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Amigdalite viral: sintomas e por que os antibióticos não são a resposta

Entenda os sinais que diferenciam a infecção viral da bacteriana e descubra como aliviar os sintomas de forma segura e eficaz

Resumo
  • A amigdalite viral geralmente vem acompanhada de sintomas de resfriado, como tosse e coriza
  • Dor de garganta, dificuldade para engolir e febre baixa são os sinais mais comuns
  • Antibióticos são ineficazes contra vírus e seu uso indevido pode gerar resistência bacteriana
  • O tratamento foca no alívio dos sintomas com repouso, hidratação e analgésicos
  • Sintomas graves como febre muito alta ou dificuldade para respirar exigem avaliação médica imediata
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Aquela sensação incômoda ao acordar: a garganta arranha, engolir se torna um esforço e um mal-estar geral começa a se instalar. 

A amigdalite é uma das causas mais comuns para esse quadro, mas antes de pensar em qualquer medicamento, é fundamental entender a sua origem. Na maioria das vezes, a inflamação é causada por um vírus, e o tratamento é bem diferente do que se imagina.

Nem toda amigdalite precisa de antibiótico. Marque uma avaliação com um infectologista na Rede Américas e trate da forma correta.

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Quais são os principais sintomas da amigdalite viral?

A amigdalite viral é uma inflamação das amígdalas, que são duas massas de tecido linfoide localizadas no fundo da garganta, parte do sistema de defesa do corpo. Quando a causa é um vírus, os sintomas costumam se assemelhar aos de um resfriado ou gripe comum.

Os sinais mais característicos incluem:

  • Dor de garganta: geralmente de intensidade leve a moderada, que pode piorar ao engolir.
  • Tosse e coriza: a presença de congestão nasal e tosse (seca ou com secreção) é um forte indicativo de origem viral.
  • Febre baixa: a temperatura corporal pode subir, mas raramente ultrapassa os 38,5°C.
  • Vermelhidão na garganta: as amígdalas e a área ao redor ficam visivelmente vermelhas e inchadas.
  • Mal-estar geral: sensação de cansaço, dores no corpo e dor de cabeça são frequentes.

Outros sintomas menos comuns, mas possíveis, são rouquidão, dor de ouvido (causada pela irradiação da dor da garganta) e gânglios linfáticos do pescoço levemente inchados. A presença de coriza e tosse, por exemplo, é um indicativo da defesa natural do corpo contra o vírus.

Infecções por adenovírus, um tipo comum de vírus que causa amigdalite, frequentemente vêm acompanhadas de outros problemas respiratórios, como resfriado, reforçando que é uma causa viral que não melhora com antibióticos. Os antibióticos tratam apenas infecções causadas por bactérias.

Como a amigdalite viral é diferente da bacteriana?

A principal dúvida de quem sofre com dor de garganta é saber diferenciar a causa da infecção, pois isso determina o tratamento. Enquanto a viral é mais comum, a amigdalite bacteriana, geralmente causada pelo Streptococcus, exige uma abordagem diferente. A melhor forma de ter um diagnóstico preciso é através de uma avaliação médica.

Algumas pistas ajudam a diferenciar os quadros. É importante notar que, em casos de amigdalite viral ou outras inflamações que não são causadas por bactérias, os níveis de proteína C-reativa (um marcador de inflamação no sangue) tendem a ser baixos. 

Esse dado laboratorial pode ajudar a indicar que antibióticos não são necessários, e o foco deve ser no alívio dos sintomas. A tabela abaixo resume as principais diferenças:

Característica

Amigdalite Viral

Amigdalite Bacteriana

Sintomas de Resfriado (Tosse, Coriza)

Comuns

Raros ou ausentes

Febre

Geralmente baixa (até 38,5°C)

Geralmente alta (acima de 38,5°C)

Placas de Pus

Raras

Comuns (pontos brancos ou amarelados nas amígdalas)

Dor de Garganta

Leve a moderada

Intensa e de início súbito

Mau Hálito

Pode ocorrer

Mais intenso e característico


A presença de pus não é exclusiva da infecção bacteriana, mas é muito mais frequente e evidente nestes casos. A ausência de tosse e coriza, combinada com febre alta e dor súbita, aumenta a suspeita de uma causa bacteriana.

