva, sugerindo que a ativação das glândulas adrenais desempenha um papel protetor no estado de alerta.

Escurecimento da pele (hiperpigmentação)

Na insuficiência adrenal primária, conhecida como Doença de Addison, um sintoma característico é o escurecimento da pele. A hiperpigmentação pode ser notada em áreas de dobras (cotovelos, joelhos), cicatrizes, gengivas e regiões expostas ao sol.

Leia também: Para que serve o exame de cortisol?

O que pode causar a queda nos níveis de cortisol?

A produção de cortisol é regulada por um sistema complexo envolvendo o cérebro (hipotálamo e hipófise) e as glândulas suprarrenais. Falhas em qualquer ponto desse eixo podem levar à deficiência do hormônio. As causas são divididas em duas categorias principais.

Tipo de Insuficiência Adrenal

Causa Principal

Característica

Primária (Doença de Addison)

Problema direto nas glândulas suprarrenais. Geralmente uma doença autoimune, na qual o corpo ataca as próprias glândulas.

A produção de cortisol e aldosterona (outro hormônio adrenal) é afetada.

Secundária

Problema na glândula hipófise, que não produz adequadamente o hormônio ACTH, responsável por estimular as suprarrenais.

Pode ser causada por tumores, cirurgias ou radioterapia na região da hipófise.

É importante ressaltar que endocrinopatias graves, como a insuficiência adrenal (que pode causar fadiga e tontura), são efeitos adversos imunológicos que podem surgir em pacientes submetidos a terapias que ativam o sistema imune, muitas vezes exigindo o uso de corticosteroides.

Além dessas, uma causa comum e evitável de insuficiência adrenal é a interrupção abrupta do uso de medicamentos corticoides, como prednisona ou dexametasona, usados no tratamento de diversas doenças inflamatórias. Em adolescentes grávidas, a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) pode contribuir para respostas de estresse desreguladas e aumentar o risco de pré-eclâmpsia.

Por que não se deve interromper o uso de corticoides por conta própria?

O uso prolongado de corticoides sintéticos faz com que as glândulas suprarrenais "se acostumem" e reduzam sua produção natural de cortisol. O corpo entende que já há hormônio suficiente circulando.

Se a medicação for interrompida de forma súbita, as glândulas não conseguem retomar a produção a tempo, resultando em uma queda drástica dos níveis de cortisol. Isso pode desencadear uma crise adrenal, uma emergência médica grave com sintomas como dor abdominal intensa, vômitos, pressão arterial muito baixa, confusão mental e perda de consciência.

Portanto, a retirada de corticoides deve ser sempre gradual e supervisionada por um médico, processo conhecido como "desmame".

Como é feito o diagnóstico do cortisol baixo?

A suspeita de cortisol baixo requer uma investigação médica criteriosa, geralmente conduzida por um endocrinologista. O diagnóstico não se baseia apenas nos sintomas, mas em exames laboratoriais específicos.

Os principais métodos incluem:

  • dosagem de cortisol no sangue: geralmente coletado no início da manhã, quando os níveis deveriam estar mais altos;
  • dosagem de ACTH: ajuda a diferenciar se a causa é primária (ACTH alto) ou secundária (ACTH baixo ou normal);
  • teste de estímulo com ACTH: considerado o padrão-ouro, avalia a capacidade das suprarrenais de produzir cortisol após um estímulo sintético;
  • dosagem de cortisol salivar ou urinário: podem ser úteis para avaliar o ritmo de produção do hormônio ao longo do dia.

Existe tratamento para o cortisol baixo?

O tratamento para a insuficiência adrenal existe e visa restabelecer uma vida normal ao paciente. A base do tratamento é a reposição hormonal com medicamentos que substituem o cortisol, como a hidrocortisona ou a prednisona, em doses que mimetizam a produção natural do corpo.

O ajuste da dose é individual e requer acompanhamento médico contínuo. Em situações de estresse físico, como infecções, cirurgias ou traumas, pode ser necessário aumentar a dose temporariamente para evitar complicações.

Quando devo procurar um médico?

Ignorar os sintomas de cortisol baixo é perigoso. Procure um clínico geral ou um endocrinologista se você apresentar uma combinação dos sinais mencionados, especialmente se eles forem persistentes e sem causa aparente.

A avaliação profissional é fundamental para obter um diagnóstico correto, descartar outras condições com sintomas semelhantes e iniciar o tratamento adequado, prevenindo o risco de uma crise adrenal.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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