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Um guia completo sobre quando, qual e como usar repelentes em crianças pequenas, com foco nas substâncias mais seguras e recomendadas.

A tarde cai e, com ela, a preocupação com os mosquitos se aproxima da janela do quarto do bebê. Em um país com alta incidência de doenças como dengue, zika e chikungunya, proteger os pequenos é uma prioridade. Contudo, a pele delicada dos bebês exige cuidados especiais, e a escolha do repelente correto gera muitas dúvidas.
Pediatras podem indicar os melhores repelentes para seu filho e indicar quando começar a usar esse tipo de proteção. A Rede Américas possui inúmeros especialistas atendendo em vários hospitais do Brasil.
A pele de um bebê é significativamente mais fina e sensível que a de um adulto. Sua barreira cutânea ainda está em desenvolvimento, o que a torna mais permeável. Isso significa que substâncias aplicadas topicamente podem ser absorvidas em maior quantidade, aumentando o risco de irritações, alergias e até de toxicidade sistêmica.
Além disso, os bebês têm o hábito instintivo de levar as mãos e os pés à boca. A aplicação de produtos inadequados ou da forma errada pode levar à ingestão acidental do repelente, o que é perigoso. Por essas razões, as formulações infantis são desenvolvidas para serem hipoalergênicas, com concentrações seguras de ativos e texturas que minimizam riscos.
Essa é a principal dúvida de pais e cuidadores. As recomendações de órgãos como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são claras e dividem a orientação por faixa etária.
Nesta fase, o uso de qualquer tipo de repelente tópico é contraindicado. A proteção contra insetos deve ser feita exclusivamente por meio de barreiras mecânicas e ambientais. Invista em telas para janelas e portas, mosquiteiros para o berço e carrinho, e vista o bebê com roupas leves de manga comprida e calças, especialmente ao amanhecer e ao entardecer.
A partir desta idade, alguns repelentes específicos já podem ser utilizados, desde que contenham substâncias ativas consideradas seguras para a faixa etária. É fundamental verificar a embalagem do produto para confirmar a indicação de idade. A liberação varia conforme o princípio ativo presente na fórmula.
A escolha do repelente deve ser baseada na substância ativa, não apenas na marca. Atualmente, duas substâncias são as mais indicadas para bebês, com segurança e eficácia comprovadas contra o mosquito Aedes aegypti.
Produtos à base de DEET, outra substância comum em repelentes para adultos, só são recomendados pela SBP para crianças a partir de 2 anos de idade, e em concentrações de até 10%.
Estudos mostram que repelentes em spray contendo DEET ou Óleo de Limão Eucalipto (PMD) estão entre os mais eficazes para proteger crianças contra mosquitos que transmitem doenças como Zika e Dengue.
Apesar de sua eficácia, é importante notar que repelentes químicos como o DEET podem, em alguns casos, causar inchaço ou irritação na pele. Há também um potencial de toxicidade para o sistema nervoso em adultos e crianças, o que estimula a pesquisa por alternativas mais naturais e seguras.
No entanto, estudos em adolescentes que utilizam o repelente DEET de forma habitual não mostraram impactos negativos no desempenho neurocomportamental, avaliados pela presença da substância na urina.
É crucial estar atento à duração da proteção, pois um estudo revelou que a eficácia de um repelente com 13% de DEET durou menos de uma hora, exigindo reaplicação mais frequente do que a indicada na embalagem.
Já os repelentes "naturais" à base de óleos essenciais (como citronela ou andiroba) não são indicados para bebês, pois sua eficácia é baixa, a duração é muito curta e há um risco maior de causar alergias na pele sensível.
Repelentes caseiros, como aqueles feitos com cravo-da-índia, foram considerados ineficazes contra mosquitos transmissores de doenças e sua produção pode ser mais cara do que a compra de produtos comerciais de baixa concentração de DEET, que possuem eficácia comprovada.
A aplicação segura é tão importante quanto a escolha do produto. Seguir um passo a passo evita riscos e garante a proteção adequada.
O uso de repelentes é uma camada de proteção, mas não deve ser a única. Medidas complementares são essenciais para reduzir a exposição aos mosquitos.
A supervisão do pediatra é fundamental. Consulte o médico antes de introduzir um novo produto na rotina do bebê. Além disso, procure atendimento profissional imediato se notar qualquer um dos seguintes sinais:
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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