Por que antibióticos não funcionam para a amigdalite viral?

Esta é a informação mais importante do ponto de vista da saúde pública e individual. Antibióticos são medicamentos projetados para combater bactérias, interferindo em seus mecanismos de sobrevivência e reprodução. 

Eles não têm absolutamente nenhum efeito sobre os vírus. A amigdalite viral é causada pela presença de vírus alojados nas amígdalas, e esses medicamentos são desenvolvidos especificamente para combater bactérias. 

Quando um vírus causa a infecção, o organismo ativa uma resposta imunológica específica para combatê-lo, tornando o uso de antibióticos ineficaz e desnecessário.

Utilizar antibióticos em uma infecção viral não acelera a cura nem alivia os sintomas. Pelo contrário, a prática contribui para um dos maiores problemas de saúde globais: a resistência bacteriana. 

O uso indevido de antibióticos torna as bactérias mais fortes e resistentes, dificultando o tratamento de infecções futuras que realmente precisariam desses medicamentos. Assim, o tratamento é focado em gerenciar os sintomas e permitir que o sistema imunológico do próprio corpo combata o vírus.

Qual é o tratamento indicado para a amigdalite viral?

O foco do tratamento é o alívio do desconforto. O organismo levará alguns dias para eliminar o patógeno, e durante esse período, algumas medidas podem fazer toda a diferença para o bem-estar do paciente.

As principais recomendações incluem:

  • Repouso: descansar ajuda o corpo a direcionar sua energia para combater a infecção
  • Hidratação intensa: beber bastante água, chás mornos e sucos naturais mantém a garganta lubrificada e previne a desidratação, especialmente se houver febre
  • Alimentação leve: prefira alimentos pastosos e fáceis de engolir, como sopas, caldos, purês e iogurtes. Evite alimentos ácidos, crocantes ou muito quentes
  • Gargarejos: gargarejar com água morna e sal (meia colher de chá em um copo de água) pode ajudar a aliviar a dor e a inflamação temporariamente
  • Medicamentos sintomáticos: analgésicos e anti-inflamatórios, como paracetamol ou ibuprofeno, podem ser utilizados para controlar a dor e a febre, sempre conforme orientação médica ou farmacêutica]


Leia também: Cirurgia de amigdalite: quando é realmente necessária e como é a recuperação 

Quanto tempo dura uma amigdalite viral?

A maioria dos casos se resolve por conta própria. Os sintomas costumam atingir seu pico entre o terceiro e o quinto dia e, em seguida, começam a melhorar gradualmente. A recuperação completa geralmente ocorre dentro de 7 a 10 dias.

Vale dizer que o período de contágio geralmente começa um ou dois dias antes do início dos sintomas e pode durar enquanto eles persistirem. Medidas simples como lavar as mãos com frequência e evitar o compartilhamento de utensílios são importantes para não transmitir o vírus a outras pessoas.

Quando devo procurar um médico?

Embora a maioria dos casos seja leve, é fundamental buscar avaliação médica profissional se os sintomas forem graves ou não melhorarem. Procure um especialista se você ou seu filho apresentar:

  • Febre persistente acima de 38,5°C
  • Dificuldade para respirar ou engolir saliva
  • Dor de garganta extremamente intensa que impede de beber líquidos
  • Rigidez no pescoço ou dor de cabeça muito forte
  • Ausência de melhora dos sintomas após quatro ou cinco dias

Um profissional de saúde poderá realizar o diagnóstico correto, descartar uma infecção bacteriana e indicar o tratamento mais adequado para garantir sua recuperação completa e segura.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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